Alter do Chão – PA

INFORMAÇÕES DE: Julho de 2015.

ROTEIRO PARA: 3 dia.

TIPO DE VIAGEM: Mochilão de férias norte do Brasil – Parte V.

HOSPEDAGEM: Pousada Vila da Praia (R$ 130,00/dia) – Bem localizada,nova e ótimo custo benefício.

SOBRE ALTER DO CHÃO.

Mesmo após ganhar fama por ser eleita pelo jornal britânico “The Guardian” em 2009 como a praia mais bonita do Brasil, Alter do Chão ainda é um lugar pouco conhecido pelos brasileiros. Esta vila balneária, distante aproximadamente 30 km de Santarém esta começando agora a despertar o interesse dos brasileiros, diferente do que aconteceu no exterior, pois sua divulgação deve ter sido grande, que tem muito “gringo” curtindo este lugar antes de nós.

Com o crescente número de turistas Alter já tem toda uma estrutura com: vários guias, agências para levar as praias mais distantes, bons restaurantes, hotéis, pousadas e até CAT (Centro de Atendimento ao Turista).

Com certeza este é um lugar que vou voltar, mas agora no período da seca, pois quero ver este lugar ainda mais lindo.

Para mim, hoje no país, Alter é um dos melhores lugares para se conhecer, voltei encantado de lá com tanta beleza e não vejo a hora de voltar, pois ficou muita coisa para traz, e lá ficou fácil entender o porque do prêmio do “The Guardian”.

ROTEIRO

Dia 10: Alter do Chão – Atrações da Cidade.

Acordamos cedo, tomamos um excelente café da manhã em Santarém e fomos atrás de um Táxi para ir até Alter. Quando pegamos o Taxi do porto até o hotel no dia anterior, já aproveitamos e fechamos com ele a corrida no outro dia até Alter, por R$ 90,00 (São mais de 30 km).

A viagem foi super tranquila e chegamos as 11h30min na Pousada, como tínhamos o dia todo pela frente nos inteiramos sobre a cidade na própria pousada e fomos direto para o CAT, para fazermos nossa programação para os próximos dias.

No CAT que esta localizado na beira do rio, além de uma passarela de madeira bem legal, lá encontramos artesanatos da região em ótimos preços, lembro que vi um quadro de madeira feito na Flona do Tapajós tão bonito que comprei e o tenho até hoje na minha casa.

No CAT vimos o que havia para fazer na cidade, descobrimos onde se localizavam os guias e depois fomos curtir a cidade.

Primeiro fomos na praia do Cajuzeiro, praticamente dentro da cidade, e bem próxima ao CAT, estávamos com fome e resolvemos comer uma porção de peixe por ali mesmo e beber uma cerveja. Além de claro, nadar no belo Tapajós.

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Foto: Praia do Cajueiro: Fica dentro de Alter e tem uma estrutura de bares, e o rio está bem pertinho nesta época. Por ser perto da cidade há muita criança e farofada!!! rs.

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Foto: Curtindo a praia do cajuzeiro.

Após este banho refrescante fomos para o porto, no centro, onde o CAT nos indicou que encontraríamos os guias. Chegando lá, fomos perguntar o preço dos passeios e estava uma coisa exorbitante, tipo R$ 500,00 a FLONA do Tapajós, que eu queria ira. Assustado não fechei passeio nenhum, e resolvi continuar curtindo neste dia as atrações gratuitas na cidade e pesquisar um pouco mais conversando com outras pessoas.

Fomos para o porto atravessar o rio de barco para as praias e lá demos a sorte de conhecer duas mulheres, a Irís e Regina, que já haviam pesquisado passeios e passou o contato de uma agência próxima, que não me lembro o nome, onde encontramos os passeio mais em conta que os direto com os guias.

Nesta agência fechamos os passeios para os próximos 2 dias.

Dia 1 – Lago Verde (Floresta Encantada), Praia do Pindobal, Lago de Jacaré e por do sol no pontado Cururu – R$ 175,00 (Casal).

Dia 2 – FLONA do Tapajós – R$ 350,00 (Casal).

Após fecharmos os passeios fomos para a ilha do amor, que esta época esta parcialmente fora da água.

