Soweto – África do Sul

Um lugar nascido do preconceito, em uma época onde brancos e negros tinham seus lugares determinados por lei, e que hoje representa a verdadeira essência do país. Assim é Soweto, o antigo bairro de Johannesburg criado para isolar os negros, e que ficou conhecido por ser o palco de importantes eventos na época do Apartheid, mas que hoje só isola mesmo alegria e história.

INFORMAÇÕES DE: Agosto de 2017.

ROTEIRO PARA: 1 dia.

TIPO DE VIAGEM: Mochilão de Férias África do Sul e Namíbia – Parte I.

HOSPEDAGEM: Hostel Once in Joburg (em Johannesburg) – (R 285  / dia – R$ 99,75) – Preço de quarto compartilhado com 4 pessoas.

Ótimo lugar, limpo, cama excelente, ótima infra-estrutura e bem localizado, a única coisa estranha é que o banheiro no quarto tem o vidro um pouco transparente, meio sem privacidade…rs. Está próximo a algumas paradas do Hop On – Hop Off (Ônibus que te leva a todas as atrações turísticas).

Procurando lugar para ficar? Aproveite e reserve sua hospedagem aqui no Booking.com com o Quero Mochilar, você não paga nada a mais por isso e ajuda a manter o blog no ar.

SOBRE SOWETO

South Western Townships – traduzindo: Bairros do Sudoeste, este é o real significado de Soweto.

Em 1963 de acordo com as leis do Apartheid, os negros estavam proibidos de viver nas mesmas áreas que os brancos, com isso foram determinados bairros para alojar os negros que trabalhavam nas minas de ouro – que eram a principal atividade econômica da região até então.

Cada vez mais este bairro negro começou a crescer e de forma desordenada, e mesmo cidadãos negros da classe média foram incorporados em Soweto, o que acabou unindo todos os bairros em um único.

Soweto cresceu tanto que em 1983, o bairro deixou de fazer parte de Joanesburgo, e passou a ser reconhecido como cidade.

Tanta gente unida a força e separada pela cor da pele, Soweto ficou conhecida por ser o principal foco de resistência anti-racista e de protestos dos negros contra a política oficial de discriminação.

Uma destas manifestações – a mais sangrenta – ficou conhecido como Levante de Soweto, que foi uma violenta repressão da polícia em 16 de Junho de 1976, em uma manifestação de 20 mil estudantes que protestavam pelo bairro contra a inferioridade das escolas para negros, que estavam superlotadas e eram de péssima qualidade.

A manifestação seguia pacífica, até o confronto com a polícia na tentativa de contê-la, e estima-se que a policia assassinou cerca de 700 estudantes neste dia.

Se pararmos para pensar, isso tudo é muito recente, pois o Apartheid durou até 1994, e ainda hoje aqui se respira a memória daqueles duros tempos, o que é claramente perceptível observando as ruas e as estatísticas, pois aqui ainda é a maior concentração de negros da cidade com cerca de 4 milhões de habitantes.

O fim do regime não exterminou o problema social, mas aos poucos muita coisa vem mudando no lugar.

1.4- Quero Mochilar Soweto

Como chegar?

Soweto fica em torno de 25 km de Joanesburgo, coisa de um pouco mais de meia hora de viagem de carro e com ônibus Hop on Hop Off – uma hora.

Por estar mais afastado da capital há várias maneiras de se chegar até lá:

1- Uber: A opção mais cômoda e rápida, se quer chegar de modo rápido e independente. A viagem fica em torno e R 173 – R 230 ( R$ 60,50 – R$ 80,50).

Desvantagem: Não terá ninguém para te explicar a rica história deste lugar e há vários pontos na cidade mais afastados que você terá que se deslocar com algum outro meio de transporte.

2- Transporte público: São com as Vans, que eles chamam de táxi. É a mais barata, e pode ser escolhida por aqueles que tem mais tempo. Só ressaltando que é a mais barata, porém, vale lembrar que o transporte público aqui é precário e não muito seguro para turista, portanto avalie bem para optar por esta maneira.

