Floresta Amazônica – AM

INFORMAÇÕES DE: Julho de 2015.

ROTEIRO PARA: 1 dia.

TIPO DE VIAGEM: Mochilão de férias norte do Brasil – Parte II.

HOSPEDAGEM: Casa de amiga.

SOBRE A FLORESTA AMAZÔNICA.

A Floresta Amazônica cobre a maior parte da Bacia Amazônica da América do Sul, uma bacia que abrange 7 milhões de quilômetros quadrados, dos quais 5 milhões e meio de quilômetros quadrados são cobertos pela floresta tropical. Esta região inclui territórios pertencentes a nove nações, sendo que a maior parte está contida dentro do Brasil (60%), seguida pelo Peru (13%) e com partes menores na Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.

A Amazônia representa mais da metade das florestas tropicais remanescentes no planeta e compreende a maior biodiversidade em uma floresta tropical no mundo.

A Floresta Amazônica foi pré-selecionada em 2008 como candidata a uma das Novas 7 Maravilhas da Natureza pela Fundação Sete maravilhas do mundo moderno. Em fevereiro de 2009, a Amazônia foi classificada em primeiro lugar no Grupo na categoria para as florestas, parques nacionais e reservas naturais.

ROTEIRO.

 Dia 04: Contato com a Floresta

Quando estamos em Manaus não podemos deixar passar a oportunidade de conhecer mais de perto a nossa grande floresta e a cultura da região. Um contato mais próximo com as comunidades ribeirinhas, aldeias indígenas, fauna e flora, pode ser feito alugando um barco por conta própria diretamente no porto, e definir o seu itinerário, ou fechando um tour com uma das inúmeras agências do centro da cidade.

Eu optei por fazer pela agência que me abordou no Teatro de Manaus, pois eles tinham um tour bem completo e o valor estava atrativo R$ 140 / pessoa. A desvantagem foi que era uma lancha fechada com 50 pessoas e não tinha muita visibilidade, principalmente para ver o encontro das águas, mas em compensação fomos a uma aldeia indígena e foi uma experiência incrível, coisa que se alugássemos um barco não teríamos feito.

Fomos eu e meus amigos para o ponto de encontro e as 9h00 partimos para o passeio pela floresta que consistia em 7 paradas.

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Foto: Curiosidades da Amazônia: Posto de Gasolina para os barcos no meio do rio, já que eles são os principais meios de locomoção na região.

 Parada 01: Encontro das águas: Encontro entre o rio Negro e Solimões, onde claramente percebemos a diferença entre as águas. O Rio Negro, mais escuro, devido a alta decomposição de matéria orgânica e o Solimões mais barrento. Os dois formam o gigante Rio Amazonas. As águas também tem temperaturas diferentes (em torno de 6 graus) e Ph diferentes o que contribui para não misturarem.

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Foto: Encontro das Águas em Manaus.

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Foto: Rio Solimões mais amarelado (barro) e rio Negro, água escura devido a matéria orgânica.

Parada 02: Comunidade Ribeirinha Catalão: Um meio de ajudar na renda das comunidades é levar os turistas até elas, onde a principal atração além de conhecer o ambiente em que vivem são seus animais de “estimação”. Alguns deles como os filhotes de jacarés, eles dizem que pegam durante a noite, usam para os turistas tirarem fotos durante o dia e depois devolvem para a natureza, mas de qualquer forma é o dia todo passando de uma mão pra outra para as fotos, os bichinhos devem ficar estressados, mas é impossível resistir a vontade de pegar uma preguiça no colo.

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Foto: Indo em direção as comunidades.

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Foto: Comunidades ribeirinha nas margens do rio Negro.

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Foto: Cotidiano na Amazônia.

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Foto: Comunidade ribeirinha e seus animais.

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Foto: Sentindo as unhinhas no pescoço, Unhonas né!! Mas encantado, nunca tinha visto uma de tão perto.

Parada 03: Lago da Vitória Régia: Nesta época do ano os rios ainda estão cheios e o acesso ao lago das vitórias Régias fica submerso, sendo assim, só vimos algumas nas proximidades do restaurante flutuante. Plantas que trouxeram do lago unicamente para os turistas conhecê-las, já que não conseguíamos chegar até o lago.

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Foto: Estradas da Amazônia.

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Foto: As vitórias régias, lindas e enormes.

Parada 04: Restaurante Flutuante: Paramos então por 1h no meio do rio em um restaurante flutuante para um almoço self service, por sinal excelente e com muita comida típica. Ainda há uma bela feira de artesanato neste restaurante, para quem gosta.

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Foto: Restaurante flutuante.

Parada 05: Criadouro de Pirarucu: Após o almoço passamos em um lugar no meio do rio onde criam Pirarucu. Há pirarucus de vários tamanhos e por R$ 20 reais você entra em um dos locais e tem direito a 6 iscas para então poder sentir a força deste animal incrível nas mãos. Eles chamam de pesca, mas na verdade você ganha umas iscas de peixes que amarra na ponta de uma vara (sem anzol) e ficamos alimentado estes gigantes do rio. É bem emocionante sentir a pressão e a força deles nas suas mãos. Vale a pena os vintão.

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Foto: A “pesca” do Pirarucu.

