Aiuruoca

Se procura belas cachoeiras, pode apostar em Aiuruoca. Esta cidade de nome estranho é um lugar para ir muitas vezes, um verdadeiro paraíso para quem gosta de aventura, natureza e tranquilidade. 

  • INFORMAÇÕESDezembro de 2019.
  • ROTEIRO DE:  2 dias.
  • TIPO DE VIAGEM:  Viagem independente – Férias – Parte II.

SOBRE AIURUOCA

Meu Deus, como eu demorei para aprender a falar esse nome sem ler lentamente e penso que muitos de vocês estão na mesma situação… rs.

A palavra Aiuruoca é indígena e originária do Tupi-Guarani, formada pela junção das palavras aîuru (“papagaio do peito roxo”) e oka (“casa”) e quer dizer: “Casa do Papagaio do peito roxo”, significado estranho como o nome, não é mesmo? 

Essa pequena cidade com pouco mais de 6 mil habitantes é muito mais que a terra natal da Ísis Valverde, desta você sabia, né?

Em plena a exuberante Serra da Mantiqueira, aos pés do Pico do Papagaio, há exatos 989 metros de altitude, Aiuruoca tem tudo que se precisa para criar um ambiente propício para cachoeiras, sendo rodeada de montanhas, mirantes e natureza.

Com esta localização pra lá de privilegiada, claro que os “bichos grilos” amaram aqui e tornaram Aiuruoca, mais uma das cidades sagradas de Minas Gerais, pois creem que assim como em São Thomé das Letras, Aiuruoca há um alto grau de vibração energética.

Verdade ou não, o incontestável é que Aiuruoca é sim um lugar que vai te encantar com seu universo próprio, suas belezas e a simpatia de seus moradores.

o que fazer Aiuruoca

Onde se hospedar em Aiuruoca?

Primeira coisa a se saber: Em feriados e temporadas, as melhores opções custo x benefício se esgotam rápido e recomenda-se reservar com antecedência.

Em Aiuruoca você pode optar em se hospedar:

  • Na cidade: Como é pequena, podemos dizer que todos os lugares são região central, mas para se localizar, quanto mais próximo a matriz, mas central você está. Ficar aqui é indicado para quem não está de carro ou prefere fazer algo na cidade à noite (já aviso que não tem nada… rs).
  • Nas pousadas nos trajetos: Vale dos Garcias e Matutu: Para mim esta é a melhor opção. Além de ter várias bem próximas à cidade, algumas oferecem refeições, e assim, não precisa nem se preocupar em ir até a cidade para comer algo.

Há hospedagens para todos os estilos e bolsos, tanto na zona rural, quanto na cidade, desde camping à pousadas de luxo.

Há um hostel na Cachoeira dos Garcias, bem afastado da cidade, uma ótima opção para quem quer relaxar.

Consulte e reserve sua estadia em Aiuruoca pelo BOOKING.COM – O bookinkg.com tem as melhores ferramentas de busca de hospedagem do mercado, que juntas ajudam você a decidir pela melhor opção. 

Como chegar em Aiuruoca?

1º Chegando de carro.

Chegar em Aiuruoca é simples, porém a viagem é um pouco cansativa, você irá pegar muito trecho em serra, com dificuldade para manter uma boa velocidade e ultrapassar, principalmente se vir do Rio de Janeiro. O lado bom é que o acesso até a cidade é todo por asfalto e as estradas são ótimas. Terra mesmo você só encontra nos trajetos para as cachoeiras.

A distância das principais capitais são:

  • Belo Horizonte:  367 km – 5h 40 min – Tempo devido as curvas.
  • São Paulo: 347 km – Tempo devido as curvas.
  • Rio de Janeiro: 290 km – 5 horas – Tempo devido as curvas.

Eu conciliei minha visita à cidade com São Thomé das Letras. Fiz um trajeto por terra pela cidade de Cruzília. Foi um total de 75 km e destes 32 km de estrada de chão. Minha viagem foi tranquila, porém em dias de chuva eu não recomendaria. Também o trecho em relação ao tempo  dá na mesma que ir por asfalto até Três Corações.

o que fazer Aiuruoca

2º Chegando de Ônibus

Primeira coisa a se saber: Não há rodoviária em Aiuruoca. Os ônibus chegam e saem da praça central, em frente à Lotérica, local onde são também vendidas as passagens.

