Capitólio – MG

“O mar de Minas”, assim é conhecida Capitólio, e só estando lá para entender o porque que este paraíso de água verde esmeralda esta se tornando um dos destinos mais procurados do país.

INFORMAÇÕES DE: Fevereiro de 2017.

ROTEIRO PARA: 3 dia.

TIPO DE VIAGEM: Feriado prolongado de Carnaval.

HOSPEDAGEM: Airbnb – Aplicativo para hospedagem.

Primeira vez que usei o aplicativo e aluguei um imóvel, a experiência foi muito positiva. Casa bem localizada em Piumhi, limpa, organizada, espaçosa e hospedando até 8 pessoas.

Valor da diária com taxa de limpeza: R$209/dia – R$ 130,63 / pessoa.

Você pode alugar o imóvel direto com a responsável pelo WhatsApp: Francisca – (37) 9 9946 7655

PS: Informar que viu o contato no Blog.

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SOBRE CAPITÓLIO

Capitólio é o destino do momento e quando estamos lá fica fácil entender o por que.

A mais conhecida das cidades ao redor da represa de furnas –  maior extensão de água do estado – fica em uma região apelidada de “Mar de Minas”.

Capitólio tem sido o destino de ecoturismo mais procurado atualmente, e como não ser? Esta é uma região repleta de belas cachoeiras, balneários, lagos de cor esmeralda e paisagens incríveis.

O lago de furnas abrange 34 municípios, e a cidade privilegiada pela localização e proximidade com seus atrativos naturais, portanto a mais conhecida é Capitólio, o destino ideal para quem quer aventura e contato com a natureza.

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Como chegar?

Capitólio fica a 279 km de Belo Horizonte –  aeroporto mais próximo –  e seu acesso é via MG-050. A cidade é de fácil acesso, portanto, fácil de chegar via consulta na internet e GPS.

No meu caso fui de Montes Claros até Piumhi, uma cidade à 20 km de Capitólio. Esta viagem de carro dura em torno de 7 horas e são 625 km de distância.

Partindo de Montes Claros, segui pela BR 135 sentido Bocaiúva e Curvelo, após Curvelo peguei a BR-40, andei alguns quilômetros e entrei na MG-420 e segui em direção  a Pompeu e Martinho Campo. Em Martinho Campo peguei a MG-352 sentido Divinópolis, onde entrei na MG-50 e dai segui sentido Piumhi e Capitólio.

As estradas estão em boas condições e há três pedágios de R$ 5,50 pelo caminho, um depois de Divinópolis, outro depois de Formiga e o último após Piumhi.

Quando ir?

A região é possível ser visitada o ano todo, mas temos que levar em conta o clima.

Como o lugar é destinado para o ecoturismo o melhor período para se conhecer seria a primavera e outono, já no verão há ressalvas por causa das chuvas. No verão as temperaturas ficam em torno dos 30° graus durante o dia e a as chuvas são frequentes, o que pode dificultar alguns passeio devido o risco de trombas d´água.

No inverno chove pouco e as temperaturas são menores, o que fica ruim para nadar nas águas das cachoeiras – que já são geladas em qualquer época do ano –  e a noite faz frio.

Vale observar que como o turismo tem crescido muito nesta cidade, no verão e em épocas de feriados os preços das entradas nos atrativos naturais e passeios de lancha inflacionam muito.

Segurança.

O maior risco nesta região são as trombas d´água (aumento do volume de água nas correntezas das cachoeiras) que ocorrem sempre durante as chuvas no local ou nas cabeceiras dos rios. Por precaução alguns dos atrativos naturais particulares informam os visitantes do risco e os retiram das cachoeiras. É importante sempre respeitar o alerta.

Nos atrativos gratuitos não há ninguém para comunicar do risco, então, salve-se quem puder e tiver juízo…rs.

Devido os casos de febre amarela vale estar atento e em dia com a vacina para fazer ecoturismo em qualquer lugar.

ROTEIRO

Planejamento

Um feriado de Carnaval é preciso programar com pelo menos 2 ou 3 meses de antecedência devido a demanda e também para tentar correr dos preços exorbitantes que aparecem na época.

Capitólio, como é turístico e anda na moda, não é diferente, e para reduzir o orçamento de uma viagem assim, uma das melhores alternativas que encontrei foi ficar em outra cidade nos arredores do lago de Furnas.

