Belém – PA

Ah Belém!! Lugar que sempre vou sentir saudades, principalmente pela culinária. Aqui tudo é diferente, cores, cheiros, sabores, sotaques… Um lugar para sentirmos estrangeiros no nosso próprio país, uma capital que quem curte viagem e culinária vai adorar, pode apostar.

INFORMAÇÕES DE: Julho de 2015.

ROTEIRO PARA: 4 dia.

TIPO DE VIAGEM: Mochilão de férias norte do Brasil – Parte VI.

HOSPEDAGEM: Hotel Panorama (R$ 102,00/dia) – Próximo a rodoviária e longe das atrações. Não é muito bom, mas era o melhor custo/benefício que encontrei.

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SOBRE BELÉM DO PARÁ.

Belém é uma das cidades mais antigas do país, com mais de 400 anos de história. Esta capital tem hoje  uma população em torno de 1,4 MM de habitantes e a segunda cidade mais populosa da Região Norte.

Assim como Manaus, a capital do Pará também vivenciou momentos de plenitude, entre os quais o período da borracha (início do século XX), quando europeus tiveram grande influência na arquitetura local, neste período ela acabou sendo conhecida na época como Paris n’América.

Mesmo tendo se modernizado em vários aspectos, Belém não perdeu o ar tradicional das fachadas dos casarões e das igrejas do período colonial. A cidade ainda hoje exerce significativa influência na cultura regional com importantes fortificações, igrejas, monumentos, parques e museus, como o Teatro da Paz, o museu Emílio Goeldi, o parque Mangal das Garças, o mercado do Ver-o-Peso e eventos culturais e religiosos de grande repercussão, como o Círio de Nazaré.

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ROTEIRO

Dia 13: Chegada em Belém.

Acordei cedo neste dia, as 3h50min para ir para o aeroporto de Santarém. Inicialmente tinha pensado em subir de barco ate Belém, mas como já havia vindo de Manaus e viajado por mais de 30 horas de barco, já tinha matado a minha curiosidade e não precisava passar mais 2 dias em um barco, ainda mais com a passagem aérea a R$ 78 reais, não é verdade?

De Alter até o aeroporto fui de táxi, o mesmo que me trouxe até Alter, combinei tudo e no horário estava me esperando na porta da Pousada, paguei R$ 90,00.

Com esse voo cheguei super cedo em Belém, as 7h30min, e tinha ainda o dia todo pela frente.

Chegando fui direto para o hotel, mas mal fiquei é como estava um pouco longe e muito ansioso, peguei um táxi por R$ 25,00 até o mercado-ver-o-peso, onde comecei meu dia.

Sobre o Mercado Ver-o-Peso.

Horário de Funcionamento: Todos os dias 7h00 – 19h00. Mercado de Peixe: 6h00 – 14h00.

Entrada: Gratuita.

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Foto: Mercado Ver o Peso: Surgiu quando os portugueses resolveram taxar todos os produtos que entravam e saiam da região. Este mercado é um festival de cores e aromas, se encontra de tudo, e não tem lugar melhor para encontrar os produtos regionais e conhecer os costumes do Pará, do que uma volta no ver o Peso.

O Mercado Ver-o-Peso é um dos mercados públicos mais antigos do país, inaugurado no ano de 1901, este mercado esta situado na Avenida Boulevard Castilho França, no bairro da Cidade Velha, às margens da baía do Guajará e logo ao lado do complexo Lusitânia.

Este é um Ponto turístico obrigatório e de grande importância cultural para a cidade. Este mercado é considerada a maior feira ao ar livre da América Latina, abastecendo a cidade com variados tipos de gêneros alimentícios e ervas medicinais do interior paraense, fornecidos principalmente por via fluvial. Uma curiosidade é que ele foi candidato a uma das 7 Maravilhas do Brasil.

Não há lugar melhor para entender o Pará que aqui, conheci aqui todos os peixes que andei experimentando, vi frutas super diferentes que nem sabia que existia e fiquei horas me enriquecendo com som, cores, cheiros e sabores deste lugar.

