Vale Sagrado – Peru

INFORMAÇÕES DE: Setembro de 2014.

ROTEIRO PARA: 2 dias

TIPO DE VIAGEM: Mochilão de férias (Bolívia, Perú e Equador) – Parte V.

HOSPEDAGEM: Intro Hostel em Cusco – Bem localizado e clima agradável.

SOBRE O VALE SAGRADO

O Vale Sagrado dos Incas é uma região nos Andes com vários monumentos arqueológicos e povoados indígenas, é também uma  região com vários rios, sendo o Urubamba o principal deles, e por isso foi e é até hoje um lugar de grande importância para o Peru.

Com seu clima propício proporcionado pela sua qualidade geográfica este vale foi um local muito apreciado pelos Incas, sendo um dos principais pontos de produção do império. Aqui também é o lugar onde se produz o melhor grão de milho do Peru.

O Vale Sagrado está entre os povoados de Písac e Ollantaytambo. Pode-se conhecê-lo a partir da cidade de Cusco, de onde saem várias excursões.

Para quem que conhecer 100% do vale, ele é composto por:  Sacsayhuaman, Kenko, Tambomachay, Písac, Machay, Maras, Ollantaytambo, Chinchero e Urubamba. Eu infelizmente não consegui conhecer todas as ruínas, me limitei somente as principais.

ROTEIROS.

Dia 07: Vale sagrado.

Ao visitar Cusco obrigatoriamente temos que conhecer as principais ruínas do vale sagrado dos Incas. Comprei o bilhete parcial, e dividi meus dias da seguinte forma de acordo com as atrações que eram disponibilizadas:

Dia 01: Pisaq, Ollantaytambo e Chincheiro.
Dia 02: Maras y Morays.

O vale sagrado tem ruínas bem interessantes, mas nada como Machu Picchu, então recomendo fazer esta região antes de conhecê-lo.

Quando compramos o bilhete somos orientado sobre o ponto de encontro de onde saem os ônibus turísticos que fazem o tour pelo vale, sendo assim as 9h00 eu estava pronto no ponto de encontro, que é bem bagunçado e desorganizado (bom chegar com uns 10 min de antecedência). Neste dia acabei conhecendo 3 brasileiros, dos quais mantive contato por face até hoje.

Mal saímos da cidade e já paramos em uma feira de artesanato no caminho, falaram que era para o banheiro, mas na verdade era para comprarmos…rs. Percebi nesta primeira feira que tudo era mais barato do que as coisas que comprei em Cusco, mas fazer o que agora? já havia gastado meu dinheiro, e fiquei só observando mesmo.

A segunda parada foi bem rápida para uma bela visa do vale e algumas fotos.

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Foto: Vista dos Vales dos Andes.

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Foto: Aproveitando o momento da foto. rs

A terceira parada já foi em Pisaq, a 33 quilômetros de Cusco. Antes de irmos para o sítio arqueológico, paramos em uma loja de produtos de prata, e este é o lugar e a hora de comprar brincos, correntes etc…, pois tem qualidade e ótimos preços, além de ser arriscado comprar produtos que dizem ser prata em lojas não oficiais.

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Foto: Fomos apresentados na loja ao processo de fabricação dos artigos que eram vendidos e foi bem interessante.

Após a loja fomos direto para o sítio arqueológico da cidade, que é um dos mais importantes do Vale Sagrado dos Incas.

Sobre o Parque Arqueológico Nacional de Pisac: O local cobre uma área de 4 km2 e consiste em um agrupamento arqueológico de ruínas que ocupam as colinas entre os quais se destacam; plataformas, aquedutos, caminhos associados a muralhas e fachadas, cursos de água canalizados, cemitérios, pontes, etc.

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Foto: Estas “escadas” eram a área agricultável das ruínas.

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Foto: O Bairro direcionado para a classe alta dos Incas que viviam em Pisaq.

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Foto: Mais ruínas de Pisaq.

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Foto: Ainda nas ruínas de Pisaq.

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Foto: Estes buracos eram túmulos. Em Pisaq ocorreu a maior descoberta de múmias concentradas em um único lugar!

Após Pisaq paramos para o almoço em Urubamba. Os ônibus  param em um restaurante específico para almoçar, não temos muita opção, onde pagamos 20 soles para comer a vontade, uma comida boa. Os dois brasileiros que havia conhecido leram um relato e comprovaram. Fizeram o teste de fingir que não iriam almoçar no restaurante e na saída eles foram abordados por funcionários que ofereceram o almoço pela metade do preço. Então fica a dica aos próximos aventureiros…rs.

Após o almoço nossa quinta parada foi em Ollamtaytambo.  As ruínas de Ollamtaytambo são enormes e muito lindas. Ollantaytambo é outra obra monumental da arquitetura inca e a única cidade da era inca no Peru ainda habitada. Em seus palácios vivem os descendentes das casas nobres cusquenhas. A cidade é também um dos pontos de partida do caminho a Machu Picchu e no meu plano eu ia ficar por aqui este dia, para ir de trem para Machu Picchu, mas não deu certo (conto no relato de Machu Picchu).

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Foto: Entrada para subirmos nas ruínas.