Os hotéis e pousadas esta época do ano estavam com preços além do imaginável, por isso nesta viagem usei pela primeira vez o AirBnb, o aplicativo de alugueis de casas para férias e feriados, foi um teste, e agora virei cliente e recomendo.

Eu e a turma pegamos um apartamento no centro de Piumhi para 5 noites e 4 dias por R$ 1.045 (com taxa de limpeza). Um imóvel de 3 quartos para até 8 pessoas, ou seja, o carnaval todo por R$ 130,63 / pessoa, bem em conta, não??

Sobre a hospedagem com AirBnb

Foi a primeira experiência de muitas, após reservado o imóvel, entramos em contato com a proprietária, quem nos instruiu sobre passeios, recebeu os primeiros que chegaram no imóvel, apresentou o bairro e teve o cuidado de deixar um lanchinho para quando  chegássemos. Não tivemos nenhum tipo de problema. Só tenho Elogios a Francisca.

Sobre a escolha de Piumhi.

A cidade fica a 20 km de Capitólio, é uma cidade bem estruturada e bem menos movimentada. Como os atrativos ficam afastados de Capitólio, você acabará andando 30 km a mais (ida e volta) para fazer os passeios, isso dará em torno de 10 reais a mais (R$ 2,50 por pessoa se dividir por todos do carro), e ira economizar até um terço do valor da hospedagem que pagaria  na disputada Capitólio.

Ah, outra coisa, tem  um pedágio de R$ 5,50 de Piumhi à Capitólio, ida e volta, mas mesmo assim acaba compensando.

Planejando os passeios

Nesta ilustração abaixo você consegue ter as informações sobre a localização das atrações para planejar o seu dia.

                                       Verde: Atrações gratuitas. Vermelho: Atrações pagas. Amarelo: Restaurantes

Dia 01: Morro do Chapéu e Cascata Ecopark.

Como saímos na sexta as 15h30 de Montes Claros e chegamos ás 00h40 – nove horas de viagem por causa do trânsito pesado – e acordamos no sábado cedo, tivemos o dia todo pela frente para curtir as atrações deste lugar.

Como todos ainda estávamos cansados, fomos nos passeios mais “próximos” e planejamos Morro do Chapéu na parte da manhã e Cascata Ecopark na parte da tarde.

Morro do Chapéu.

Entrada: Gratuito.

Horário: Sem horário de funcionamento.

Duração do passeio: Umas 3 horas – Contando deslocamento e caminhada.

O Morro do Chapéu é um mirante natural a 1.293 metros de altitude de onde podemos aproveitar um belo visual do”Mar de Minas”. A vista do lago de Furnas daqui é incrível.

Como chegar:

Para chegar ao Morro do Chapéu, peguei a MG-050, sentido Canyons e andei até a estrada do Dique. Você vai seguir as placas do Hotel Engenho da Serra.

Após andar 24 km (de Piumhi), ou 12 km se sua referência for de Capitólio, você vai cruzar a pista e entrar sentido o hotel Engenho da Serra, esta entrada é em uma curva e péssima de visão, achei perigosa. Após entrar começa a estrada de terra de 10,1 km até o topo, você vai passar pela estrada do Dique, e vai seguindo. Há Placas, logo vai ver uma indicando a entrada para o Morro do Chapéu.

Havia trechos muito ruins para o carro ainda mais por que havia chovido, não eram atoleiros, mas trechos com buracos e pedras, muito ruim mesmo. Achamos carros voltando, desistindo e nos alertando, mas teimosos que somos resolvemos seguir, fui de Uno, mas não indico carro baixo se não for habilidoso em estrada de terra.

Uma hora de carro e chegamos a um ponto quase no mirante que preferimos não passar com o carro e seguimos a pé devido as mas condições da estrada.

Sobre o Trekking:

Impossibilitados de subir o morro até o final com carro, resolvemos terminar a pé, pois estávamos bem próximos.

Fomos cortar caminho, pois era mais curto que seguir a estrada e fomos por uma trilha bem íngreme no meio dos morros, andamos menos de 1 km, mas foi um pouco puxado devido a subida.

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Foto: A parte da estrada que resolvemos parar o carro. Na foto não dá para perceber muito, mas estas pedras estavam bem grande e passar para ir iria até bem, mas voltar ficava difícil.