3- Carro: Alugar um carro é uma boa opção. Mas cuidado, aqui é mão inglesa, e você pode ficar confuso, além do fato que Joanesburgo ser uma cidade com alto índices de criminalidade e ficar perdido aqui pode ser perigoso.

4- Agências privadas: Nos próprios hostels e hotéis são oferecidos vários passeios privados pela região. Essa pode ser a opção mais cara, mas também a mais otimizada e bem aproveitada.

5- Ônibus Hop On – Hop Off: Sim, o vermelhão de dois andares que tem em toda cidade turística. Este para mim é a melhor das opções, e indicada pela maioria e por isso a escolhi.

Como funciona: Se informe dos pontos do bus na cidade, há vários. Você escolhe o tipo de passeio e paga a tarifa escolhida na hora mesmo ao motorista. É bom lembrar que os ônibus passam nos pontos de meia em meia hora e que são 4 opções de ticket, conforme abaixo:

Tours de 1 dia:

1- Bus ticket: R 190 – City Tour.

2- Bus & Soweto: R 470 – City tour + Soweto.

Tours de 2 dias:

1- Bus ticket: R 290 – City Tour.

2- Bus & Soweto: R 570 – City tour + Soweto.

OBS:

1- Crianças e adolescentes de 5 a 17 anos: Tem desconto e menores que 5 anos não pagam.

2- Compra on-line tem desconto de 10%:  www.citysightseeing.co.za

Eu como tinha dois dias, escolhi a opção do City Tour + Soweto: R 570 – ( R$ 199,50): É um pouco caro, mas te leva de forma rápida e segura em todos os pontos turísticos da cidade, por isso eu recomendo essa opção, ainda mais se tiver dois dias. Lembre-se que Joanesburgo é uma cidade com altos índices de criminalidade.

Como funciona o tour: Quando você está no ônibus, ainda no trajeto alguém da equipe passa perguntando quantas pessoas querem ir para Soweto, então, preparam uma van, em uma das últimas parada do Tour – Gold Reef City Cassion Hotel você pega esta van.

Quando ir?

A região é bem alta, maior que 1.700 metros de altitude, o que tem influência direta no clima.

Período mais frio: Maio a setembro, chove pouco e a região fica bem fria, algumas vezes perto de zero grau.

Período mais quente: Outubro a abril, faz bastante calor e chove com uma maior freqüência, sendo os meses mais chuvosos de novembro a março.

Consulte histórico e mais informações climáticas da cidade: Aqui. 

Segurança.

Este é a preocupação número um de quem viaja, não é? E na África do Sul, assim como no nosso querido Brasil as estatísticas de criminalidade são de arrepiar. Principalmente para mulheres, já que os índices de violência sexual estão entre os mais altos do mundo e ainda tem o agravante que a infecção de HIV, que aqui é alta. Mas não se preocupe, apesar de tudo isso, e com os cuidados necessários a África do Sul pode ser um país seguro para viajar.

Este índices de crimes, são mais para a população local, os índices com turistas são raros e, na maioria das vezes, limitam-se a furtos.

Em Soweto ha muita gente te abordando e pedindo dinheiro na rua, e sempre é bom estar andando em grupo, mas por ser muito turística as áreas principais, acabam sendo mais seguras.

Só termos os mesmo cuidados que temos aqui no Brasil, e nada irá te acontecer. Evite, por exemplo, se afastar das áreas turísticas sozinhos e se aventurar pelo Bairro.

Importante lembrar que na África há casos de malária, o que não se tem vacina, por isso leve repelente.

Viajar sem um seguro viagem é loucura, portanto nunca faça isso!

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ROTEIRO

Planejamento da viagem.

Como este é o primeiro post desta viagem de 20 dias pela África, vou falar um pouco do planejamento da mesma.

A África sempre foi um sonho de infância e creio que não só meu! Afinal, quem nunca sonhou em fazer um safári e encontrar todos aqueles animais, não é?

Quatro meses antes da viagem defini a África do Sul e Namíbia como meus próximos destinos, e criei um roteiro.

