Capivari – Cachoeira Tempo Perdido – MG

INFORMAÇÕES DE: Outubro de 2015.

ROTEIRO PARA: 1 dia.

TIPO DE VIAGEM: Bate e Volta de Milho Verde.

HOSPEDAGEM: Nesta época fiquei hospedado em um camping que hoje não existe mais, mas em Milho Verde indico hoje a Pousada Dona Lourdes (R$ 80,00 / pessoa – Incluso café da manhã e um delicioso almoço bem mineiro).

Mais detalhes no post de Milho Verde.

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SOBRE CAPIVARI

Capivari, um pequeno povoado de 500 habitantes localizado no Alto Jequitinhonha, onde esta uma das principais atrações de quem vista Serro e Milho Verde – A Cachoeira do Tempo Perdido.

Este povoado esta em uma região que surpreende pelas belezas naturais e é também aqui esta localizado o Pico do Itambé, lugar de onde podemos amanhecer o dia com uma bela panorâmica de todo o Alto Jequitinhonha.

Pequena, deserta e escondidinha, este cantinho ainda preserva cultura local e dá o charme no passeio com suas estradas de terra, povo hospitaleiro e tudo mais que proporcionará a quem visita e quer encarar esta bela aventura.

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Como chegar?

A cachoeira do Tempo Perdido esta 38,2 km de distância de Serro, o que leva em torno de 1 hora e meia de estrada, e a 20,7 km de Milho Verde, em torno de 45 Minutos.

Vou escrever o caminho que fiz que é saindo de Milho Verde, mas a entrada é a mesma para quem vem de Serro, ok?

Saindo de Milho, você segue em direção a Serro pela MG principal por 4 km, logo você irá ver um trevo, com placas indicando o povoado de Capivari.

Siga as placas sentido o povoado de Capivari, é deste ponto que o asfalto acaba e agora começa a estrada de chão, que você vai seguir por cerca de 15 km.

Quando chegar ao povoado siga reto na rua principal e procure por placas da Pousada Sitio da Cachoeira Tempo Perdido, a estrada que vai para a cachu fica ao lado dela.

Daqui deste ponto você irá andar por mais 4 km até chegar a um local de propriedade de uma senhorinha onde pagamos em torno de R$ 10,00 por carro, para deixá-lo lá estacionado e descemos a pé para a cachoeira.

O pior trecho da estrada de terra é esta estradinha do vilarejo Capivari até o começo da trilha. A carro baixo vai tranqüilo, mas pena um pouquinho. Há uma subidinha meio tensa com uma curva pra direita, sendo que tem um barranco a esquerda. A estrada é bem estreita mesmo.

A cidade não esta bem sinalizada, por isso recomendo usar o GPS para chegar.

Trajeto – Milho Verde a Cachoeira Tempo Perdido.

Quando ir?

As cachoeiras de Capivari podem ser visitada o ano todo, mas nos meses de abril a outubro estão com menos água, pois nesta época raramente chove.

Os melhores meses para curti-las são de meados de outubro a março, quando o volume de água esta um pouco maior.

Nos demais meses, principalmente no inverno a cachoeira do Tempo Perdido pode estar sem água, por isso é sempre bom perguntar para os moradores como esta a cachoeira antes de encarar a estrada e a trilha.

Eventos religiosos são comuns na cidade como a: Festa de Santo Antônio, Festa de São João, Festa de Nossa Senhora Aparecida e Festa de São Geraldo, sendo ótimo períodos para passar por Capivari e conhecer a cultura local.

ROTEIRO

Acordei cedo, tomei aquele café da manhã bem mineiro com muito pão de queijo e goiabada cascão e logo já estava na estrada rumo a Capivari.

A viagem é a maior parte por estrada de terra, a qual até chegar em Capivari está em boas condições.

Chegando em Capivari, não tivemos problemas em relação ao caminho, pois estávamos em um grupo grande que já o conhecia.

Estávamos todos indo tranquilamente, até que vimos o lugar a baixo e resolvemos parar.

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Foto: Quando ver essa plaquinha, de uma de desentendido e siga em frente… na verdade na direita da foto…rs.

Neste ponto, tem um bar, onde um senhor colocou na minha opinião indevidamente no meio do caminho para cachoeira um aviso que induz as pessoas a pararem e lá ele cobra dez reais para que possam passar, achei isso muito abusivo.

Todos nos paramos, perguntamos o por que disso, havia um grupo que foi de bike e não levou dinheiro, e ele lá, uns 5 km da cachoeira, dizendo que se não pagássemos não ia passar, discutimos muito, muita gente ficou revoltada e acabou que cada um pagou R$ 5,00.

Quando questionado sobre a cobrança, ele apresentou um alvará que lhe concedia o direito de ligar o som no período de carnaval, um ano atrás… vai entender… as vezes achou que não íamos ler (rs).

Para mim, isso é pura malandragem, pois lá dentro da área há pessoas que já cobram para ajudar na manutenção do local.

Ainda nervoso com a taxa, seguimos por mais uns 4 km por uma estrada de terra mais estreita e em condições não tão boas, e logo chegamos a propriedade da Dona Anita, uma senhorinha muito simpática e já conhecida que ficou famosa ao sair na capa da National Geographic, pena que descobri isso só depois e não tirei foto dela, apesar da tentação que ela tem olhos azuis incríveis.

Pagamos R$ 10,00 pelo estacionamento (justo pois estamos no seu terreno), usamos seu “mictório” e ela foi super simpática com a gente.

Daqui começamos a trilha da Cachoeira Tempo Perdido.

Cachoeira Tempo Perdido

Horário de funcionamento: Não tem controle, mas o recomendado é visitar das 8h00 ás 17h00, e iniciar a trilha no máximo as 15h30min.