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Foto: A estrada de terra, mais longa e mais fácil, e o caminho mais difícil e legal…(rs), o que escolhemos.

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Foto: Subidinha bruta, bem íngreme, cheia de pedras e escorregadia.

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Foto: Paisagens que só temos do Morro do Chapéu.

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Foto: Força meninada… vocês conseguem!

Quando chegamos no topo o visual compensa tudo. Lá de cima temos uma visão privilegiada do lago de furnas com seu verde esmeralda incrível que rende excelentes foto.

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Foto: Uns 20 min de caminhada e enfim no topo!

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Foto: Morro do chapéu – Só aqui temos este visual.

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Foto: Lago de Furnas – O Mar de Minas.

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Foto: E lá no topo há esta igrejinha!

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Foto: Mais paisagens incríveis daqui do alto.

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Foto: Depois de várias fotos e curtir este visual incrível, partimos para curtir a tarde toda no Ecopark.

Cascata Ecopark.

Entrada: R$ 35,00 – Preço do Carnaval; Preço normal R$ 30,00.

Horário: 9h00 as 18h00.

Duração do passeio: Recomendo 4 horas – Mas pode-se ficar lá o dia todo.

Como Chegar:

Após o Morro do Chapéu, voltamos para MG-050 sentido Passos andamos por mais 24 km (22 min) e chegamos na entrada do Ecopark. Aqui também temos que cruzar a pista, mas é mais tranquilo e a estrada de terra é bem curta, praticamente insignificante.

Sobre a Cascata Ecopark

No lugar há um restaurante que serve somente porções pequena a preços bem salgados (Ex: R$ 35,00 de filé de carne e R$25,00 de mandioca) e uma trilha curta de 1,2 km (ida e volta) com acesso ao mirante, cachoeiras e piscinas naturais.

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Foto: Sem almoçar resolvemos comer porções, mesmo a preços altos….rs!

Sobre a trilha:

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Mapa da Trilha no Aplicativo Wikiloc.

No Ecopark há uma trilha curta e de fácil acesso, onde começamos passando pela parte de cima das cachoeiras e chegamos a um mirante para os Canyons e depois vamos a duas quedas d´água onde é possível banho de cachoeira, o lado ruim é que não há poços com boa quantidade de água para banho.

O começo da trilha é bem sinalizado, mas depois vamos seguindo a trilha rumo ao mirante e ficamos sem saber onde termina, então seguimos até ver que se andássemos mais não mudaria a paisagem.

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Foto: Já em frente ao restaurante temos acesso a esta Cachu, onde na verdade era nosso último ponto da trilha.

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Foto: A entrada da trilha tem sinalização, depois só seguindo o caminho mesmo.

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Foto: Fim da trilha nos mirantes… Turma toda feliz!

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Foto: Encontramos dois mirantes pelo caminho.

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Foto: A vista aqui é top, e toda hora chegam lanchas para ver a cachu daqui desaguando no lago.

Depois dos Mirantes fomos rumo as cachoeiras, para chegar até lá temos algumas pedras escorregadias como obstáculos, mas nada perigoso, só ter cuidado. Em alguns trechos temos que passar por água, o que pode molhar o tênis. Como esta trilha é fácil, curta e com mais de três paradas, recomendo ir de chinelo.

A primeira cachoeira é a melhor para banho, com uma queda d´água que termina no lago dos Canyons de furnas e é possível ver várias lanchas que fazem os tours chegando para apreciar a paisagem.

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Foto: A melhor hora do dia. A hora do banho.

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Foto: Gelada, mas uma delícia!! Logo o corpo acostuma.

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Foto: Só não vale escorregar, como uns e outros do grupo…rs.

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Foto: Dois dia depois seriamos nós nas lanchas, mas por enquanto esta bom aqui.

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Foto: Subindo para próxima queda de água, e mais um poço pelo caminho.

Para finalizar a trilha temos uma pequena escaladas em pedras para passar por outro poço de banho e outra cachoeira, a da entrada do Ecopark, na primeira foto.

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Foto: Esta Cachu é a mesma da primeira foto, só que vista por baixo. Aqui o poço não é profundo para banho, ele é mais para admirarmos mesmo. Ah, cuidado que o caminho aqui é bem escorregadio.

Acabou que ficamos das 12h30min até as 17h curtindo este belo lugar até retornarmos para Piumhí.