Mapa roteiro de 14 dias pela África do Sul: 

Foram 14 dias muito intensos e com experiências incríveis que levarei para a vida toda. Quis conhecer a capital e as principais cidades do país que são litorâneas, além de neste trajeto conhecer vários parques e outros lugares muito interessantes.

Roteiro pela África do Sul:

  • Dia 1 e 2: Soweto + Johannesburg
  • Dia 3 e 4: Durban
  • Dia 5: Porto Elizabeth
  • Dia 6 e 7: Addo Elephant National Park
  • Dia 7: Schotia Game Reserve
  • Dia 8: Jeffreys Bay
  • Dia 9: Tsitsikamma National Park + Face Adrenalin
  • Dia 10: Sedgefield + Cangos Caves + Oudtshoorn
  • Dia 11 e 12: Table Mountail National Park
  • Dia 13: Constatia
  • Dia 14: Cape Town

E a viagem continua na Namíbia.

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Dia 01: 26/08/2017 – Deslocamento Brasil – África do Sul.

Contextualizando…

Estava querendo planejar minhas férias de 2017 para Islândia, mas além de ser um lugar caro para viajar sozinho, houve um fator crucial que me fez escolher a África como destino, além do meu sonho de infância, claro!

Um certo dia, pesquisando passagens, vi uma de ida e volta para Joanesburgo na data escolhida para as minha férias por R$ 1.806,00 reais voando direto de São Paulo, e na hora nem pensei mais e decidi: “Este ano vou para a África do Sul”.

Sai de São Paulo, as 17:35 com a LATAM no dia 26/08.  Foram 9 horas de viagem em um voo direto da capital paulista até Johannesburg. Um voo tranquilo, sem turbulência, com boa comida e até escova e pasta de dente disponível…rs.

Com o fuso horário (5 horas a mais), cheguei na capital do país as 7h35min da manhã do dia 27, ou seja, tinha o dia todo pela frente.

Dia 02: 27/08/2017 – Chegada e Soweto.

Quando cheguei no país a fila para passar pela imigração foi bem grande, levei mais de 1 hora para passar.

Quando chegou a minha vez, foi bem rápido para a entrada, só responder algumas perguntas como: Onde vai ficar? O que veio fazer? Conferir a carteira de febre amarela e pronto, estava liberado.

Como eu iria ficar só dois dias na cidade e não queria perder tempo acabei pedindo um transfer do próprio Hostel para sair do aeroporto. O transfer era R 395 ( R$ 138,25), mas acabaram me cobrando mais R 100 ( R$ 35,00), pela espera que foi maior que uma hora, por causa da fila da imigração.

Por isso, a primeira dica, deixe para pegar um taxi oficial do aeroporto que sai no mesmo preço, ou se tiver usando aplicativo chama um Uber, que dá em torno de R 270 ( R$ 94,50) – preço que paguei para vir do hostel até o aeroporto na minha volta.

Cheguei no hostel cedo, em torno das 9 horas com o dia todo pela frente, pedi para guardar as mochilas, pois o check in era só as 14 horas e corri para o Constitution Hill, onde pegaría o ônibus Hop On – Hop Off, conforme indicação do hostel.

Estávamos em 3 neste momento: Eu, minha amiga de infância e irmã – Luana e uma guria da Guatemala bem simpática que estava no hostel indo procurar a mesma coisa que nós.

Demoramos um pouco para chegar no ponto onde pegamos o ônibus, mas é super fácil, saímos na pressa  e sem pensar direito, e nos embananamos com o mapa…rs, mas no fim deu tudo certo.

O trajeto com este bus até Soweto é de uma hora para ir e uma hora para voltar a partir deste ponto, por isso, leve em consideração essa informação ao programar sua ida para lá.

Pegamos o ônibus e decidimos ir direto para Soweto, para já começar a viagem sentindo a história do país, e foi uma ótima escolha.

Já no ônibus e no meio do caminho, em frente ao Carlton Hill, entrou um dos funcionários do ônibus e já perguntou: “Alguém para Soweto?”.

As pessoas que respondem sim, desceram então no Gold Reef City Cassion Hotel, um dos pontos do ônibus e lá nos todos pegamos uma Van, também da empresa. Esta van tem um guia, e assim que entramos já vamos escutando toda a história do local que estamos indo conhecer.