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Foto: As castanhas tem preços ótimos, R$ 40,00/kg, hora de comprar a vontade, vim com um estoque…rs.

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Foto: Abricó do Para – Neste mercado descobrimos frutas deliciosas como este abricó do Pará que lembra a manga, mas sem fiapo, e é delicioso. Não conhecia este fruto, nem sabia da sua existência.

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Foto: Cupuaçu in natura.

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Foto: Uma boa lembrancinha…rs. Boto só no nome, peguntei se eram feito do simpático bichinho e me garantiram que não.

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Foto: Cheirinhos para chamar e espantar tudo… Ri demais neste Ver o Peso.

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Foto: Esse é o famoso Filhote, um dos peixes mais consumidos de Belém. Tem dele em praticamente todos os restaurantes, mas só mesmo no mercadão para conhecê-lo pessoalmente.

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Foto: No Mercado, vemos todos os tipos de peixe e em vários tamanhos, o duro é encarrar o cheiro, mas não tem como não entrar e admirar tamanha diversidade.

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Foto: O mercado visto do forte do presépio.

Aproveitei que estava perto do porto e fui no terminal hidroviário comprar minha passagem para ilha do marajó de barco para o próximo dia, e depois andei tudo novamente para conhecer o complexo feliz Lusitânia.

Sobre o Complexo Feliz Lusitânia.

Funcionamento: Aberto à visitação pública de terça a domingo, das 10h às 20h. Aos feriados, a visitação acontece das 9h às 13h. Para os espaços abertos com vista para a Baía do Guajará funciona 24 horas e o acesso é livre. Às terças os museus de Belém são gratuitos.

Este nome foi uma denominação usada por colonizadores portugueses para o núcleo inicial do município de Belém, atualmente o lugar é um complexo turístico o qual reforça as origens ibéricas e o exotismo dos habitantes primitivos, situado no centro histórico e região mais antiga do município de Belém do Pará, o bairro da Cidade Velha.

Há aqui vários museus e antigas construções como o Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém, popularmente referido como Forte do Presépio, que constitui um dos mais procurados pontos turísticos da cidade, por sua localização privilegiada e seu sentido histórico.

Além do forte outros atrativos são a praça Dom Frei Caetano Brandão, a Casa das 11 Janelas, a Igreja de Santo Alexandre (Museu de Arte Sacra) e a Catedral Metropolitana de Belém.

No Forte, o turista tem acesso a uma vista privilegiada para a baía do Guajará. O local também tem o Museu do Encontro, onde estão os vestígios arquitetônicos de vários períodos da fortaleza, além de objetos de cerâmica tapajônica e marajoara.

A Casa das Onze Janelas, projetada pelo arquiteto italiano Antonio Landi, no século XVIII. Há  um grande acervo de arte contemporânea, importante referencial para as regiões Norte e Nordeste.

Dei muita sorte, pois não sabia, mas na terça todos os museus tem entrada gratuita em Belém, e que dia era hoje?, isso mesmo, terça.

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Foto: Entrada para o Forte do presépio.

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Foto: Chegando no Forte do presépio: Berço da cidade construído por Castelo Branco em 1616 para proteger a Amazônia dos invasores holandeses e franceses. 

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Foto:O forte guarda intacto os canhões originais.

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 Foto: Derretendo de calor, mas feliz.

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Foto: Casa das 11 janelas: Importante marco urbanístico em Belém erguido no século XVIII, por Domingos da Costa Barcelar, um rico senhor do engenho. Em 1768, foi convertida em hospital militar pelo governo do Grão-Pará. A casa teve funções militares entre até 2001, quando foi comprada pelo governo estadual para servir como ponto turístico da capital.

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Foto: Igreja da Sé: Daqui sai o famoso Círio de Nazaré, a procissão mais importante da cidade.

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Foto: Interior da Igreja da Sé- muito linda.

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Foto: Ainda no interior da Sé.