Entrada: R$ 10,00 estacionamento carro + R$ 5,00 de suborno…rs.

OBS: As vezes no caminho há uma barraca montada que pessoas da região entram e cobram R$ 5,00 para ajudar na limpeza e manutenção da área. Eu não vi ninguém este dia, mas é bom sempre levar um dinheiro para evitar problemas.

Duração: Recomendo meio período (manhã ou tarde).

Sobre a Trilha:

Sem título

A trilha para a cachoeira tem cerca de 1,97 km e é grande parte do caminho em baixo do sol, muuuuuuito sol no dia que fui, por sinal, por tanto não esqueça do boné e bastante água.

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Foto: Na maior parte do tempo o caminho é bem aberto.

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Foto: Lindas paisagens recompensam o sol.

Mesmo sendo 4 km de caminhada, ida e volta, é uma trilha fácil que penso que qualquer pessoa possa fazê-la.

 Mapa: Trilha de Diego e Luiza compartilhada no Quero Mochilar (com consentimento).

A trilha esta bem sinalizada, e há placas por todo caminho, que por sinal estas placas são uma atração a parte. Verdadeiros patrimônios para mim e não podem ser mudadas de tão simpáticas…

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Foto: Self Service…

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Foto: Não tem quem não pare para entender? E dai, conseguiu decifrar a frase de boas vindas?? rs..

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Foto: Aí pessoal, consciência ambiental sempre.

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Foto: São ou não uma atração a parte???? Coisa de roça…

O caminho é show, onde vamos contemplando o tempo todo belas paisagens e a flora local.

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Foto: Flores do cerrado.

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Foto: As sempre vivas – planta super importante na região e o ganha pão de muita gente.

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Foto: A beleza das sempre vivas.

No meio da trilha há uma construção que na época diziam que iria funcionar um barzinho, mas quando fui nada tinha e não sei falar nos dias de hoje como esta.

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Foto: Estrutura no meio do caminho que no dia estava vazia.

A única parte de atenção da trilha, é quando estamos quase chegando a cachoeira e entramos na mata- há uma pequena descida escorregadia que na volta vira uma sofrida subida.

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Foto: O local mais complicadinho de descer e subir.

Após este trecho enfim chegamos a mais bela das cachus da região.

Um pouco sobre a Cachoeira Tempo Perdido…

Falam que o nome “Tempo Perdido” é devido a beleza que a sensação de estar aqui nos faz sentir: em um tempo perdido, como se estivesse em um local recém descoberto, pouco tocado pelo homem.

O diferencial desta cachoeira é que sua água cai direto na areia, e na maior parte do ano a vazão não é grande, construindo uma linda cortina fina de água que cai de seus 25 metros até chegar ao chão e correr para o poço.

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Foto: Fomos os primeiros a chegar…

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Foto: Contemplando a cortina de água em sua queda de 25 metros.

Como podem observar seu poço é raso e não há pontos para se pular, e nem há pedras, ou seja, ideal para crianças que ficam fascinadas com o lugar.

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Foto: Já lotada – Turma aventureiros do Sertão de Montes Claros.

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Foto: Por traz da cortina da cachoeira.

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Foto: Linda vista por trás da cachu.

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Foto: É possível atravessar o poço molhando somente as pernas. Água super gelada….

E DAÍ, QUANTO FICOU A BRINCADEIRA??

Orçamento para o dia: R$ 51,10.

  • Lanches: R$ 20,00 (água, gatorade, chips etc…)
  • Estacionamento: R$ 10,00.
  • Suborno (rs): R$ 5,00 (depois de muita briga)
  • Gasolina de Milho até Cachoeira: R$ 16,10

A viagem continua…

Relato Anterior: Serro – MG.

Próximo Relato: Milho Verde – MG.

Recomendo na região:

PRONTO PARA IMPRIMIR:Resumão_QM_Milho Verde e Região

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LIÇÕES APRENDIDAS:

1- Voltagem na região: 110 V

2- Se quiser curtir mais a comunidade há também as seguinte cachoeiras na região:

  • Cachoeira do Amaral,
  • Cachoeira dos Coqueiros,
  • Parque Estadual do Pico do Itambé,
  • Serra e Pico do Raio, e
  • Serra da Bicha.

3-   Geralmente as cachoeiras de Capivari não tem indicações para que não se chegue até elas por conta própria. Isso é uma estratégia para que você acabe contratando pessoas da população local que atuam como guias. Geralmente cobram um preço fixo de R$30,00, barato e é bom para gerar renda na região, mas você consegue fazer pelo menos a tempo perdido por conta própria.

4-    A estrada não é muito boa, pessoas quem tem um pouco de dó do carro, melhor nem encarar …rs.

5-  Fique esperto: Há três lugares que irão te cobrar taxas de manutenção:

  • Na Pousada (aquela da estrada), eu ouvi falar que as vezes cobram, mas eu não tive este problema.
  • No meio do caminho (coloquei foto a cima) fica um pessoal em uma espécie de bar (acho malandragem da pessoa neste caso).
  • No local onde você estacionar o carro (justo).

Nota: Cada um pede R$ 10,00, se pagar todos, sua cachoeira irá sair R$ 30,00 por pessoa.

6- Parece que é possível subir até até o topo da Cachoeira Tempo Perdido, mas como eu não sabia na época, acabei não conhecendo e não sei falar da trilha.

QUEM PODE TE AJUDAR?

Site da Prefeitura esta bem completo, dá uma conferida: http://www.serro.mg.gov.br

Gostou? Tem alguma sugestão ou atualização de informação? Enriqueça a pesquisa de seus amigos nos comentários. Além de ajudar o próximo viajante é super importante a opinião de vocês para o blog.

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