A partir daqui o trajeto é rápido, e logo vamos passando pelos principais pontos de Soweto.

Sempre pelo caminho, o guia faz questão de nos mostrar alguns pontos importantes da cidade, alguns que nem chegamos a parar, como por exemplo o maior hospital do mundo (Guiness 1997) – Chris Hani Baragwanath Hospital.

E agora deixe de conversa e vamos ordenar as coisas para o seu tour em Soweto… rs.

O QUE FAZER EM SOWETO?

1- ENTRADA DO DISTRITO.

A primeira parada é onde começa o lugar símbolo do Apartheid, a área residencial do Soweto.

Esta é uma parada quase que obrigatória, afinal, quem não quer uma foto nesta placa igual a todo mundo, não é?

0- Quero Mochilar Soweto

Foto: Inicio de Soweto.

1- Quero Mochilar Soweto

Foto: Assim como todo mundo também quero a foto praxe.

No começo de Soweto podemos observar casas de boa qualidade, mostrando que aqui reside uma população com um pouco mais de dinheiro, que mesmo após o fim do Apartheid resolveu continuar morando por esta região, sendo a parte mais estruturada da área.

O guia contou que estes moradores têm uma forte ligação com o lugar, e por isso não querem sair, mesmo após ganharem dinheiro, apesar de alguns dizerem que muitas das casas não foram compradas com “dinheiro limpo”.

Afastando mais desta parte e caminhando para área turística já podemos observar a realidade da maior parte do bairro, com casas bem simples, sem saneamento e qualidade, mostrando a pobreza do lugar.

1.1- Quero Mochilar Soweto

Foto: A realidade da maior parte de Soweto.

Por aqui também há várias pessoas perambulando sem rumo, que são na maioria refugiados de outros países africanos, o que nos chamou bastante a atenção.

2- ORLANDO TOWERS.

Horário de funcionamento da principal atração – Bungy Jump: Segunda a quinta: das 12h00 ás 17h00 e Sexta á domingo e feriados: Das 10h00 ás 18h00.

Alguns valores das atrações:  Bungee jumping, 480 rands; power swing e internal swing, 360 rands; rapel, 360 rands; plataforma de observação, 60 rands. (Para ter uma ideia em reais multiplique por 0,35).

Um pouco sobre as Torres de Orlando…

Estas duas chaminés são uma antiga usina elétrica movida a carvão que funcionou entre 1942 e 1998. Hoje estas torres são um dos símbolos da cidade.

Este símbolo de Soweto, além de proporcionar um belo visual devido as pinturas dos famosos filhos e filhas do Soweto, desde 2008 começou a oferecer a possibilidade aos turistas de praticar alguns esportes radicais, além de ser uma área de entretenimento completa até com restaurantes.

Aqui você pode: jogar paintball, assistir jogos na TV, praticar arco e flecha e ainda se jogar de duas atrações bastante radicais: uma queda-livre de 40 metros e saltar do bungy jump nas torres com 100 m de altura.

Caso queira participar de alguma das atrações é só falar com a Van do tour do Hop On- Hop Off, que ela te deixa aqui, e você continua o tour na próxima van.

2- Quero Mochilar Soweto

Foto: As duas belas torres, e como podem observar a ponte de onde podemos saltar ligando uma a outra.

2.1- Quero Mochilar Soweto

Foto: Também quero esta foto praxe… rs.

3- FEIRA DE ARTESANATO.

Acho que não temos como fugir destas paradas “estratégicas” em tours, não é?…rs.

Quando vamos para a conhecida praça de Héctor Pieterson, paramos em frente a uma feira de artesanato, com muitos produtos bem bonitos, mas bem caros, pelo que andei depois pela África, aqui foi um dos lugares mais caro que vi.

Mas se ver algo bom, compre sim, é uma maneira de ajuda a população de Soweto e os produtos realmente são bem bonitos e de qualidade.

Os vendedores são um pouco insistentes, mas depois do Egito eu fiquei mais tolerante com eles e me incomodo um pouco menos…rs.

