Ilha do Marajó – PA

INFORMAÇÕES DE: Julho de 2015.

ROTEIRO PARA: 2 dia.

TIPO DE VIAGEM: Mochilão de férias norte do Brasil – Parte VII.

HOSPEDAGEM: Pousada Canto do Francês (R$ 140,00/dia) – Não tão próxima ao centro, mas dá para ir a pé tranquilamente. Limpinha, café da manhã simples, mais típico e delicioso.

SOBRE ILHA DO MARAJÓ.

A ilha do Marajó é uma ilha no Pará localizada na foz do rio Amazonas no arquipélago do Marajó. Ela é a maior ilha do Brasil e também a maior ilha fluviomarítima do mundo. A ilha possui 16 municípios, sendo que os principais e mais procurados são Salvaterra e Soure.

Chegar na Ilha não é tão fácil e leva em torno de 4 horas, sendo 3 horas de barco, saindo do porto de Belém até o porto de Camará, e depois mais uma hora de ônibus/van até Soure. Neste barco também vai de tudo, e é uma viagem cansativa e quente.

Outro destaque da ilha é que ela é o lugar de maior rebanho de búfalos do Brasil, cerca de 600 mil cabeças. Os búfalos fazem parte do cenário e são símbolos da Ilha. Nos contaram que eles apareceram após um naufrágio de um cargueiro no oceano vindo da índia, e como bons nadadores chegaram até a ilha do Marajó e em seus terrenos alagados encontraram o lugar ideal para se reproduzirem e se adaptaram com muita facilidade, assim, dominaram a ilha, e por não serem nativos acabaram causando muito impacto ambiental no ecossistema da mesma, mas hoje estão totalmente incorporados ao cenário, sendo até o meio de transporte da polícia de Soure.

Marajó é incrível, linda! Vale muito a pena passar por lá! Confira!

ROTEIRO

Dia 14: Chegada na Ilha do Marajó.

 Chegamos no terminal hidroviário em torno das 14h00, pois nosso embarque era as 14h30min, chegamos cedo na intenção de pegarmos lugar no lado direito e na frente por causa do vento e não pegarmos sol.

Comprei a passagem simples, por R$ 20,00, R$14 reais a menor que o compartimento com ar e mais confortável, e arrependi, pois neste horário estava um calor do cão, que só quem já foi para o norte conhece, a sorte foi que a viagem não foi quente 100% do tempo, pois no meio do caminho começou a chover forte o que refrescou, mas o lado ruim foi que o barco balançou demais e fiquei um pouco enjoado.

jFoto: Partindo de Belém rumo a ilha do Marajó.

2Foto: Acomodações na embarcação! Sempre lotado, e gente levando de tudo.

Três horas de viagem e chegamos ao Porto de Camará, esperamos um pouco de gente desembarcar, pois o desembarque é uma doideira só, as pessoas usam este transporte para ir até Belém comprar coisas, fazer pequenas mudanças, dai já viu…

Até este momento não sabíamos com iríamos para Soure e estávamos preocupados, mas foi tranquilo, pois na saída do porto haviam várias vans e ônibus aguardando as pessoas desembarcarem para levar para diversos lugares da ilha.

Fomos em um ônibus por R$13,00 até Soure, uma viagem de um pouco mais de 1h, onde ainda pegamos uma balsa em Salvaterra para chegarmos até Soure.

O transporte nos deixou na porta da Pousada e fazem sempre isso e com todos, é praxe das empresas. Na viagem acabamos conhecendo um casal, com quem fizemos amizade e saímos para conhecer a noite de Soure.

Tinha chovido, e as ruas são na maioria de terra, então estava um lameiro só. As ruas também tem pouca iluminação e são bem escuras, dá até um medo andar sozinho por ale, mas foi tranquilo.

Almoçamos na praça central, em um restaurante chamado Ilha Bela, simples, mas com comida deliciosa, bem servida e preço justo. Comemos um peixe com camarão rosa que foi bom demais.

Por sorte estava tendo o tal festival de verão em Soure, isso mesmo:”Verão”, aqui como na amazônia toda o período seco por ter menos chuva é chamado de verão. A sorte foi ver o Carimbó e a dança do boto entre outras de graça e na praça, e ver toda a população dançando. Foi incrível, valeu a pena demais esta saída, quase havia desistido pelo cansaço, mas graças a Deus não fiz isso, pois ia ter perdido uma noite especial.

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Foto: Festival de Verão que estava tendo na rua (última semana de julho).