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Foto: Escadarias de Ollamta. É uma boa pernada subir tudo.

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Foto: Outro ângulo das ruínas de Ollamtaytambo.

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Foto: Local de estoque de produtos para o inverno. Os Incas mantinham seus produtos no alto das montanhas, local frio e seco, assim os conservavam para o inverno.

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Foto: Subi tudo que era possível, e de lá temos uma bela vista.

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Foto: A imensidão de Ollamtaytambo.

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Foto: A feira em frente as ruínas vista de cima.

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Foto: Ollamtaytambo do alto.

A sexta e última parada foi na Igreja de Chinchero. Lá visitamos basicamente a Igreja da Virgem da Natividade de Chinchero, uma igreja colonial feita em adobe e construída sobre fundações incas, e a Praça Central onde alguns moradores tentam vender artesanatos para os turistas que por ali passam.

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Foto: A Igreja de Chincheiro que mistura o catolicismo com a Cultura Inca (sincretismo).

O passeio todo foi das 9:00 até as 20:00 – um dia cansativo mais produtivo!

No outro dia fui para Águas Calientes, e fiz um relato a parte sobre Machu Picchu.

Dia 09:  Morays e Salinas de Maras.

No meu último dia na região fui conhecer Morays e as salinas de Maras. Esse passeio é mais curto e dura das 9h00h as 15h00, por isso mesmo o deixei para meu último dia.

No caminho temos uma parada antes para aprender como são feitos os artesanatos locais.

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Foto: Nos ensinando como conseguem as cores para o artesanato Local. Usam para isso cochonilhas (um inseto) com limão e conseguem a cor vermelha… interessante, não??

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Foto: Processo de tingimento das lãs das lhamas e das alpacas.

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Foto: Novelos prontos com diferentes cores.

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Foto: A fabricação do artesanato local!

Após todo aprendizado fomos conhecer as salinas de Maras, um local bem interessante de extração de sal de um curso d’água que nasce no meio das rochas e possui uma concentração de sal de 50%. A Salina não esta inclusa no Bilhete e temos que pagar a parte.

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Foto: Um rio subterrâneo com uma concentração de 50% de sal surge nesta região, o por que da sua salinidade é um mistério, mas hoje é uma fonte de economia para extração de sal de muitas famílias.

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Foto: Os trabalhadores extraindo o sal.

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Foto: Mais belas imagens das salineiras de Mara.

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Foto: Salineras de Mara.

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Foto: Uma visão geral do lugar.

Em seguida fui para as ruínas de Morays para entender a agricultura dos Incas, eu fiquei encantado com todo o conhecimento que eles tinham.

Para entrar em Morays percebi que meu boleto turístico estava vencido, que ele era válido somente por dois dias consecutivos e até este momento eu não sabia disso, então fiquei preocupado de ter que pagar novamente, mas não perceberam e deu certo minha reza.

O guia para no inicio da trilha conta a importância e significado do lugar e tudo sobre o conhecimento da agricultura dos Incas e após as explicações saímos pra conhecer as ruínas sozinhos por uns 40 minutos e aproveitamos para tirar fotos.

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Foto: Detalhes das escadas.

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Foto: O sistema de irrigação, que também evitavam erosão.

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Foto: A área agricultável.

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Foto: Dizem que aqui ficam todos nossos pecados e energias negativas.. tomará que seja verdade.

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Foto: No centro – embaixo – era a área mais quente e úmida desta área agricultável, e nela cultivavam sementes provenientes da Amazônia, como o cacau… conforme iam subindo os degrais a temperatura ia mudando e com ela o tipo de cultivo. Cultivavam também aqui: batata, milho, coca entre outras plantas.

Neste dia cheguei em Cusco, almocei e arrumei a mochila pra ir para rodoviária. As 18 horas tinha que pegar meu bus pra Nazca. Comprei antecipado a passagem pela internet no site da empresa Cruz der sur.

O Relato desta mochilada continua em Nazca.

NÃO POSSO DEIXAR DE …

PROVAR:

1- Choclos (milhos enormes).

2- Bananas fritas – Vendem como nossas batatinhas fritas em rodelas e são ótimas.

COMPRAR:

 1- Pisaq é o lugar pra se comprar prata. Pechinche, dá certo.

A viagem continua…

Relato anterior: Cusco.

Próximo Relato: Machu Picchu.

 NOTAS:
1- O Boleto parcial de turismo de Cusco vale por dois dias somente, ao contrário do completo que vale 10 dias, e isso ninguém avisa!

2- Pechinche sempre no Peru – Dá certo! Se for desistindo da compra, vão abaixando o preço.

3- Faça o Vale Sagrado antes de Machu Picchu.

4- As feiras que passamos neste passeio geralmente os produtos são mais em conta que em Cusco.

5- Os guias são bem instruídos e em todos os lugares recebemos ótimas explicações da história, uma verdadeira aula ao ar livre.

 

  1. Nossa que maravilha, tambem quero um dia conhecer o Vale Sagrado. Mesmo nao tendo a chance de conhecer 100% a riqueza arqueológica e histórica deste local me fascina. Sem dúvida é uma grande permissão poder conhecer este vale.

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