1.5- Quero Mochilar - Soweto

Foto: A arte das feirinhas de rua.

1.6- Quero Mochlilar

Foto: Artes por todos os lados.

4- MEMORIAL HÉCTOR PIETERSON.

Lembra do massacre que falei no inicio do post?

Então, Hector Pieterson, foi um estudante de 13 anos, que foi uma das vítimas e acabou se tornando o símbolo deste trágico dia. Desde 1990, nesta praça há no local um tributo ao jovem e à história do massacre.

Um pouco sobre Héctor Pieterson…

Durante  Apartheid o governo investia no aluno branco algo em torno de 15 vezes mais que em um aluno negro. Além disso, ficou definido que a partir de uma data nas escolas dos negros as aulas seriam ministradas no idioma africanês, língua falada majoritariamente pelos brancos, oriunda do holandês, e este foi o motivo principal que levou os estudantes para as ruas.

Neste protesto que começou pacífico, em torno de 20 mil estudantes tomaram as ruas com cartazes protestando o uso do africanês nas escolas e também por mais liberdade para população não branca.

O plano do protesto era se encontrar em frente ao Orlando Stadium e de lá seguir ao escritório da autoridade local de educação, mas os estudantes foram interrompidos pela polícia no meio do caminho, que pedia pelo fim imediato do protesto, e foi ai que o confronto começou.

Sem dó nem piedade a polícia atirou abertamente contra os jovens.

A contagem oficial de mortos foi de 95 pessoas, mas muitos falam que a verdade é que chegou a mais de 700 estudantes assassinados.

1.3- Quero Mochilar Soweto

Foto: Praça Héctor Pieterson.

1.2- Quero mochilar Soweto

Foto: Ao fundo a imagem símbolo e que ganhou o mundo: Héctor já morto sendo carregado enquanto sua irmã o acompanhava desesperada- Símbolo da repressão sofrida pelos negros na época do Apartheid.

História conhecida, parti então para a principal atração da cidade.

5- CASA DO MANDELA

Horário de funcionamento: Aberto diariamente das 9h00 ás 16h45.

Entrada: R 60 (R$ 21,00).

Duração: 30 min/1 hora.           

Como Chegar: Localizada no número 8115 no Oeste de Orlando em Soweto, na esquina das ruas Vilakazi e Ngakane.

Um pouco sobre a casa do Mandela…

Construída em 1945, Nelson Mandela se mudou para cá com a sua primeira esposa, Evelyn Ntoko Masa e seu filho, no ano de 1946.

Em 1957 ele se divorciou, e aqui continuou com sua segunda esposa, Nomzamo Madikizela (Winnie).

Logo após este período, foi quando Mandela intensificou sua luta pela causa dos negros, até que em 1962, acabou detido e condenado à prisão perpétua, onde passou a maior parte da pena em uma cadeia próxima a ilha de Cape Town ( Robben Island).

Após ser libertado em 1990, Mandela retornou a esta mesma casa, mas por pouco tempo, apenas 11 dias, quando decidiu se mudar para um apartamento maior também em Soweto, de onde saiu somente para ocupar a residência presidencial, em 1994.

O primeiro presidente negro da história da África do Sul, também já foi vencedor do Prêmio Nobel da Paz no ano de 1993.

Antes de morrer, aos 95 anos (2013), Nelson Mandela viajou o mundo espalhando sua visão humanitária de igualdade racial.

Hoje, nesta casa-museu podemos observar móveis, fotografias, quadros, objetos de uso pessoal, livros, prêmios etc, tudo que nós faz sentir voltando ao tempo e entender melhor sua vida.

O interessante é que boa parte da casa é original, assim como os objetos expostos.

2.1- Quero Mochilar

Foto: Entrada da casa do Mandela.

3- Quero Mochilar Soweto

Foto: Postes na entrada da casa.

5- Quero Mochilar Soweto

Foto: Interior da casa – Quarto.