Dia 02: Paraíso Perdido e Cachoeira do Filó.

 Acordamos cedo e às 9h00 fomos direto para o Paraíso Perdido.

Paraíso Perdido.

Entrada: R$ 40,00 (carnaval) – Normalmente R$ 35,00.

Horário: 8h00 as 18h00.

Duração do passeio: Um período (Manha ou tarde) é o recomendado.

 Como chegar:

Para chegar no Paraíso Perdido, pegamos novamente a MG-O50 sentido Passos, e andamos por 53 km (vindo de Piumhi) até chegarmos a estrada de terra que está em boas condições e são somente mais 4,6 km até a portaria da propriedade.

O acesso é fácil, não se preocupe, pois é bem sinalizado e daqui podemos ver a hidrelétrica de furnas.

Quando chegamos a fila de carros para entrar estava enorme, e esperamos em torno de uns 30 min para conseguir chegar a portaria.

Na portaria, recebemos as instruções de funcionamento do lugar e segurança e seguimos rumo as cachoeiras.

Sobre o Paraíso Perdido

O Paraíso perdido tem uma excelente estrutura, com um ótimo restaurante e instrutores para todo lado para alertarmos de perigo, só que juro, esperava mais.

Havia lido que aqui havia 18 piscinas naturais e 8 quedas, eu paguei 40 reais e vi 3 quedas (eu considerei, não sei como contam 8 ). Pelo que eu vi, as quedas estão todas no mesmo percurso e não são grandes, é uma quase grudada na outra e também considerei só dois poços naturais, confesso que fiquei decepcionado com este lugar e pelo que lia achava que seria o melhor de todos, mas não foi.

Nossa sorte foi ter chegado cedo e curtido a cachoeira e o poço, pois próximo ao meio dia os instrutores começaram a retirar todo mundo por risco de tromba d´água, e para sair foi bem chato, pois só tem um caminho e estava lotado.

Sobre a trilha:

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 Mapa da Trilha no Aplicativo Wikiloc.

Para fazer a trilha não é permitido levar comida, nem garrafas descartáveis, mas como não revistam a mochila todo mundo acaba levando. Só não deixar lá, né pessoal?? Acho que vocês não fariam isso…

A trilha é bem curta, mas quase 100% sobre as pedras, o que pode deixá-la um pouco perigosa, principalmente em dias de chuvas. Há três quedas pelo caminho, onde podemos tomar banho, e também há travessia na água. Eu recomendo ir de chinelo nesta trilha ou sapatilha aquática.

A trilha é bem sinalizada e por ser um caminho único de ida e volta se for temporada fica lotada e um caos para subir e descer, mesmo com a equipe do lugar orientando o povo.

Acabamos almoçando por aqui, pois há um restaurante ótimo com comida a quilo (R$ 38,00 / kg).

Saindo daqui fomos curtir a cachoeira do Filó que estava próxima e no caminho de volta para Capitólio.

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Foto: Subindo rumo ao melhor poço para banho.

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Foto: Lotado. Detalhe, nas instruções diziam que animais de estimação eram proibidos, mas olha dois enormes e lindos Golden alí…rs. Tomara que o dono tenha coletado os rejeitos, né?

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Foto: Na subida tem uma corda na lateral para apoio, pois passamos pela água.

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Foto: um poço no meio do caminho, mas ainda não é o melhor para banho.

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Foto: A água estava gelada de dar câimbra e dor de cabeça, e o corpo não acostumava, mas não resisti, já molhei de uma vez só….rs.

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Foto: Eu e minha amiga Day desfrutando da água gelada…rs.

Cachoeira do Filó.

Entrada: Gratuita.

Horário: Sem horário de funcionamento.

Duração do passeio: Um período (Manha ou tarde) é o recomendado.

Como chegar:

A Cachoeira do Filó fica nas margens da MG-050, vindo de Capitólio está do lado direito, mas como estávamos voltando do paraíso perdido ela está ao lado esquerdo há 1,1 km.

Não tem placa sinalizando o local, mas não tem erro, é cheio de carros parados no acostamento, ônibus, assim viu a muvuca fique sabendo que é lá.

Sobre a Cachoeira do Filó

A cachoeira do Filó é top!

Uma bela queda d´água com um poço enorme excelente para banho. Como é gratuita e bonita está sempre lotada.