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Foto: A força do animal.

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Foto: A beleza do peixa quando sai da água.

Vídeo Pirarucu: img_5668

Continuamos a viagem conhecendo os caminhos entre os igarapés e igarapós. Nesta época de cheia na Amazônia fica evidente este tipo de vegetação. O igapó é a vegetação que sobrevive nas áreas inundadas nesta época do ano, podemos dizer que é a mata que cresce dentro da água. Em tupi, Igapó significa ” raiz de água”. Os igarapés  são os cursos de rios ou canais dentro das matas, uma vegetação muito comum na bacia amazônica nas áreas alagadas (igapós). Igarapé significa “caminho de canoa”.

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Foto: Caminhos pelo Igarapé.

Parada 06: Interagir com o boto cor de rosa: Depois de percorrer por igarapés fomos para o passeio com os botos, que leva 1h30min de barco.

Quando chegamos no ponto de apoio para o nado com os botos somos orientados de como nos comportar, exemplo, não acariciar a cabeça do animal e então recebemos o colete e entramos em pequenos grupos (10 pessoas) junto com o tratador que oferece alimento para atraí-los. Os animais são livres e super dóceis, passam pelas pernas da gente, deixam ser acariciados, eles de tão feios ficam lindos pela simpatia (rs). Foi mais uma experiência fantástica na Amazônia.

Tive neste dia a chance de nadar com 3 destes animais incríveis.

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Foto: O boto cor de rosa da amazônia.

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Foto: O tratador com a isca para atraí-los.

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Foto: Encantado com eles.

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Foto: Eu e meu amigo boto (rs).

Ainda encantado com os botos fomos então para a melhor parte que até o momento eu não imaginava que seria a melhor delas.

Parada 07: Visita a uma aldeia indígena: Comunidade indígena Tupé da aldeia Dessana. Não achava que ia gostar tanto deste contato e nem sabia se valeria a pena pela distância, mas foi o melhor de todos.

Ao Chegarmos somos recebidos pelo Pajé que nos saúda em sua língua nativa e então começa a explicar um pouco sobre seus costumes e rituais de saudações, então eles chama as mulheres da aldeia e começam seus rituais de dança para saudar os visitantes.

Ficamos encantados com suas pinturas e os sons que criam com seus instrumentos simples.

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Foto: O pajé nos dando as boas vindas.

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Foto: As pinturas pelo corpo.

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Foto: Durante o ritual de boas vindas.

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Foto: Dançando para nós.

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Foto: Saudação de boas vindas.

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Foto: Esta índia fazia um som incrível com este casco de jabuti.

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Foto: Bela imagem desta tribo.

Após as apresentações somos todos retirados pelos índios para dançar, juro, é muito emocionante, fiquei emocionado em participar de tudo aquilo. Eu ainda estava meio manco da minha cirurgia no joelho e a índia me arrastava para um lado e para o outro, meu joelho doía, mas fiquei até o fim e foi demais (rs).

 

Vídeo: Dança com os turistas.

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Foto: Eu e minha parceira de dança.

Depois das danças fomos andar pela aldeia, e é incrível ver a rotina e habilidades deles como subir em um açaizeiro. Também a venda de artesanatos caso queiram ajudar a comunidade.

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Foto: A habilidade para subir no açaizeiro é incrível.

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Foto: A oca principal.

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Foto: Eu e o Pajé.

Este passeio levou o dia todo, das 09h00 até o final da tarde e foi incrível. Não deixe de fazê-lo caso vá a Manaus.

A viagem continua…

Relato anterior: Manaus.

Próximo Relato: Presidente Figueiredo.

NOTAS:

1- Quando você fecha o passeio com os barqueiros no porto sai mais barato e eles fazem um trajeto bem parecido com o que você fará com as agências, outra vantagem é que você faz o tour com menos gente (você fecha o barco e leva quem quiser), vai mais confortavelmente e leva menos tempo.

2- O passeio que você fechar diretamente no porto podem ser mais baratos, mas não tem os contatos que uma agência tem para poder levarem em todos estes locais. Pode ser que fique algum de fora. Leve isso em consideração para escolher ou fale com o barqueiro.

3- Antes só era possível nadar com os botos em Anavilhanas, um arquipélago próximo de Manaus, mas hoje este passeio já é possível em Manaus, só que com menos botos.

4- Em Manaus não procurei saber como funcionam estes passeios direto no porto com os barqueiros, mas pelo pouco que pesquisei não tem complicação, é só ir no cais da cidade, procurar os barqueiros e combinar com eles.

5- Aproveite o almoço no flutuante para experimentar as comidas regionais.

6- No verão amazônico, entre junho e novembro, costuma chover apenas uma vez por dia, e rápido. Em agosto, o nível dos rios já baixou o suficiente para fazer aparecer praias fluviais.

7- Entre junho e julho são quando os rios estão mais cheio, sendo quando a floresta alaga e proporciona os passeios de canoa e voadeira pelos igarapés (canais) e igapós (lagos).

8- O inverno amazônico como é chamado o período das chuvas, acontece no mesmo período em que o restante do país vive o seu verão e, o verão amazônico, período de férias escolares, acontece exatamente quando ocorre o ápice do inverno brasileiro e é o período que menos chove.

 

 

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