A melhor maneira de pesquisar como chegar na cidade é procurar por passagens por Caxambu, e de lá, partir para Aiuruoca.

Se for vir das principais capitais é importante saber:

Belo Horizonte

  • Empresa: Viação Sandra até Aiuruoca.
  • Empresa:  Viação Gardênia até Caxambu.

São Paulo

  • Empresa: Viação Cometa.

Observações:

  • Passagens até Aiuruoca: somente nos sábados e venda direto no guichê.
  • Há passagens até Caxambu em outros dias. 

Rio de Janeiro

  • Viação Útil até Juiz de Fora e depois Viação Santa Cruz até Aiuruoca. A parada é no trevo e precisará agendar táxi.
  • Empresa: Viação Cidade do Aço até Caxambu.

Caxambu

  • Viação Santa Cruz ou Viação Sandra: De Caxambu até Aiuruoca.

Táxis fazem translado de Caxambu até a cidade por algo em torno de R$ 100,00.

No história do instagram @queromochilar salvei os número de táxis e agências de turismo na cidade.

Quando ir a Aiuruoca?

Uma cidade cheia de cachoeiras é claro que o verão é a melhor época para se conhecê-la, porém você precisará de sorte para não pegar muitos dias chuvosos, pois são nos meses mais quente do ano que mais chove por aqui, o que piora as estradas, aumenta as chances de trombas d´água e torna as trilhas mais perigosas. Portanto, fique de olho na previsão do tempo entre dezembro a março.

Fui em dezembro e dei sorte nos dois dias que aqui fiquei.

O inverno em Aiuruoca é bem frio, por ser uma cidade que está a quase 1.000 m de altitude, as temperaturas caem bastante nesta época do ano, chegando a até zero.

O recomendado mesmo é visitar Aiuruoca após o carnaval até meados de junho, no outono e primavera, quando a temperatura é agradável, chove pouco e as paisagens estão deslumbrantes.

Consulte também o calendário de eventos da cidade. Nestas datas as hospedagens costumam ser mais caras -> Consultar eventos – Aqui.

Segurança

Aiuruoca é bem pequenina e tranquila e andar por suas ruas é também super seguro. Praticamente não há relato de problemas com turistas na cidade.

O cuidado maior que devemos ter aqui é em relação aos banhos de cachoeiras. Sempre devemos estar atentos as coisas básicas, como:

  • Profundidade dos poços.
  • Presença de pedras (antes de saltos).
  • Chuvas: Em dias de chuvas fortes podem haver cabeça d´água em cachoeiras.

Dica essencial: Um calçado adequado para trilhas faz toda a diferença, não é mesmo? Vocês conhecem as Botas Ecosafety? Não… Então eu te apresento.

Especialista em trekking e aventura te garanto que você não encontra melhor custo benefício no mercado. Couro legítimo, com qualidade e estilo.

Saiba mais aqui: Botas Ecosafety.

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Saibam as vantagens, quando devemos contratar e o que é um seguro viagem nacional – Aqui.

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ROTEIRO PARA AIURUOCA

No dia que cheguei em Aiuruoca estava vindo de São Thomé das Letras e em torno das 11h00 cheguei na pequena e simpática cidade de nome complicado.

Primeiro fui atrás de achar minha pousada e depois corri para programar meu roteiro, que seria de apenas de uma tarde e uma manhã. Nesse dia, mal sabia eu que esse tempo era pouquíssimo para tudo que se tem por aqui.

Antes de falar do roteiro, quero esclarecer algumas coisas que podem ser úteis para os próximos viajantes:

1º Como se locomover pela cidade?

É essencial um carro, pelo menos para chegar até o início das trilhas para a maioria das principais atrações, que estão distantes da cidade, em torno de 15-18 km (só ida). Se você não está sem carro, tem a opção de contratar um guia motorizado ou táxis, combinando horários de ida e volta.

