Luján – Argentina

INFORMAÇÕES DE: Fevereiro 2015.

ROTEIRO PARA: 1 dia.

TIPO DE VIAGEM: Bate a volta de Buenos Aires.

HOSPEDAGEM: Não pernoitei na cidade.

SOBRE LUJÁN.

Luján é uma cidade pequena, em torno de 68 mil habitantes e esta localizada a 68 km de Buenos Aires.

Esta cidade é muito procurado por turistas devido a Basílica de Nossa Senhora de Luján, que dá para a cidade uma importância igual a de Aparecida do Norte para nós brasileiros.

Outro destino muito procurado na cidade é o Zoológico de Luján, onde é possível interagir com os animais.

Em relação ao Zoo de Luján, hoje não recomendaria para ninguém. Depois de ir, desconfiado do que escutei de algumas pessoas fui pesquisar sobre o lugar e li alguns relatos de que eles dopam os animais para que os turistas entrem em suas jaulas e tirem fotos com eles, tanto o Zoo quanto os guias dizem que isso é lenda, que os animais são mansos, por serem criados com cachorros desde filhotes, mas  no Zoológico dá pra perceber claramente que os animais estão sonolentos, nas próprias fotos dá pra ver o tigre capotado com a língua de fora e o leão até com o olho fechado.

Se pensarmos que estes animais são dopados todos os dias do ano sem descanso, e os outros animais mais mansos como elefantes, cobras e araras ficam o dia inteiro fazendo o mesmo movimento para fotos de turistas, seria maus tratos? Pra mim sim, se eu tivesse consciência de tudo isso antes eu não teria feito este passeio.

ROTEIROS

Dia 03: Bate e Volta para Luján.

Logo cedo no meu terceiro dia em BsAs o carro da agência que fechei este passeio me buscou no hotel e parti rumo a Luján, passamos em outros 3 hotéis para pegar mais pessoas e viajamos por uma hora até chegar ao Zoo.

Quando chegamos já observei que não havia bilheteria. Quando você entra tem que pagar diretamente para funcionários que ficam circulando na entrada, algo estranho…rs.

O Lugar é bem sujo e fedido, diferente das belas fotos de propagando. Lá temos a impressão de estarmos em uma fazenda mal cuidada. Neste dia ainda tinha chovido um pouco e como o chão é de terra tinha lama para todo lado.

Na entrada do parque vendem uma comida específica em saquinhos por 10 pesos para que você possar ir oferecendo para os animais que ficam soltos durante o passeio.

Este animais que ficam soltos entre os turistas, penso que são os únicos felizes do lugar e junto com a comida que recebem o tempo todo imaginem o resultado, muita m**** para todo lado.

Quando chegamos a primeira coisa que vemos é um cercado com animais domésticos, como: cavalos, ovelhas, lhamas, pôneis, cabras e bodes, e mais à frente estão as jaulas dos tigres, da leoa e dos filhotes de leão.

Como já tinha sido orientado que as filas maiores são as dos felinos, principalmente a do tigre branco, aproveitei que a fila estava pequena logo de manhã e foi o primeiro que entrei na jaula. Esperei cerca de 15 min.

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Foto: Ainda dizem que são mansos por causa que são criados com cachorros. Olhem a língua do coitado!

Saindo dele continuei indo na seqüência dos felinos e peguei uma fila um pouco maior para os leões adultos e filhotes, em torno de 50 minutos de espera. A fila dos filhotes é bem grande e uma das mais disputadas.

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Foto: Eu já preparado para fuga caso o amigão ai acorde…rs.

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Foto: Mais um zumbi divertindo os turistas.

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Foto: A foto clássica segurando um filhote em Luján não foi possível, pois estavam todos já grandinhos.

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Foto: O melhor amigo do homem com certeza amansa, mas dizer que não os dopam depois de vermos todos com olhos fechados e língua de fora é de se duvidar, não??

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Foto: Algumas espécies circulam soltas, como : patos, gansos, e nossas amigas lhamas como a aí de cima, por isso é melhor olhar onde pisa porque os bichos passam o dia inteiro sendo alimentados pelos turistas.

Os elefantes ficam no final no Zoo e com eles o esquema é diferente, você pega uma fruta e ele vem comer na sua mão. O funcionário ordena vários comandos que geram fotos legais, mas os coitados os repetem o dia todo 7 dias na semana e 365 dias no ano, poxá!

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Foto: O Elefante babando na nossa mão é divertido…rs.

Os únicos lugares que pagamos a parte para tirar fotos são com as araras, cobras e iguanas.

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Foto: Com nossas conterrâneas.

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Foto: A minha cara…rs. Relevem, pois este “trem” gelado e melequento no pescoço da gente é estranho demais.

Fui lá fiz as fotos e depois sai falando mal, mas realmente é um lugar que depois de ver não recomendo a ninguém, aprendi na prática e não repito passeios desta natureza mais. Quando estamos lá, não tem como não se impressionar com a beleza dos animais e querer uma foto com eles, mas depois que pensamos no que são submetidos bate um remorso por contribuir com isso.

Antes de voltarmos para Buenos, passamos para ver a Basílica da cidade que é lindíssima, mas pena que não tivemos tempo de entrar.

Sobre a a Basílica de Luján 

Um destino a ser visitado pelos religiosos de plantão.

Esta é uma das igrejas mais visitadas da Argentina. O belo edifício tem estilo neogótico e data do século XIII e é em homenagem a Nuestra Señora de Luján, a padroeira da Argentina. Por esse motivo, a Basílica de Luján é considerada o Santuário Nacional do país. Todos os anos, em outubro, centenas de pessoas fazem peregrinação, saindo do bairro portenho de Liniers até a cidade de Luján para agradecer ou pedir alguma graça.

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Foto: A bela basílica para a padroeira da Argentina.

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Foto: A paradinha para foto.

A viagem continua…

Relato anterior: Buenos Aires.

Próximo Relato: Fim da viagem.

NOTAS:

1- Há várias agência pela cidade oferecendo o bate e volta para Luján.

2- Para mim, vale a pena mais tempo na cidade. Pela importância religiosa do lugar penso que ficar mais tempo para conhecer a basílica direito vale a pena.

3- O Zoo de Luján está aberto todos os dias do ano, entre as 9h00 – 19h30min.

4- Tarifas: Menores de 2 anos não pagam, entre 2 e 11 anos pagam AR$150 (R$ 37,50). Maiores de 12 anos: AR$200 (R$ 50,00) – Valores comprando direto no zoológico.

5- Alimentação: Basicamente empanadas e sanduíches. Há um restaurante, mas não cheguei a ir nele. Há mesas livres para sentar e comer, além de espaço para piquenique.

6- Vá primeiro nos felinos, as maiores filas são: tigre branco, leões e principalmente filhotes.

7- Chegue cedo, pois há casos da fila ser tão grande que encerraram a “atração” (ocorre quando o número de pessoas na fila é o suficiente para o horário do expediente do animal).

8- CONCLUSÃO: NÃO RECOMENDO, NÃO VOLTARIA E EVITAREI PARA SEMPRE PASSEIOS DESTE TIPO.

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