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Foto: E boi… E boi… É o que lembro desta apresentação. Show!

Depois de algumas horas divertindo voltamos para pousada, pois o próximo dia ia ser puxado.

Dia 15: Ilha do Marajó.

Acordamos com um café top: Queijo de bufala (perfeito) e tapioca, nos reabastecemos e pedimos um mototáxi na pousada.

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Foto: O Café top!

Queríamos ir a praia do Pesqueiro, inicialmente queriam cobrar R$ 40,00 ida e volta (duas pessoas), mas acabamos fechando por R$ 30 (Praia Pesqueiro e Barra Velha). É importante ressaltar que sempre é bom combinar com o motorista a ida e a volta, pois nas praias não ficam mototaxi disponíveis como na cidade, pode ocorrer de você ficar muito tempo esperando.

Sobre a Praia do Pesqueiro.

Distante 11 km do centro de Soure, aproximadamente 15 mi de moto, a praia do Pesqueiro do Pesqueiro pode ser considerada um braço de mar. O lugar é diferente, mas lindo com dunas e pequenas palmeiras ao seu redor. A infra-estrutura de quiosques é a melhor da região. Aqui você encontra búfalos para tirar foto emblemáticas. O mar é agitado e a água é um pouco mais salgada que as outras praias da região.

Andamos pela praia que estava vazia, tiramos várias fotos, molhei o pé no mar e então sentamos em um quiosque para beber uma cerveja e esperar o horário do nosso mototáxi. Não fiquei com vontade de nadar este dia, a água não estava muito convidativa e fiquei preocupado com as arraias.

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Foto: Visão Geral da praia do pesqueiro.

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Foto: A maré ainda estava abaixando, com quiosques ainda na água.

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Foto: Só admirando esta praia que esta entre o mar e o rio. Muito diferente.

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Foto: O mascote de Marajó procurando turistas para a foto.

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Foto: A maré já estava abaixando.

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Foto: Molhando o pé.

Daqui pegamos nosso mototáxi no horário combinado e fomos para a praia da Barra Velha.

Sobre a Praia da Barra Velha.

Esta praia já é um pouco mais próxima de Soure, 3,4 km, então voltamos no caminho que percorrermos para ir até ela.

Esta é sem dúvida a praia mais exóticas que já vi, o que mais impressiona é sua natureza eclética, com mata do tipo equatorial se encontrando com as águas do “mar”. Sem dúvida nenhuma, percebe-se aqui o quanto o “litoral” marajoara é diferente. Dizem os nativos que quem fundou a praia foi o Mestre Tomás, um mestre de obras e poeta conhecido na região e que escreveu lendas e poemas sobre a localidade. Antes a paisagem era formada por dunas que sumiram com o avanço do mar. Para chegar até a praia, o turista terá que passar por uma cancela, pois estará atravessando uma propriedade particular. Atravessamos um caminho suspenso de madeira observando o mangue o tempo todo, bem interessante e no final, há uma ponte que atravessa um alagadiço até a chegada à praia.

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Foto: Para chegar a esta praia, um pouco mais próxima de Soure, temos que atravessar o mangue por este caminho suspenso.

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Foto: Vamos que vamos…

Chegando na praia de águas salobras, há vários quiosques com boa infraestruura que servem cerveja gelada, peixe e caranguejo… ahhh Turu também (Eca), já vão ver quem é ele…rs.

Cheguei tirando fotos, explorei bastante o lugar que tem paisagens fantásticas, conforme podem observar nas fotos, e depois descansei em uma barraca chamada Salve Jorge que só tocava Reggae, e estava muito agradável ficar por ali.

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Foto: Esta praia tem dois períodos, o da maré cheia, que a água sobe muito, e chega próximo as barracas e até adentra, e a maré baixa, onde conseguimos curtir mais, mas temos que ter cuidado com as arraias na areia!

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Foto: Olha que visual exótico!!! Amei esta praia.

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Foto: Aqui da para perceber como esta praia esta no meio do mangue.

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Foto: Maré baixa agora, dá pra andar longe.

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Foto: Após a baixa da maré andei com muito cuidado por aqui, pois dizem que ficam muitas arraias nesta praia enterradas na areia, e o ferrão delas era a única coisa que não queria ver no Marajó.

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Foto: Feliz com mais uma bela paisagem na lista.

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Foto: Olhem só o tamanho destas raízes!!!

Pedimos uma cerveja e queria, por que queria experimentar o Turu. O Turu é molusco vermiforme que se encontra nos troncos podres das madeiras caídas no mangue, sendo muito típico da ilha e apreciado pela população local e segundo eles com propriedades afrodisíacas.