Vocês conseguem contatos deste pessoal no centro de informações turísticas bem em frente a praça principal.

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2º Preciso de guia?

Dá para se fazer quase tudo sozinho, sem ajuda de guia. Há na cidade um centro de informações turísticas bem próximo a Igreja Matriz e lá você consegue mapas e explicações. São bem atenciosos e ajudam muito.

Alguns passeios mais radicais, como subir na Pedra do Papagaio, precisa ser agendado com um guia – indispensável.

No meu instagram, nos histórias salvas de Aiuruoca, tem contatos de guias e táxis na cidade. Passem lá.

Contato do Centro de Informações Turísticas:

  • E-mail: turismo@aiuruoca.mg.gov.br.
  • Telefone: (35) 3344-1924

3º Quantos dias ficar e qual roteiro ideal?

Hoje eu diria que o ideal é ficar pelo menos 4 dias e recomendaria o seguinte roteiro:

  • Dia 01: Vale dos Garcias (Atrações: Cachoeira dos Garcias, Prainha, Lageado e Poço Joaquim Bernardo).
  • Dia 02: Vale do Matutu (Casarão, Cachoeira das fadas, Cachoeira do meio e Cachoeira do fundo) + Cachoeira do Macaco.
  • Dia 03: Cachoeira Deus Me Livre + Cachoeira Batuque + Cidade Igreja Matriz e Museu Municipal.
  • Dia 04: Subir o Pico do Papagaio – Procure por fotos, eu queria muito ter tido um dia a mais no meu roteiro para isso.

Há ainda muitas outras cachoeiras e morros, e você pode fazer e montar seu roteiro da forma que quiser e como te agradar.

Agora vamos para o que interessa…

O que fazer em Aiuruoca?

Vou dividir este post em atrações:

  • Na cidade.
  • Na Natureza: Quatro percursos: Vale dos Garcias, Vale dos Matutos, Parque Estadual das Serra dos Papagaios e demais atrações fora dos circuitos.

1- Atrações na cidade.

Em uma lugar repleto de aventura, ninguém está muito afim de ficar na cidade, não é mesmo?! Mas vale a pena dar uma passadinha e conhecer alguns pontos de Aiuruoca.

Igreja Matriz

A Igreja Nossa Senhora da Conceição foi construída em 1717, e mesmo tendo passado por muitas modificações, ainda mantém as características da época que foi construída.

A pracinha onde está a igreja tem um coreto e é toda charmosa. Ao seu redor há vários restaurantes e é onde a vida da cidade acontece.

Museu Doutor Júlio Sanderson

  • Horários de funcionamento: Terça à sábados e feriados, das 12h00 às 18h00.
  • Entrada: Gratuita.

O museu é bem pequenininho e fica em uma casa construída no início do século XIX, ao lado da praça. Aqui está um vasto acervo de obras de arte, estatuárias, livros raros e documentos importantes que guardam a história e a cultura da cidade.

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Um senhor que cuida do lugar está lá sempre fazendo propaganda do seu livro, sobre uma história policial super interessante da cidade. Vale a pena escutá-lo, e se quiser saber mais comprar seu livro.

Saber mais: Museu Municipal de Aiuruoca

2- Atrações Naturais em Aiuruoca

Podemos dividir os atrativos naturais de Aiuruoca em duas regiões: o Vale dos Garcias e o Vale do Matutu. Há outras atrações turísticas fora deste circuito, porém as principais estão neles.

Percurso 01: Vale dos Garcias.

O inicio deste percurso é uma estrada de terra que está ao lado da rodovia que dá acesso à cidade, sendo este o único trecho asfaltado. A estrada até a chegada da cachoeira do Garcias é bem íngreme, ou você está subindo ou descendo a Serra dos Garcias.

Há trechos bem apertados, onde passar dois carros é bem complicado, por isso, é importante estar sempre em baixa velocidade. Em alta temporada com trânsito deve ser horrível aqui, também com chuva não deve ser nada agradável. Apesar de tudo, chega-se de carro baixo tranquilamente em condições normais.