Parando na rodovia é só andar 100 m. Há a possibilidade de subir até o mirante, só ir contornando a queda dá água e subir pela mata, mais uns 100 m e você estará no topo da cachu, além de ter acesso ao poço atrás da mesma.

O lado ruim é que ninguém cuida deste lugar, uma pena. E por estar assim ao Deus dará o pessoal MAL EDUCADO deixa lixo, e ouvi dizer até que estava tendo assaltos lá, por isso, cuidado.

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Foto: A bela Cachoeira do Filó vista antes de descer a trilha.

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Foto: A Cachu do Filó vista de baixo. Como podem ver, um excelente lugar para nadar.

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Foto: Só admirando este lugar incrível.

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Foto: Desta foto podemos ver a trilha com pessoas e o estacionamento na BR, mostrando o acesso fácil.

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Foto: A turma toda no topo da Cachu!

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Foto: Até a próxima pessoal.

Dia 03: Trilha do Sol e Lancha nos Canyons.

Trilha do Sol.

Entrada: R$ 40,00 (Carnaval) – Normalmente R$ 35,00.

Horário: 8h00 as 18h00.

Duração do passeio: Um período (Manha ou tarde) é o recomendado.

Como chegar:

Como quase todos passeios, a trilha do sol também fica na MG-050, no Km 304, há 38,1 km de Piumhi. Há sinalizações na estrada indicando a entrada da estrada de terra onde temos que entrar. A estrada de terra é ótima e somente 1 km.

Sobre a Trilha do Sol

Recomendo ir no primeiro horário, principalmente em véspera de feriado, pois a portaria estava lotada e uma bagunça no inicio da manhã.

Neste dia fiquei feliz, pois realmente fiz uma trilha. E achei o melhor dos passeios pagos, sério, é imperdível este lugar.

Há três atrativos principais na trilha do sol:

1- Cachoeira no Limite.

2- Cachoeira do Grito.

3- Poço Dourado.

Ah, e a parte naturista se não tiver acanhado…rs.

Sobre a Trilha – Passando pelos 3 atrativos.

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OBS: O tempo esta considerando as paradas para banho e descanso.

Mapa da Trilha no Aplicativo Wikiloc.

Primeiro fomos em direção a Cachoeira no Limite e penso que é por onde devemos começar a trilha. Uma caminhada de apenas uns 25 minutos e estamos no lugar.

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Foto: Trilha bem sinalizada e o mais interessante, várias árvores do cerrado estão identificadas como mostram as plaquinhas na foto. Adoro estas coisas, não só por ser Engenheiro Florestal, mas penso que isso também é educação ambiental.

A trilha é show, pelo cerrado florido e rodeado de paisagens incríveis, poucas subidas e descidas e a mais fácil das 3.

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Foto: Quase chegando na cachoeira no limite. O pessoal esta no mirante.

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Foto: Este é  visual do mirante onde estava todo aquele pessoal.

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Foto: A parte superior da Cachoeira No Limite.

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Foto: Cachu No Limite.

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Foto: Depois da queda temos esse visual, como podem ver não há um poço fundo para banho.

Depois da cachoeira e do banho de chuva, voltamos o caminho até a bifurcação inicial com as placas e agora vamos rumo a cachoeira do Grito.

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Foto: Voltamos o caminho até a bifurcação rumo a Cachoeira do Grito.

A trilha para o grito também é bem tranquila, com subidas pouco íngremes e paisagens incríveis. Somente para descer até a cachoeira que os mais sedentários sofrem um pouco, pois  tem uma escada com 69 degraus que na volta cansa um pouco as pernas rsrs….

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Foto: A escada onde os sedentários sofrem na volta.

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Foto: Parte superior da Cachoeira do Grito.

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Foto: A Cachu com seu poço. Você pode chegar no poço pulando, ou pela mata, uma trilha curta e tranquila.

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Foto: Cachoeira do Grito – Se gritas aqui, seus problemas ficam todos aqui – Essa é a lenda!

Após subir a escada para o retorno vamos seguindo as placas rumo ao poço dourado, que é o mais top de todos os atrativos na minha opinião. Como eu não tinha lido nada sobre este lugar, esse poço foi uma bela surpresa.

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Foto: Mais um pouco de trilhas e paisagens incríveis da Trilha do Sol.