A garçonete então com toda simpatia, falou se eu não queria experimentar antes de pedir, topei e ela me trouxe alguns para eu comer com sal e limão… hurrrrrr que Trem ruim!!!!! Adivinha, me contentei experimentando, comi dois ainda…rs.

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Foto: Ganhamos um aperitivo local de Brinde na barraca São Jorge!!! Super apetitoso, não?? rs.

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Foto: Alguém esta servido?

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Foto: Preciso falar o que achei??? rs. Na verdade comi ele com limão e sal, mas o fazem como um ensopado, as vezes assim é mais gostoso. 

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Foto: E assim terminei esta manha super agradável.

Acabamos não almoçando aqui, pois queríamos almoçar bife de búfalo e aqui não tinha, então como sabíamos que tinha na pousada deixamos para almoçar lá e valeu, pois estava bom demais.

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Foto: O sabor, cheiro e gosto da carne são mais fortes que o de boi, mas mesmo assim delicioso.

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Foto: Guaraná do Marajó. Bem gostosa.

Pela internet tinha feito contato com um guia local experiente chamado Jedilson para fazermos um tour em uma fazenda particular. Escolhi a Fazenda Bom Jesus para conhecer, escolhi mais por causa do dormitório das aves que era um show pelas fotos, mas eu não sabia que ele era dinâmico, e quando fui ele estava bem distante, mas mesmo assim valeu.

Paguei R$ 100,00/pessoa neste tour, e saímos do hotel as 14h30min, no caminho pegamos uma família de franceses que foi com a gente fazer o tour.

E num é que Jedilson é espertão, além de ser um excelente guia brasileiro fala francês e muito bem…rs.

Chegamos na fazenda deixamos o carro e fomos fazer trilha para visualizar animais, foi uma trilha leve (em relação a relevo), mas bem pesada, pois andamos 12 km, até a criança francesa de uns 8 anos andou tudo isso…kkkk.

Mas foi show de bola, passamos por vários búfalos, vimos capivaras aos montes, jacarés, macacos e várias aves além do privilégio de ver o animal mais famosos da ilha o Guará, uma ave rara em extinção de penas vermelhas.

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Foto:Começando a trilha pela fazenda Bom Jesus.

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Foto: Paradinha para descanso em uma das poucas sombras.

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Foto: Cenas Típicas do Marajó: Para conhecer bem a energia e as paisagens do Marajó, nada como fazer um tour em uma das suas várias fazenda particulares. Estes passeio só com guias mesmo.

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Foto: Muitos búfalos pelo caminho.

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Foto: Mais Marajó.

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Foto: Suado e Feliz da vida com meu chapeuzão emprestado do Jedilson…rs.

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Foto: O Cavalo Marajoara – O guia nos explicou que quando foi introduzido o cavalo europeu ele não se adaptava ao terreno pantanoso da ilha, e então tentaram introduzir o cavalo pantaneiro, que já não era bom de trabalho. Quando fizeram o cruzamento dos dois, apareceu o Marajoara, adaptado ao terreno e bom de serviço.. Incrível velos se locomover nos pântanos.

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Foto: O momento mais especial da trilha, observar os guarás em seu ambiente natural.

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Foto: Um objetivo cumprido. Não vi o galo da serra em Presidente Figueiredo, mas consegui ver o Guará no Marajó.

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Foto: O Guará é a ave símbolo do Marajó, e muito típica! Sua cor avermelhada se deve aos caranguejos que são sua principal fonte de alimento.

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Foto:  Momentos únicos que gravamos na mente. Show!!!!! 

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Foto: Muitas Capivaras pelo caminho.

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Foto: Fugindo de nós…

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Foto: Uma ave curiosa e linda, só não sei o nome…

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Foto: Um pequeno jacaré.

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Foto: Uma das 7 raças de Búfalos existentes na ilha.

No meio do caminho passamos por outra sede da mesma fazenda, onde descansamos e vimos mais belos animais.

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Foto: A Fazenda Bom Jesus tem uma projeto de reintrodução da Tartauruga do Marajó. Este réptil era muito apreciado, e quase foi extinto da ilha!! é uma pequena tartaruguinha, que na fazenda tem de monte, estou segurando um dos filhotinhos.

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Foto: Eu e a linda Arara vermelha da fazenda.