Lado bom: A paisagem deslumbrante compensa qualquer perrengue.

Cachoeira dos Garcias

  • Horário de funcionamento: Não há.
  • Valor: Gratuita.
  • Distância da cidade: 16 km.

Trilha para cachoeira: São apenas 120 m, mas morro abaixo, ou seja, volta morro acima. A trilha é bem estruturada, com degraus e apoio, porém a volta é um pouco cansativa – sedentários acharão “pesada” (rs).

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Estrutura do local: Antes de descer para cachoeira há um ótimo e belo restaurante (Restaurante dos Garcias), um dos mais chiques da cidade. Vale a pena entrar nem se for para usar o banheiro… rs.

Um pouco antes de chegar você verá placas com indicações de outros restaurantes, que são mais em conta que este. O aconselhado é que passem lá para reservar e depois voltem para almoçar.

Sobre a Cachoeira dos Garcias: A cachoeira é enorme e linda, o cartão postal da cidade. São 30 metros de queda d´água com um poço de 5 m de profundidade, enorme e ótimo para banho, portanto se não souber nadar, nem se arrisque.

Acabei não entrando, pois no dia estava gripado e com um pouco de febre. Uma pena!

Ande bastante por aqui e descubra vários ângulos diferentes. A cachoeira é muito fotogênica.

Dizem que tem como conhecer a parte de cima, eu não sabia e não fui, porém fica a dica pra você.

Prainha

Ainda no local que dá acesso a Cachoeira dos Garcias, ao lado do restaurante, é só seguir as placas para o lado contrário para conhecer a prainha. A trilha também é pequena, tanto que nem cronometrei.

O lugar é bem simpático, tranquilo, águas claras e calmas e uma faixa de areia branquinha, lembrando uma praia. Ideal para crianças e ótima para banho.

Dica: Não fiz, por falta de tempo e conhecimento, mas deixo pra vocês saberem: Se continuarem a trilha pela prainha, você pode chegar nesta outra atração:

Lajeado

O lajeado é um complexo de piscinas naturais formado ao longo dos anos pela erosão das águas nas pedras do rio. É pouco conhecido ainda, e está fora do circuito convencional, mas dizem ser bem interessante.

Agora voltando para o que conheci ainda no Vale dos Garcias.

Poço Joaquim Bernardes

  • Horário de funcionamento: Não há.
  • Valor: Gratuito.

O poço fica na mesma estrada que vai para a Cachoeira dos Garcias. Há uma placa indicando onde você deve entrar e andar por mais 1,8 km (de carro). Ele estará ao lado da pista, irá identificá-lo facilmente.

Estrutura: Há um bar/lanchonete, porém não são todos os dias que funcionam. Quando fui estava fechado e dizem que serve uma boa Truta aqui, prato típico da região.

Quando o bar está aberto cobram consumação mínima de R$ 10,00 para que você possa desfrutar do lugar.

O poço é um lugar bem bonito, rodeado por Araucárias e com uma bela e larga corredeira, ainda há um grande poço para banho. Ótimo também para curtir com família e crianças.

No Vale dos Garcias ainda há atrações que não visitei:

  • Cachoeira do Tziu.
  • Cachoeira da Esperança.

Para quem se interessar, nessa região há produção de ótimos azeites e você pode visitar as fábricas.

Uma famosa e recomendada no Vale dos Garcias é a: Olibi.

Percurso 02: Vale do Matutu.

Distância do centro até casarão: 16,4 km.

Sobre a estrada: A estrada que leva até o Matutu é melhor que a do Vale dos Garcias. É mais plana, tem menos curvas e tem até menos trechos ruins. Super tranquila.

O que fazer Aiuruoca

No caminho para o Matutu há outras trilhas, porém não são sinalizadas, penso que para incentivar a contratação de guias. Se você perguntar em qualquer local, tanto no centro de informações quanto para os moradores, eles irão te explicar como fazer para chegar até estas cachoeiras “escondidas”.

Pelo caminho, antes de chegar no casarão, que é o fim do percurso, temos algumas outras cachoeiras, como:

Cachoeira dos Macacos.

  • Horário de funcionamento: Não há.
  • Valor: Gratuita.