Para chegar na ilha esta época do ano, temos que pegar um barco, cujo a travessia custa R$ 10,00 por viagem, como tinha mais um casal aguardando fomos em 4 pessoas, e saiu R$ 5,00 por casal.

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Foto: Quando estamos na época da seca é possível chegar a ilha do amor a pé, mas em julho como esta no inicio da baixa do rio, o acesso é somente com barco.

Quando chegamos a praia estava bem lotada, mas nem por isso menos interessante, as águas do tapajós são muito clara, além de ter uma temperatura muito agradável e que combina com aquele calor todo.Passamos o dia nesta praia nadando, bebendo cerveja e comendo porção de peixe, bão demais, não??.

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Foto: Como podem observar pela cor, em alguns meses quando a água abaixar mais um pouco aqui teremos aqui uma praia de areia branquinha.

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Foto: O porto de onde saem os barquinhos de Alter até a ilha do amor, uma trajeto rápido de uns 5 minutos.

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Foto: Ainda a muita água este época do ano em Alter, era depois do dia 20 de julho e estava assim.

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Foto: As barraquinhas na ilha do amor uma das primeiras a surgir quando o rio começa a descer.

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Foto: Ilha do amor de longe.

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Foto: A transparência do Tapajós, um belo rio.

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Foto: As areias branquinhas de Alter.

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Foto: Que lugar ótimo para um banho.

A noite deste mesmo dia aproveitamos para dar uma volta pela cidade que te uma pracinha bem agradável com vários bons restaurantes a sua volta e feirinhas com comidas típicas, com isso tem refeições para todos os gostos e bolsos.

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Foto: A praça bem movimentada de Alter.

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Foto: Toda cidade tem uma igrejinha e aqui não é diferente.

Após uma noite agradável fomos dormir para encarar nosso próximo dia.

Dia 11: Alter do Chão – Atrações na proximidade.

Começamos o segundo dia indo para o Lago verde e a floresta encantada, saindo pelo porto da cidade. Este passeio só é possível na época de cheia do rio e tanto o caminho quanto o lago são bem bonitos.

Quando chegamos lá, paramos um pouco e é então oferecido um passeio com um pequeno barco a remo pelos igarapés e igapós, por R$ 20,00 que pode ser dividido, no nosso caso fomos em 4, e pelo preço este tour valeu a pena, foi bem interessante andar em um barquinho no meio desta vegetação inundada. O passeio todo levou em torno de 2 horas.

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Foto: Caminho para a Floresta encantada: Este Igarapé, só é possível visitar na época de cheia do Rio, e é bem diferente observar a floresta submersa.

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Foto: Nosso barco a remo no meio da Floresta Inundada, chamada aqui de floresta encantada, e realmente nos encanta.

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Foto: Mais belezas do Igarapé.

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Foto: Olha a obra de arte do pica pau, fez de um galho seco uma flauta…rs, coisa da amazônia.

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Foto: Este tronco foi usado no filme Tainá, ela se escondeu aqui. Esta região serviu de cenário para o filme.

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Foto: O belo lago verde e seu reflexo.

Ao 12h00 partimos para a praia de Pindobal, uma praia em outro município. Esta é uma viagem até longa de barco pelo tapajós, em torno de 40 minutos. O caminho também é bem bonito, passamos por lagos e somos contemplados por belas paisagens.

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Foto: A imensidão do Tapajós indo para a praia do Pindobal, parece um mar, não?

A praia de Pindobal pertence a Belterra, um outro município, e é um “farofão”, lotada, não dá nem para nadar direito, mas valeu a pena ainda mais que em uma das primeiras barraca comi um delicioso tambaqui, e foi um ótimo almoço e barato, em torno de R$ 20,00 por pessoa.

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Foto: Mais belas lagoas a caminho da praia de Pindobal em Belterra.

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Foto: Chegando a praia de Pindobal.

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Foto: Mais praia e visão da farofada,..rs. 

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Foto: Que saudade deste almoço.

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Foto: As areias branquinhas estão por todos os lados nesta região.

Passamos o dia conversando com a Regina e Íris, nossas amigas que nos indicou a agência. Comemos bem, nadamos e foi uma tarde bem especial.