Sobre o Museu da Arte Sacra que fica na Igreja de Santa Alexandre.

Esta igreja foi arquitetada em estilo barroco Amazônico, a versão atual foi concluída em 1719, seu convento é o complexo jesuíta mais importante do Brasil, foi recentemente restaurada para receber o Museu de Arte Sacra.
O Museu de Arte Sacra é composto pela Igreja de Santo Alexandre e pelo Palácio Episcopal (antigo Colégio de Santo Alexandre). A igreja é um exemplar da arquitetura jesuítica no Brasil, teve o início da sua construção por volta de 1698 e inauguração a 21 de março de 1719, também funciona como espaço cênico-musical para espetáculos teatrais e recitais, além de ser objeto museal.

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Foto: Igreja de Santa Alexandre e Museu da Arte Sacra: Igreja do século XVIII, e o museu de arte sacra é tido como um dos melhores do Brasil.

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Foto: Igreja de Santa Alexandre.

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Foto: Altar Igreja de Santa Alexandre.

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Foto: Exitem somente duas estátuas da Nossa senhora amamentando, uma delas esta aqui no Brasil no museu da arte Sacra.

Próximo ao Complexo está o Museu do Círio de Nazaré.

Este museu que é em homenagem a uma das maiores procissões católicas do mundo e é realizada anualmente em Belém há mais de 2 séculos.

Anualmente milhões de romeiros seguem em uma caminhada de fé pelas ruas da capital do Estado, num espetáculo grandioso em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus.

Esta procissão sai da Catedral de Belém e segue até a Praça Santuário de Nazaré, onde a imagem da Virgem fica exposta para veneração dos fiéis durante 15 dias. O percurso é de 3,6 quilômetros e já chegou a ser percorrido em nove horas e quinze minutos, como ocorreu no ano de 2004, no mais longo Círio de toda a história.

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Foto: Artefatos do Círio de Nazaré.

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Foto: A corda usada no Círio.

Daqui fomos para a rua Bras de Aguiar, a rua das lojas e restaurantes, fui na esperança de encontrar algo típico pata comer, mas andei de cima para baixo, e acabei comendo em um restaurante nada típico, mas pelo menos comi o famoso filhote, o peixe tradicional de Belém.

Nas proximidades estava o Teatro da Paz, não tão belo quanto o de Manaus, mas nem por isso menos interessante. Aproveitei para ir até -la conhecê-lo.

Sobre o Teatro da Paz.

 Funcionamento: Terça a Sexta das 09h00 às 18h00, Sábado – 09h00 às 12h00 e Domingo – 09h00 às 11h00. Entrada: R$ 10,00.

Fundado em 1878, assim como o de Manaus durante o período áureo do Ciclo da Borracha, quando ocorreu um grande crescimento econômico na região amazônica e Belém era considerada “A Capital da Borracha”. Foi inspirado no Teatro Scalla de Milão (Itália).

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Foto: Teatro da Paz, na Praça da República.

Daqui fui ainda no Museu natural Emílio Goeldi.

Sobre o Museu Paraense Emílio Goeldi.

Funcionamento: Quarta a domingo das 09h00 – 17h00.

Entrada: R$ 4,00.

 Este lugar é uma instituição pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação, com acervos para conhecimentos nas áreas de ciências naturais e humanas relacionados à Amazônia, além de promover pesquisas e estudos científicos dos sistemas naturais e culturais da região. É a mais antiga instituição na região amazônica e reconhecido mundialmente como uma das mais importantes instituições de investigação científica sobre a Amazônia brasileira.

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Foto: Uma das gigantes amazônicas no Museu Emilio Goeldi (centro de pesquisa e museu que estuda a fauna e flora amazônica).

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Foto: Uma onça empalhada no Museu Emilio Goeldi. Neste museu aprende-se muito sobre a cultura indígena, eu particularmente gostei dele.

Depois daqui andei até a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré.

Sobre a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré.

Entrada: Gratuita.