Localizada na beira da estrada próxima ao Camping Panorâmico, porém não está sinalizada, sendo difícil de percebê-la. Eu mesmo passei reto e não achei… rs.

Dizem ser também uma bela cachoeira com piscinas naturais e boa para banho.

Cachoeira Deus Me Livre

  • Horário de funcionamento: Não há.
  • Valor: Gratuita.

Esta cachoeira está em uma fazenda privada, próxima ao pocinho. Não é fácil chegar até ela sem ajuda de um guia, pois não há sinalização e você deve pedir permissão para entrar. São 10 minutos de trilha e aqui você encontrará 3 quedas d’água sequenciais e um bom poço para banho.

Pocinho do Badóglio

  • Horário de funcionamento: Diariamente, sem horário definido.
  • Valor: R$ 10,00

O pocinho fica bem ao lado da estrada e é uma estrutura toda cercada, onde pelo muro, eu consegui observar lá dentro… rs. Não achei nada demais para casais adultos solitários! Há uma piscina de água corrente que forma um poço e só.

É um lugar ótimo para famílias com crianças pequenas e idosos, eu mesmo, não fiquei com vontade de entrar, pelo que vi de fora, mas um momento família aqui deve ser agradável, pois há restaurante e até redes para descansar.

Cachoeira Três Marias.

Esta cachoeira é formada nos paredões do pico do papagaio e possui três quedas d’água. Ela pode ser vista da estrada, no caminho para o casarão. Não há trilha de acesso e não sei falar nem se os guias levam até lá, ou se há poço para banho e vale a pena, mas este ângulo que vi ela da estrada é show, por isso deixo a dica.

Observação: na época da seca, ela pode passar despercebida pelos desavisados. 

Ah… a estrada para o Matutu também é cheia de belas paisagens.

Cachoeira do Batuque

  • Horário de funcionamento: Diariamente, sem horário definidos.
  • Valor: Gratuita

Para acessar está cachoeira, que também está em propriedade particular, recomenda-se que faça com um guia. São 25 minutos de caminhada.

A cachoeira tem 30 metros, é visualmente bela, porém não há poço para banho e está localizada bem no meio da mata.

Vale do Matutu

Agora chagamos no principal ponto do vale e antes de falar das atrações é legal entender um pouco da sua história.

A palavra Matutu, na lingua indígena significa Cabeceira Sagrada.

Este vale é um lugar esplêndido, cheio de belezas naturais e preservado principalmente por seus moradores. Hoje, uma área de proteção ambiental.

No final dos anos 80 a região começou a receber pessoas que vinham de todos os lugares, principalmente de centro urbanos em busca de paz e um novo estilo de vida, por isso, essa área virou naturalmente uma comunidade.

Curiosidade: No início, o líder, fazia parte da comunidade do Santo Daime (rs).

O pessoal do Matutu começou um intenso trabalho de conservação, que é o que mantém o vale preservado até hoje com a Associação de Moradores AMA Matutu e pelo título de APA – Área de Proteção Ambiental. Hoje o Matutu é praticamente autossustentável, com produção de muitos alimentos orgânicos.

E o que podemos visitar aqui? Vamos lá…

Casarão da Associação de Moradores do Matutu

Valor: Não paga para entrar, mas para estacionar. Carros R$ 15,00 e motos, R$ 5,00.

Esse casarão de 1904 é um patrimônio histórico municipal e funciona meio como como um museu do local, informando sobre a história e cultura da região. Lá dentro são vendidos bolos, café, sucos naturais e muitas coisas de roça e com gostinho de comida da vovó, um lugar ótimo para um café da tarde, após a cachoeira.

Ao lado do casarão há dois armazéns, que vendem produtos típicos de Minas, como queijo, goiabada, geleias e etc.. delícias mineiras.

Ao lado do casarão há ainda duas outras estruturas com venda de produtos produzidos aqui.

Após estacionado, daqui do casarão é possível partir para outras trilhas.

Cachoeira das fadas

Trilha: Curta, fácil e na sombra. São apenas 300 m do estacionamento do Matutu.