Um pouco antes do sol se por saíamos de Pindobal e fomos para a Ponta do Cururu, lugar tradicional para assistir este espetáculo. Como chegamos um pouco cedo deu tempo de passar em mais um lugar especial o lago do jacaré, uma lagoa muito linda, onde tiramos várias fotos legais.

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Foto: Lagoa do Jacaré, próxima a ponta do Cururu.

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Foto: Caminho todo sempre com muitas aves.

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Foto: Vamos que vamos que logo o sol se põe.

Depois voltamos e ficamos na ponta do cururu até o sol se por. Sem dúvida é um passeio imperdível ver o por do sol daqui, foi um dos mais belos que já vi na vida.

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Foto: E mais um dia se vai.

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Foto: Eu na imensidão do Tapajós.

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Foto: E eles passaram bem na hora, me proporcionando uma das minhas fotos preferidas até hoje.

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Foto: Show de luzes e cores.

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Foto: Por do Sol na ponta do Cururu.

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Foto: Um dia especial que chega ao fim neste paraíso. 

Fechamos este dia comendo Vatapá e Tacacá na feirinha, e logo fomos dormir, pois no outro dia teríamos que acordar cedo.

Dia 12: Floresta Nacional dos Tapajós.

Acordamos bem cedo para pegar nosso barco para a Flona, são cerca de 1 hora de viagem de barco até a comunidade de Jamaraquá. Há várias comunidades diferentes que fazem parte da Flona, e você pode visitar qualquer uma delas.

Chegando na comunidade fomo recebidos pelo mateiro que iria nos conduzir pela mata por uma trilha de 9 km (ida e volta).

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Foto: A Floresta Nacional do Tapajós é uma das mais importantes unidades de conservação do pais.
Para conhecê-la levasse o dia todo. Durante as trilhas os ribeirinhos explicam como vivem do extrativismo da floresta.

A trilha é nível médio, o que incomoda um pouco é o calor abafado dentro da floresta e uma descida íngreme e escorregadia na volta.

O caminho pela mata é bem interessante, e o mateiro vai dividindo conosco o conhecimento da floresta, explicando sobre sua cultura, sobre a importância de cada árvores ou animal, muito conhecimento.

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Foto: Um belo pássaro, que não me recordo o nome…rs.

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Foto: Pascoal nosso guia, com sua habilidade incrível de fazer telha de folhas.

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Foto: Extração de borracha na florestal. Antigamente a comunidade vivia da sua extração, mas hoje a sua maior fonte de renda é do turismo.

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Foto: Belezas da floresta.

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Foto: Esta formiga, o mateiro explicou que é um repelente natural. Tem que colocar a mão no formigueiro, quando encher de pequenas formiguinhas é só esfregar, e pronto, o cheiro para espantar mosquito esta pronto. Ahhh ela não pica, e o cheiro parece repelente mesmo. Incrível os conhecimentos da floresta.

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Foto: Derretendo de calor, mas feliz…rs.

No caminho a cada momento somos contemplados por árvores centenárias de Mogno, Pequiá, Jatobá e a magnifica sumaúma.

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Foto: A beleza das gigantes da Amazônia.

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Foto: 6 Pessoas para abraçar este Pequiá, algo normal por aqui.

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Foto: Uma rede de cipó no caminho.

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Foto: A Principal atração deste trilha é a Sumaúma. Andamos 4,5 km para encontrar este gigante de 15 m de circunferência e olha que tem maiores que esta a 9 km em outra comunidade, e é chamada de vovozona.

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Foto: É ou não é para ficar encantado?

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Foto: No caminho de volta vamos a este mirante, de onde podemos ver o rio Tapajós e uma bela imagem.

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Foto: Na amazônia é assim tudo imenso, rio, florestas, árvores…

No fim da trilha estavam nos esperando com um almoço muito bom na comunidade, mais uma vez Tambaqui (hummm como e bom!). Foi um almoço muito especial, em baixo de uma árvore e com os ribeirinhos, bem interessante.

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Foto: Nosso Tambaqui.

Após o almoço o mateiro nos ofereçeu um passeio de barco pelo Igarapó e para ajudá-los e por ser um valor baixo acabamos topando fazer (R$ 5,00).