Esta é a única Basílica da Amazônia brasileira que tem sua história atrelada à descoberta da imagem de Nossa Senhora de Nazaré pelo caboclo Plácido, às margens do igarapé Murucutu, área que corresponde, atualmente, aos fundos da Basílica.

Reza a lenda que esta imagem, independente do lugar para onde era levada, desaparecia e ressurgia no mesmo local onde Plácido a tinha encontrado. Interpretando o fato como sinal divino, a devoção à santa adquiriu caráter oficial e foi erguida uma capela naquele local em sua homenagem, hoje a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré.

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Foto: Basílica Nossa Senhora de Nazaré: Foi construída exatamente onde foi encontrada a imagem de N. Sra de Nazaré. A lenda diz, que a estatua depois de encontrada, sempre que levada para algum lugar coltava pro local onde foi encontrada, por isso construíram aqui sua igreja.

Abençoado (rs), fui então para a Estação das Docas beber meu chopp, afinal eu estava de férias…rs.

Sobre a Estação das Docas.

Funcionamento: Às segundas-feiras, das 10h00 à 0h00. Terças e quintas, das 10h à 1h. Sextas-feiras e sábados, das 10h00 às 3h00, e aos domingos, das 10h00 a 0h.

Entrada: Gratuita.

Este lugar é fruto da revitalização do antigo porto fluvial à beira da baia do Guajará, e hoje é um dos lugares mais representativos do Pará. Este lugar se tornou um grande complexo turístico de referência nacional, que oferece em um só lugar, opções de gastronomia, moda, lazer e eventos, tudo com muito conforto e segurança. O armazém 1 foi batizado como Boulevard das Artes – oferta vários produtos como bio jóias, roupas e artesanato regional. O armazém 2, é nomeado Boulevard da Gastronomia. E o armazém 3, como Boulevard de Feiras e Exposições. Maiores informações: http://www.estacaodasdocas.com.br/institucional/sobre/#sthash.4br1lP4B.dpuf.

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Foto: Estação das Docas: Dizem que foi inspirado no projeto do Puerto Madeiro de BsAs.

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Foto: Excelente lugar para se passar o dia.

Na estação não deixe de provar o sorvete da Cairu, é excelente, tomei um de tapioca com açaí que sinto saudades até hoje.

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Foto: O Sorvete mais top de Belém.

Também tem aqui a Amazonbeer, uma cervejaria artesanal com cervejas feitas de frutas da amazônia. O chopp de açaí deles ganhou como a melhor cerveja artesanal do país em 2014, e realmente excelente.

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Foto: Cerveja de Cumaru e Bacuri.

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Foto: A melhor de todas. O Chopp de Açaí.

Se você é amante de cerveja como eu não pode deixar de prestigiar estas cervejas exóticas de Taperebá, Cumaru, Bacuri, Pripioca e etc… provei todas, e repeti mesmo só a de açaí, vária vezes… rs.

Fui prestigiado com este espetáculo para encerrar meu dia com chave de ouro.

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Foto: Por do Sol da estação das Docas.

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Foto: Não cansava de registrar este momento.

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Foto: Não vi o por do sol no passeio de barco, mas vi no meu primeiro dia. Show!!!

Dia 14: Belém

Acordei só as 9h00, arrumei as  malas, pedi para o Hotel para guardá-las para mim por dois dias e então sai com apenas uma mochila menor e roupa para dois dias, pois hoje às 14h30min iria para Ilha do Marajó.

Antes peguei um táxi (R$25,00) até o Mangal das Garças, para passar a manhã lá antes da viagem.

Sobre o Parque Naturalístico Mangal das Garças.

Entrada: Passaporte com direito a entrar em todas as atrações por R$ 15,00.

Funcionando: Terça a domingo, sendo os passeios monitorados, das 10h00 às 18h00.

OBS: Terça o Museu de navegação é gratuito.