6- VILAKAZI STREET

Bem em frente a casa de Mandela está a movimentada Rua Vilakazi, que merece uma atenção especial, pois é a única do mundo onde residiram dois ganhadores do Prêmio Nobel: Nelson Mandela e o arcebispo Desmond Tutu – Ambos dividiram o sonho de viver em um país mais tolerante independente da cor da pele.

Este rua é bem movimentada, com algumas lojinhas, cheia de gente pedindo dinheiro e as vezes apresentando sua arte em troca de alguma gorjeta de turistas, e alguns são bem bons e realmente valem a pena.

10- Quero Mochilar Soweto

Foto: A criançada pronta para uma apresentação e umas gorjetas.

Nesta rua há vários restaurantes, e um deles é o Sakhumzi, um self service de comida africana, um ótimo lugar para almoçar e experimentar o tempero e a comida do país.

O almoço é caro, custa ZAR 185 (R$ 64,75) com sobremesa e sinceramente eu não achei a comida boa não… rs, mas pelo menos comecei a viagem comendo comidas típicas…rs.

9- Quero Mochilar Soweto

Foto: Estas três coisas de cores amarelas, branca e rosa, são as papas, comida bem típica.

Vídeo: Almoço no Sakhumzi – Alguns artistas como estes não merecem uma graninha? Excelentes! Muito top…

7- FNB ESTADIO DE FUTEBOL.

Horário de funcionamento: Diariamente, exceto em dias de jogo.

Entrada: R 50 (R$ 17,50).

Duração: 1h e meia.

Mesmo sendo construído em 1989, este estádio foi todo reformado para receber os jogos da copa de 2010, e ficou conhecido como“Cabaça” devido a sua aparência. Foi aqui o palco da partida inaugural e final da Copa do Mundo deste mesmo ano.

A importancia da escolha deste local é por que foi aqui também a última aparição pública de Mandela durante a partida  decisiva da copa.

Acabei não conhecendo por dentro por falta de tempo, mas sei que é possível fazer tour completo passando por : vestiário, túnel, arquibancada, áreas vips e ir até o gramado.

16- Quero Mochilar Soweto

Foto: O famoso estádio que só conheci por fora.

Acabando o dia voltamos para Johanesburgo, descemos próximo ao hostel e fomos rapidinho para o Once In, pois todos dizem para evitar andar depois das 17h na região.

15- Quero Mochilar Soweto

Foto: Pessoal gente boa que fez o tour: Família da Bélgica, a guria da Guatemala e eu e Luana.

O hostel tem um ótimo bar, e lá mesmo, foi possível provar da cerveja sul africana. Agora, dormir, para conhecer a capital no próximo dia.

E DAÍ, QUANTO FICOU A BRINCADEIRA??

 Orçamento para o dia: R 1.435,50 – R$ 502,43

  • Transfer Aeroporto Once in Joburgo: R 247,50 ( Divisão por duas pessoas do total do transfer R 495 – R 100 de atraso).
  • Hospedagem – Quarto com 4 pessoas: R 285.
  • Ticket de 2 dias do ônibus Hop On – Hop Off: R 570.
  • Entrada na Casa do Mandela: R 60.
  • Almoço em Soweto: R 185.
  • Cerveja no Hostel: R 88.

* Para saber o preço em reais multiplicar por 0,35 (Preço que paguei no Brasil).

Orçamento da viagem de 20 dias para África do Sul e Namíbia: R$ 706 / dia / para 20 dias – Incluindo tudo ( De passagem aérea a lembrancinha).

Tabela: Análise do gasto total da viagem de 20 dias pela África.

Levantamento de Custos - Africa do Sul

NÃO POSSO DEIXAR DE PROVAR…

Vale a pena comer no restaurante em Soweto, pois há várias comidas típicas do país que você poderá experimentar.

E o que devemos procurar para comer para nos sentirmos no país:

– A Papa: Cozido semelhante à polenta. Esta é a receita mais famosa e tradicional do país. Ela é feita com uma farinha do milho branco e serve de acompanhamento para carnes e legumes. Geralmente eles comem ela com a mão, molhando-a nos caldos.

– O Bobotie: Preparado com pão e carne moída. Há quem afirme que essa era a comida preferida de Nelson Mandela, o maior ícone da nação.