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Foto: O cerrado estava todo florido.

Para chegar até lá temos uma descida íngreme, e chegamos em um poço, na hora não achei nada demais, mas então descobri que as pessoas estavam entrando em uma abertura na mata seguindo o córrego e descobrimos que o poço na verdade era lá dentro.

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Foto: Entrada para o poço. Siga em frente, que você tem mais 80 m de trilha, mas agora na água.

Entrei no córrego e fui seguindo, tem horas que a água chega quase na cintura (minha cintura de uma pessoa de 1,67 m…rs), mas a maior parte do trajeto a água fica no joelho.

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Foto: Caminho pela água, hora de deixar o tênis.

O caminho dentro do córrego no meio da mata é espetacular, ainda mais que durante a trilha temos paredes com muitas pedrinhas empilhadas que deixam o lugar ainda mais interessante.

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Foto: Vejo este empilhamento de pedras em todo lugar que vou, de lugares no Brasil a Machu Picchu e até hoje não sei o que quer dizer. Se alguém souber deixe nos comentários…rs.

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Foto: As paredes com estas pedrinhas deixa a trilha com um visual incrível.

No final da trilha temos uma cachu que é impossível resistir, ainda mais você estando todo suado da caminhada.

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Foto: Um banho gelado na Cachoeira do Poço Dourado – Lava a alma!!

Mesmo com travessia em água, recomendo na trilha do sol ir de tênis, pois são 4 km. O lugar tem estrutura com restaurante, que apesar de não ter comido por lá, parece ser bom.

Daqui fomos direto para o lugar onde saem os passeios de lancha que já estava agendado. No local ficam dois restaurantes, entre eles, o do Turvo que estava saindo pessoas para fora. Então resolvemos almoçar no Águas Minas (R$ 40,00 / kg), fila menor e comida ótima.

Passeio de Lancha nos Canyons.

Entrada: R$ 100,00 (Carnaval) – Normalmente R$ 80,00.

Horário: Agendado – das 8h00 as 16h00.

Duração do passeio: 2 horas.

Após o almoço fomos procurar o Furnas Aventura, a empresa que nos levaria para fazer o Canyon de lancha, o passeio foi incrível, mas a empresa uma decepção. Umas duas semanas antes do passeio liguei e reservei o mesmo para 6 pessoas, na data que liguei me informaram o preço de R$ 80,00 por pessoa, informei todos meus amigos e na hora que chegamos lá estavam cobrando R$ 100,00, ok, entendo que aumentam o preço do carnaval, mas deviam informar seus clientes, pois combinar uma coisa e fazer outra para mim é falta de respeito.

Questionamos a situação e a única alternativa que nos deram foi desistir do passeio, disseram claramente que não precisavam da gente e que a fila de espera era grande, se quiséssemos desistir podíamos ficar à vontade. Sem outra opção e sem vontade de ficar sem fazer o principal de Capitólio, acabamos indo e curtindo muito, mas nunca mais uso esta empresa e nem recomendo.

Nosso passeio de lancha saiu as 14h00 de frente ao restaurante do Turvo e teve duração de 2 horas. Pedem para não levar garrafas de vidros, destilados e caixas térmicas grandes, pois o espaço é pequeno.

Mapa do passeio de lancha no Aplicativo Wikiloc.
Fomos direto nos Canyons com as duas cachoeiras, cuada e de cuadinha, quando vamos chegando a paisagem é fantástica e ver aquelas duas quedas de água no meio daquele Canyon com águas verde esmeralda com certeza é uma cena para se gravar na mente para vida toda. Este lugar é o cartão postal de Capitólio e Lago de Furnas.

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Foto: Chegando nos Canyons cascatinha, muitas lanchas e jet ski.

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Foto: Mais próximos…

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Foto: O cartão postal de Capitólio na minha frente!! Top!

O lugar estava lotado demais e não atrapalhou o bom banho no rio e as fotos.

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Foto: Cachoeira Cuada.

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Foto: Olha a cor desta água.

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Foto: Delícia de tarde!! Valeu cada minuto.

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Foto: Só admirando este paraíso.

Depois daqui fomos conhecer o Vale dos Tucanos, onde nosso motorista explicou sobre a história do lago de furnas e esclareceu várias dúvidas. Este vale tem pontos de 80 até 190 metros de profundidade. Não paramos para nadar, pois o tráfego de lanchas e jets estava grande, sendo nadar perigoso.