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Foto: Um pavão, não é local, mas de tão lindo merecia uma foto, né?.rs

Aqui não tive tanta sorte, pois o dormitório das aves havia mudado de lugar, e não estava do jeito que vi nas fotos quando decidi conhecer a fazenda, mas no fim da tarde vimos incontáveis garças, biguás, guarás e etc… voarem em direção ao dormitório, e foi legal mesmo assim.

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Foto: De minuto a minuto passavam bandos enormes de diferentes aves a caminho do dormitório.

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Foto: O sol se pondo e nós ainda na estrada.

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Foto: A noite chegando e ainda na estrada… foi muito bom!!!! Mais as pernas já estavam cansadas.

Mesmo sendo toda em terreno plano, no final estava cansado, afinal foram 12 km. Para compensar quando chegamos na sede tinha um lanche especial nos esperando com tudo que tínhamos direito: queijo de búfala de várias formas, yogourt e coalhadas, além de doces de cupuaçu e suco.

Chegamos tarde no hotel este dia, as 20h00 e nem preciso dizer que capotei né?.

Dia 16: Retorno para Belém.

Madrugamos, e as 3h30min estávamos acordando, pois o ônibus que nos levaria até o porto em Camará passaria entre as 4h00 e 4h30min.

Uma observação: Nossa passagem de volta foi reservada por telefone em Soure. Conversamos com o dono da pousada e ele ligou e reservou para nós. Nos entregaram ela no ônibus mesmo. Se não me engano fiz isso, pois não era possível comprar a volta por Belém. Faça esta reserva assim que chegar na ilha, pois as balsas estão sempre cheias.

Nosso barco partiu as 6h30min, estávamos triste que não havíamos conseguido comprar o queijo de búfala e no último momento descobrimos que vendiam no porto (R$ 20,00 – Mais caro que na cidade que era de R$ 10 a R$ 15), com isso não voltaríamos mais do Marajó com as mãos abanando.

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Foto: Porto Camará na ilha do Marajó.

Na volta ainda conseguimos lugares no segundo piso do barco, em bancos e na parte da frente e próximo a janelas. Neste horário o calor não era de matar, e estava bem agradável e a viagem foi bem tranquila, até o barco colaborou e sem chuva não balançou.

Chegamos as 9h30min em Belém, com o dia todo pela frente.

A viagem continua…

Relato anterior e próximo: Belém.

NÃO POSSO DEIXAR DE …

PROVAR:

1- Queijo de Búfala (Ótima lembrança para levar).

2- Bife de Búfalo.

3- Turu (Pra poucos corajosos): Molusco vermiforme encontrado no mangue muito apreciado na culinária local.

4- Guaraná típica: Cerpa.

NOTAS:

1-  Penso que seria bom ficar uns 3 a 4 dias aqui para curtir a ilha de verdade. E vale a pena este tempo. Ficar não só em Soure, mas também em Salvaterra.

2- Barco Belém-Marajó:  A viagem na parte da tarde, é muito quente, então vale a pena comprar a passagem VIP na área do barco com ar (o que não fizemos), já na parte da manhã a viagem é mais agradável, e dá pra ir na área normal com tranquilidade.

3- Há somente dois horários de Belém para o Marajó, um pela manhã, e outro as 14h30min.

4- A cidade mais estruturada da ilha é Soure, há outras cidades e pontos turístico, mas os de mais fácil acesso ficam em Soure, por isso o melhor lugar para se ficar pra curtir a ilha em poucos dias é aqui.

4- A passagem de barco para Ilha do Marajó custa R$ 20,00/pessoa área comum e R$ 34,00/pessoa área com ar e mais confortável.

5- Leve Dramim para a viagem e barco, as vezes se chover pode balançar muito e enjoar.

6- O Jeito mais fácil e barato de se locomover  na ilha é com mototaxi.

7- Se for nadar muito cuidado com as arraias, sempre entrar com os pés raspando no chão, sem levantá-los, pois como aqui é um encontro de rio com mar e tem muita subida e descida de maré e elas ficam escondidas na areia ou na parte rasa, e ninguém vai querer visitar um hospital com dor em um dia de passeio aqui, não é?

8- Há também a fazenda São Jerônimo que todos falam muito bem, e lá é possível anda de búfalo. Não fiz este passeio por falta de tempo, se tivesse mais um dia eu faria.

9- Para trilhas não esqueçam de bonés, repelentes e muito protetor, pois há pouca sombra.

Pode te ajudar:

1- Guia Jedilson: Cara bacana: (91) 98342 – 5034 – Whatssap e  e-mail: jediguia@hotmail.com.

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