Este belo parque criado pelo Governo do Pará no ano de 2005 foi fruto de uma revitalização de 40.000 metros quadrados às margens do Rio Guamá, próximo ao centro histórico de Belém. O que antes era uma área alagada abandonada hoje se tornou uma extensa área de preservação e um dos mais um belo recanto naturais da cidade.

Além da preservação do ambiente e de várias espécies em cativeiro, o parque serve de refúgio para muitos animais selvagens como:  biguás, garças, iguanas entre outros.

Entre os atrativos do parque estão:  Museu Amazônico da Navegação, o Farol de Belém, o Viveiro das Aningas, a Reserva José Márcio Ayres e o Borboleteio. Você pode pagar a parte por cada um dos passeios, mas eu recomendo comprar o passaporte. Este Passaporte dá direito a todo o roteiro por R$15,00. Há também uma loja de artesanatos e souvenirs Armazém do Tempo (das 10h às 22h) e do restaurante de cardápio internacional Manjar das Garças (domingo, terça e quarta, das 12h à 0h; de quinta a sábado, das 12h às 3h).

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Foto: Torre de observação no Mangal das Garças. Temos uma ótima vista do parque daqui.

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Foto: De cima da torre, uma bela vista do Mangal e de Belém.

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Foto: O Mangal visto de cima. Showwww.

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Foto: Trapiche- mirante do rio visto da torre.

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Foto: Fauna presente por todos os lados por aqui. Principalmente aves. É um belo parque.

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Foto: As donas do pedaço.

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Foto: Tem delas por todos os lados, fica fácil de entender o nome do parque assim.

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Foto: Flamingos.

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Foto: O Mangal é aberto e as aves entram e saem quando querem. Os típicos guarás, a ave de mangue mais linda de todas com seu vermelho intenso.

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Foto: Há um lindo orquidário aqui também.

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Foto: Peças que os índios usam para se tatuarem, feita com dente de Cutia.

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Foto: O interessante museu da navegação no Mangal das Garças.

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Foto: Indo observar o rio.

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Foto: Aningas: Planta do Mangue… muito diferente. também não a conhecia.

Me dei o direito de comer bem este dia, e acabei comendo no restaurante daqui. Este restaurante é caro, R$ 69,00 o buffet por pessoa com sobremesa. A comida é ótima e o bom é que a maioria das opções são pratos da culinária local, o mesmo se dá para os doces.

Após o almoço fui para o terminal de táxi (R$ 20,00) para pegar meu barco para o Marajó. Neste calor, com mochila pesada nem cogitada pegar ônibus… Belém é extremamente quente como Manaus.

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Foto: Terminal Hidroviário de Belém: daqui saem os barcos da capital para vários lugares, inclusive para ir a Ilha do Marajó.

Continuo o relato deste dia no post Ilha do Marajó.

Dia 16: Belém

Cheguei da Ilha do Marajó as 9h30min, tinha o dia todo pela frente, assim aproveitei para voltar no mercadão que é próximo, fui caminhando mesmo, para comprar mais algumas coisas já que minha viagem estava chegando ao fim. Não poderia ir embora sem minhas pimentas no tucupi e castanhas.

Depois do mercado almocei na estação das docas, no restaurante La em Casa, que é ótimo, R$ 55,00/pessoa e comida a vontade, esquema buffet também com: Maniçoba (Tipo feijoada com folha de mandioca), pato no tucupi, vatapá, filhote assado (peixe), arroz com jambu e açaí, a sobremesa também estavam inclusa. Gostei mais deste restaurante que o do Mangal.

Depois do almoço descansamos no hotel, e as 16:30 voltamos para a estação das docas para fazer um passeio de barco pela orla de Belém que sai as 17h30min. Fechamos este tour na própria estação das docas em uma agencia que há lá por R$ 50,00/pessoa.

O barco percorre a orla de Belém tocando Carimbó, de onde se vê o belo por do sol de Belém, pena que neste dia choveu, mas nem por isso foi menos interessante. O passeio todo de barco leva em torno de 1 hora e meia, e é bem interessante. Além das explicações sobre o porto de Belém, a história da estação das docas, mangal das garças  e do mercado ver-o-peso há apresentação do Carimbó e da dança do boto, são bem legais de ver, e a música é tão agradável que dá vontade até de levar um CD embora pra ouvir e matar a saudade. Este foi um belo passeio e penso que vale muito a pena.