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Foto:Chegando no vale dos Tucanos, um caminho estreito e bem movimentado.

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Foto: Vale dos Tucanos Lotado!!!

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Foto: Quando tem muita água forma uma cachoeira naquele buraco. Deve ficar show!

Fomos então na cachoeira do Ecopark pelo Canyon – onde fomos no nosso primeiro dia – e a vista deste angulo foi demais.

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Foto: Cachoeira da Cascata Ecopark.

Depois fomos para frente da Lagoa Azul, que estava bem cheia e ruim descer para nadar, penso que nem azul estaria….rs.

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Foto: A Lagoa Azul ficou para uma próximo visita, este lugar deve ser lindo, mas vazio, deste jeito não fiz questão de conhecer não…rs

Tinha que pagar R$ 20,00 para acessar e como é possível fazer por terra este passeio, o nosso piloto nos levou para finalizar o passeio em um lugar desconhecido, o Vale das esmeraldas, lá estava bem tranqüilo e finalizamos nosso passeio com um banho delicioso aqui.

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Foto: O lugar tranquilo para finazalizar o passeio e fugir do agito.

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Foto: Testando a Dome, que durou pouco, pois acabou minha bateria…rs.

Mais paisagens incríveis na volta e ao som do Bob Marley tocando na lancha retornamos, foi um passeio incrível, com certeza imperdível.

Aproveitando que ainda era 16h00 fomos conhecer outro lugar muito procurado – o Mirante do Canyon.

Sobre o Mirante do Canyon

Entrada: Gratuita.

Horário: Aberto.

Duração do passeio: Em torno de 40 min.

Como Chegar:

Após o restaurante do Turvo, andei sentido Passos mais 5,4 km e cheguei a entrada do mirante. Você irá ver muitos carros estacionados no acostamento. Neste dia, paramos um pouco mais afastado, uns 100 m, em uma entrada de estrada de terra, pois tínhamos escutado que a polícia estava multando os carros estacionados irregularmente no acostamento.

 Mapa da Trilha no Aplicativo Wikiloc.

O acesso ao mirante é supertranquilo, apenas 300 metros da rodovia e plano, lá temos uma visão incrível das duas cachoeiras que desaguam no Canyon. Por ser gratuito e de fácil acesso nem preciso dizer que lá está sempre lotado, né?

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Foto: É amigo, a fila para foto é longa!!!

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Foto: As fotos clichês de Capitólio.

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Foto: Vista de tirar o fôlego!

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Foto: A água escorrendo antes de chegar no Canyon.

Em frente ao mirante há uma outra cachoeira gratuita e bem bonita, a Diquadinha.

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Foto: Se estiver com tempo, vale a pena um banho gratuito aqui, não?

Capitólio – Carnaval – Uma nota da minha impressão.

A noite resolvemos ir para Capitólio para conhecer o carnaval. A cidade tem uma prainha municipal bem bonita, onde foi montada uma estrutura para bandas e os turistas curtirem a noite. Por ser um destino mais de ecoturismo, Capitólio não é muito procurado por jovens solteiros que querem folia e o carnaval lá estava bem família. Só que a estrutura era bem bacana.

E DAÍ, QUANTO FICOU A BRINCADEIRA??

1- Orçamento minha viagem: R$ 249,75 / dia / pessoa.

Considerado: Gastos com carro (14 km /l) e pedágio dividido por 4 passageiros + Passeios + Compras + Alimentação fora Hospedagem Airbnb + Viagem de Montes Claros a Piumhi.

2- Orçamento sem hospedagem e combustível do deslocamento MOC – Piumhi: R$ 122,98/ dia / pessoa.

NÃO POSSO DEIXAR DE PROVAR:

1- Pamonharia: Próximo ao restaurante Águas Minas, há uma pamonharia, com muito produtos de milhos, comi um cup cake de milho com goiabada fantástico lá e tudo parecia ser ótimo.

2- Restaurante do Turvo: Traíra desossada, muito famosa e que não consegui experimentar devido a falta de paciência para fila.

RESUMÃO QUERO MOCHILAR -> 1-resumao-capitolio

A viagem continua…

Próximo Relato: Parque Estadual da Serra da Canastra.