Fomos num barquinho de madeira furado e tínhamos que ficar tirando a água com copos o tempo todo…kkkkk, mas foi divertido, apesar que na hora que o sol batia, não estava gostando não…rs. Este passeio levou em torno de 1 hora.

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Foto: Pascoal pegando nosso barco furado…rs.

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Foto: Passeio pelo Tapajós e Igapós, não era necessário, pois o da Floresta encantada em Alter já era o suficiente.

De brinde, na volta para alter, fomos contemplado por um belo por do sol novamente. Este lugar é um paraíso no Brasil.

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Foto: Quando cheguei em Alter a cidade estava assim.

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Foto: Último dia, e eu na certeza que volto aqui ainda.

A viagem continua…

Relato anterior: Santarém (De barco).

Próximo Relato: Belém.

NOTAS:

1- Esta época do ano o Rio Tapajós ainda esta cheio, sendo assim, as praias de areia branquinha estavam somente parcialmente expostas nesta nossa visita. O lado bom, é que tem alguns passeios, como os tours nos Igarapés que só se faz na cheia, mas todos dizem: ”você tem que conhecer aqui na seca, é um paraíso”, e realmente deve ser, pois Alter é lindo em qualquer época com certeza absoluta.

2-  A melhor época para ser ver as praias são nos meses de setembro a inicio de novembro, conseqüentemente a alta temporada na cidade, depois já começam as chuvas.

3- Tem muita coisa para se fazer em Alter e os passeios se não fechar grupos, acaba saindo um pouco salgado de preços.

4- Outro passeio que não fiz por falta de tempo mas que parecem ser bom: Canal do Jari, ideal para quem quer estar em contato com a fauna.

5- Fechar passeio direto com os guias compensa se estiver com número maior de pessoas, sozinho ou em casal vale mais a pena procurar uma das agencias da cidade, pois como mais pessoas os procuram, e encaixam co algumas pessoas e sai mais barato.

6- Pode-se ir de ônibus para Alter partindo de Santarém por apensas R$ 2,50, havia pesquisado, mas a preguiça e o comodismo para carregar as malas todas venceu…rs. Estes ônibus partem da rodoviária da cidade.

7- Tem um passeio com uma trilha mais longa para ver a vovozona, uma Sumauma maior que a que cito aqui, e a maior da FLONA, mas são 19 km (ida e volta de caminhada).

8- Para quem quiser mais contato ainda é possível ter a experiência de dormir em uma das comunidades da Flona e fazer passeio noturnos como visualização dos jacarés.

  1. Ana says:

    E a fama de ser a praia de rio mais bonita do mundo não é atoa. Lugar incrível, de beleza sem igual. Ja quero voltar!!!!!

  2. que lugar lindo! nunca ouvi falar!!! fiquei super curiosa, suas fotos estão simplesmente lindas.
    essas comidas deram agua na boca!

  3. Marthon, excelente post! Ainda não tivemos a oportunidade de visitar, mas temos um amigo que mora em Alter e adora! As fotos ficaram lindas e o que mais nos encantou, além do rio Tapajós em si, foi o passeio pela floresta encantada! Lindíssimo! Grande abraço.

  4. Marthon, seus posts são sensacionais! Sempre completos e cheios de fotos incríveis para nos deixar babando!
    Alter do Chão está super em nossa lista! E acredite, até pouco tempo nunca nem tínhamos ouvido falar…
    Amei!
    Parabéns!

  5. Gabriela says:

    Que demais! Nunca tinha lido nada tão completo sobre Alter do Chão. Amei as fotos, principalmente as da mata. Parece um sonho. Também fiquei com vontade de visitar na época de seca. Mas tô com uma dúvida: o que é FLONA? rs

  6. viajei_compartilhei says:

    Que cenários incríveis. Natureza gritando. Quero muito conhecer. Obrigado pelas dicas. Abraços

  7. O nosso Brasil é lindo né?
    Parabéns pelo post, muita natureza. O nosso nordeste é uma maravilha.
    Ainda não conhecíamos esse lugar. Ótimo Post !!
    Abraços

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