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Foto: O Carimbó no passeio de barco. Carimbó – O carimbó recebeu influência das danças: indigenas, africanas (mão na cintura) e a palma das mãos e rodadas de saia da portuguesa.

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Foto: Também há a dança do boto, que a música explica a lenda, entre outras… muito legal este passeio.

Video: O Carimbó.

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Foto: O Ver o Rio – outro ponto turístico, que vimos só de longe.

Demos a sorte de chegarmos na estação das docas e estar tendo apresentação do por do som, um grupo que apresenta musicas típicas regionais e foi interessante.

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Foto: Show folclórico por do som: Toda sexta free, na estação da docas, um projeto cultural do estado.

Pra fechar a noite fui beber minha cervejinha na Amazobeer, neste dia comemos uma lingüiça com queijo do marajó perfeita para acompanhar a cerveja.

Dia 17: Belém

Chegou o úlitmo dia de férias, arrumei as malas deixei no hotel e fui conhecer o Bosque Rodrigues Alves,o Jardim botânico de Belém.

Sobre o Jardim Botânico.

Funcionamento: Terça a domingo das 08h00 – 17h00.

Entrada: R$ 2,00.

O Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves ou Bosque Rodrigues Alves esta localizado no meio da cidade, mais especificamente no bairro Marco, Zona Leste de Belém. O espaço, é uma área de preservação que foi inaugurada em 1883 e abriga mais de 80 mil espécies de flora e fauna e recebe, em média, 20 mil visitantes por mês

Este lugar foi o símbolo do embelezamento da capital da Borracha na época, conservando até hoje estruturas originais do período em que foi erguido, como obras como o monumento aos Intendentes Municipais, a estátua aos legendários guardiões da floresta Mapinguari e Curupira, o quiosque chinês, o chalé de ferro, a Gruta de Pedra-Sabão e o portão monumental da entrada principal.

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Foto: Mico de cheiro no Jardim botânico. Tinham muitos, e por todos os lados.

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Foto: Bosque Rodrigues Alves – Jardim Botânico: um pedaço da floresta preservado no meio da cidade. Com muitas plantas e animas, muitos até soltos, como cutias e macacos. Imagem: Curupira.

Cogitei a hipótese de almoçar de despedida no restaurante Remanso do Bosque, de um chefe de cozinha famoso em Belém, tinha ido lá por indicação, e não sabia que ele era tão famosos assim, entrei lá todo suado de mochila, olhei o cadápio, quase cai de costa e sai…kkkkk, acabei voltando para comer na estação das docas no “La em casa”, e foi ótimo.

As 17h00 peguei meu voo rumo a Montes Claros, e ainda fechei a viagem com uma vista da lua cheia enorme do avião durante a noite, cena ideal para fechar uma viagem tão natureza, e uma das mais incríveis que já fiz.

E de todos os lugares que já passei, minha comida preferida é a do norte até hoje. Sou apaixonado por esta Culinária.

LIÇÕES APRENDIDAS:

1-  Penso que 3 dias é o tempo ideal para se ficar em Belém, e seria o que indico.

2- Terça os museus são gratuitos.

 

NÃO POSSO DEIXAR DE PROVA

  • Maniçoba (Tipo feijoada com folha de mandioca).
  • Pato no tucupi.
  • Vatapá.
  • Peixe filhote.
  • Arroz com jambú.
  • O açai com peixe, ou só ele mesmo que é bem diferente do que estamos acostumados no sul e sudeste.
  • Os sorvetes da sorveteria Cairu

 

A VIAGEM CONTINUA…

Relato anterior: Alter do Chão – PA.

Próximo Relato: Ilha no Marajó – PA.

Primeiro relato da viagem: Manaus – AM.

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