Gostou? Compartilhe! Tem alguma sugestão ou atualização de informação? Enriqueça a pesquisa de seus amigos nos comentários. Além de ajudar o próximo viajante é super importante a opinião de vocês para o blog.

LIÇÕES APRENDIDAS:

1- Ordem de prioridade dos passeios pagos, na minha opinião (rs): Trilha do Sol, Cascata Ecopark e Paraíso Perdido.

2- Paraíso Perdido e Cascata Ecopark: as trilhas são curtas e com paradas em cachoeiras, com trechos que passam por águas, prefira ir de chinelo nestas trilhas.

3- Recomendo em temporadas chegar cedo nos passeios, pois as filas para entrar são grandes e tem que preencher papéis de segurança para todo mundo, o que leva tempo.

4- No paraíso perdido se estiver chovendo corre risco de  ter tromba d’água e você pode não conseguir fazer os passeios, além não receber seu dinheiro de volta, então só vale a pena ir quando o tempo estiver bom.

5- Há opção de naturismo na Trilha do Sol, se informe na portaria e seja feliz peladão…rs.

6- Reservar passeio de lancha com antecedência e registrar o valor acordado em e-mail (não só em ligação como eu).

7- Há outras maneiras mais baratas de visitar os Canyons- chalana e catamarã- Neste passeios vão bem mais pessoas e custa R$45,00. Só que há lugares que não conseguem chegar, e este passeio acaba se limitando ao Canyon.

8- Melhor pedida é fazer o passeio de lancha e Mirante no mesmo dia.

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  1. ótimo post! sou uma pessoa mais praiana, mas estou começando a considerar essas viagens para destinos com trilhas e cachus. Fiquei com vontade de conhecer!

  2. Gabriela says:

    Minas Gerais, sua maravilhosa! Quando mais eu conheço, mais eu me apaixono.
    Quero ir pra Capitólio neste segundo depois desse post. 🙂

  3. Amigo! Você fez TUDO isso em 3 dias, gastando R$ 249,00 por dia????
    S E N S A C I O N A L !!!
    Se já tínhamos vontade de conhecer Capitólio… agora então!?
    Adoramos! Post maravilhoso!!

  4. viajei_compartilhei says:

    Show de bola, texto muito bem descrito e detalhado. Que paraíso é ai heim!?! Contato com a natureza. Mto legal. Abração

  5. selvita resende says:

    FANTASTICA narração para viajantes, dê-me licença para apresentar essa sua obra-prima aos meus hóspedes, airbnb, fica mais fácil do que dar dicas e contatos de guias. Volte sempre, venha narrar mais belezas da região, temos ainda Escarpas do lago, Furnas Tur, Pimenta, Santo Hilário, A cachoeira da Belinha em Piumhi, Pesqueiro Água limpa e sua deliciosa comida mineira…. PARABÉNS pela matéria e precisão da narrativa. Valeu.

    • Ah que Legal Selvita!!!
      Pode usar para seus contatos sim, meu objetivo é exatamente esse!!!
      Eu que fiquei com vontade de voltar agora com sua proposta acima…rs
      Abraço

  6. Muito bom! Estávamos olhando de conhecer Capitólio em um desses feriadões do ano e achei meio salgada a hospedagem! Interessante a ideia do Air Bnb! Acho que farei o mesmo!!!

  7. O post está perfeito e veio em um timing perfeito, pois estamos pensando em conhecer! Adorei todas as dicas e as fichas das trilhas ficaram excelentes! Parabéns!

  8. Ana says:

    Post incrível, muito bem detalhado ….. Tudo o que se precisa para fazer essa viagem e conhecer esse destino badalado, sem contar as fotos belíssimas. Parabéns!!!!!!

  9. Muitoo Bomm!
    Iremos na próxima semana para Capitólio, suas dicas super valiosas, usaremos com certeza.
    Estamos ansiosos para conhecer essa maravilha!!

  10. Dayane says:

    Essa viagem foi demais!!!! Você resumiu tudo e deixou claro todo os caminhos, valores e o que cada lugar oferece!!! Amei o passeio!!!! Se Deus quiser, marcaremos muitos outros!!! 🙂

  11. Sandra says:

    Puxa , adorei seu post. Gosto muito quando informam sobre dificuldade nas trilhas, o que você fez.
    Estamos planejando ir em novembro. Quem sabe mais vazio. Esperamos não pegar chuva.

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