– O Biltong: Mesmo nada apetitoso ao olhar, este é uma carne desidratada que pode ser feita de vaca ou de carne de caça. É comum ver estes petiscos por lá, sendo bem tradicional e consumido no país.

– A Amarula: Bebida local produzida com os frutos da Maruleira árvore típica do país. Este é também um excelente presente.

 LIÇÕES APRENDIDAS.

1- Uma opção bastante interessante é o passeio de bicicleta por Soweto, oferecido pela Soweto Bicycle Tour.

2- Para quem que saber mais sobre Soweto há o maior museu da cidade localizado a duas quadras da praça Héctor Pieterson. Acabei não indo por falta de tempo, mas fica a dica.

3- ATENÇÃO: Nos disseram que poderíamos deixar as coisas na Van do Hop on – Hop Off para almoçar, mas a família que estava na mesma van que eu, deixou a jaqueta com algum dinheiro lá dentro e este dinheiro desapareceu. Por coincidência, o guia e motorista da van disse que ia nos esperar almoçar, mas apareceram no meio do almoço dizendo que não poderiam esperar, devolveram os casacos, e falaram para pegarmos a próxima van em meia hora. Esta próxima van atrasou bastante e quando passou estava cheia e ninguém havia comunicado a eles sobre nós. Nos esprememos lá dentro, as crianças foram no colo, e assim, fomos de volta ao ponto de encontro para pegar o ônibus.

Será que fugiu, por causa do dinheiro? ficou a dúvida no ar…

4- Comecei o tour em Soweto tarde, e se tivesse mais tempo eu faria um passeio aqui de um dia todo, pois tem bastante coisa para fazer. E se pudesse escolheria novamente o Hop On – Hop Off, que apesar do imprevisto acima, foi uma excelente escolha e o tour guiado foi de qualidade.

5- Outras atrações em Soweto que não citei aqui:

– Orlando Stadium: Casa de um dos principais times da liga sul-africana, o Orlando Pirates.

–  Kliptown Open Air Museum: museu ao ar livre dedicado a Walter Sisulu, outro grande expoente na luta contra o Apartheid.

OUTRAS INFORMAÇÕES ÚTEIS.

Fuso Horário: + 5h (Brasília).

Língua

A África do Sul tem 11 línguas oficiais e ainda reconhece outras oito línguas não oficiais como “línguas nacionais”.

Das línguas oficiais, duas são línguas indo-europeias— inglês e africâner— enquanto as outras nove são línguas da família bantu (no interior da África o maior filo, Níger-Congo).

O zulu, por exemplo, é o principal idioma da costa leste, enquanto o africâner domina o lado oeste.

O inglês, por sua vez, é muito comum, sendo o principal meio de comunicação entre estrangeiros e locais.

Moeda

O Rand é a moeda oficial e corrente atualmente na África do Sul.

Moeda Africa do Sul

Códigos: ZAR, também grafado R.

  • R 1  = R$ 2,85
  • R$ 1,00 = R 0,35

* Este foi o valor que paguei, que acabou saindo um pouco mais caro por ter solicitado a moeda na minha cidade – Montes Claros – MG.

Cotação atual: Clique aqui.

Vistos e Vacinas

Brasileiros não precisam de visto para entrar e permanecer na África do Sul por até 90 dias.

Cuidar para que seu passaporte esteja com a validade de, pelo menos, um mês depois da data prevista para o retorno.

Também é exigido o Certificado Internacional de Vacinação (CIVP) contra a febre amarela . Sem ele, você pode ser impedido de entrar no país.

Tomada

Tomada Africa do Sul quero Mochilar

A tomada de três furos redondos do lado esquerdo da foto é a oficial do país.

Nem meu adaptador universal servia nela. A maioria dos hostel que fiquei no país tinha como na foto ao lado, a opção de algumas tomadas com outra entrada.

Voltagem: 220 V.

A VIAGEM CONTINUA…

Relato Anterior: A viagem começou aqui.

Próximo Relato: Joanesburgo – África do Sul.

RESUMÃO EM PDF PARA IMPRIMIR: Resumão_QM_Soweto.

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