A queda é pequena, porém o poço é bom para banho. Como o acesso é fácil está sempre cheia, e quando cheia suas águas não estão claras e lindas como nas fotos que vemos na internet.

O melhor horário para fotografá-la é próximo ao meio dia, quando bate sol no poço, pois é cercada de mata e fica quase o tempo todo na sombra, então: água gelada sem sol.

Agora, se quer uma trilha mais longa, você pode conhecer a cachoeira do fundo e a do meio, onde a caminhada também inicia-se no Matutu.

Informações sobre essas trilhas:

  • Trilha para as duas cachoeiras: 6 km.
  • Tempo: 1h 30 min: nível moderado, com passagem por rios e subidas.

Cachoeira do Meio

Como disse, ela está no meio do caminho para a cachoeira do fundo, por isso do nome nada criativo…rs.

Como fui na pressa e estava gripado, acabei não conhecendo. Mas dizem que é bem pequena, com poço pequeno e cercado por mata.

Cachoeira do Fundo

Falam que compensa, que a cachoeira é show. São 120 metros de queda d’água, e você poderá vê-la antes mesmo de chegar, o que aumenta a expectativa. No final, ainda pode se refrescar, pois ela tem um grande poço para banho.

Para quem quer incrementar o roteiro, no Matutu ainda tem outras atrações:

  • Pico da Campina.
  • Morro do Rincão.
  • Mitra do Bispo.
  • Pico dos Nogueiras.
  • Serra Verde.
  • Cachoeira Guanguelo.

E assim terminamos as principais atrações desta região. Agora vamos falar do  passeio que eu mais queria ter feito, mas não deu nem para cogitar nessa rápida passagem por Aiuruoca.

Daqui segui rumo ao litoral do rio, Paraty.

Aiuruoca o que fazer

Percurso 03: Parque Estadual da Serra do Papagaio.

Esse enorme parque de mata atlântica possui 22 mil hectares e abrange área em 5 municípios. Aqui está uma das mais magnificas atrações de aventura da cidade, que para chegar exige, além de preparo físico a contratação de um guia.

Pico do Papagaio

Esse é um dos símbolos da cidade, considerado por muitos a principal atração. Porém conhecê-lo não é para amador, a trilha é considerada pesada. Existem diversas trilhas que levam para os 2.105 metros de altitude, por isso um guia é essencial.

Caminhos:

  • Partindo do Vale dos Garcias: Distância menor, e mesmo assim são 4 horas de caminhada até o pico, porém lá do alto temos uma vista incrível de 360 graus de toda a região. A descida é mais rápida, cerca de 3 horas.
  • Partindo do Vale do Matutu: Outra opção de trilha, porém com distância maior.

Dizem que a vista lá do alto paga qualquer esforço. Aqui você encontra uma visão 360º da região, e pelas fotos que vi no instagram deve ser lindíssimo mesmo.

Para fazer esse tour, recomendo entrar em contato com o centro de informações turísticas da cidade.

Percurso 04: Outras atrações fora dos vales principais.

  • Morro dos Padres: Recomendado para ver pôr do sol.
  • Cachoeira Duas Quedas – Pico Cabeça do Leão: Recomendados também para ver o pôr do sol.

E assim termino minha experiência e minhas dicas sobre esse lugar show de bola no sul de Minas.

E DAÍ, QUANTO FICA A BRINCADEIRA??

Alguns gastos para ajudá-los a se organizarem:

  • Hospedagem: R$ 250,00 / dia – casal.
  • Lanche ao redor da igreja matriz: R$ 15,00
  • Pizza Dona Azeitona: R$ 41,00.
  • Estacionamento Matutu: R$ 15,00.

NÃO POSSO DEIXAR DE PROVAR EM AIURUOCA…

Há várias pizzarias boas na cidade e as mais recomendadas são:

  • Pizzaria Aroma da Serra
  • Pizzaria e Restaurante Dona Azeitona – A que fui, é ótima.

  • Restaurante Dois Irmãos: esquema buffet de comida mineira. Preço justo e qualidade.
  • Armazém Macieira (lanches rápidos).
  • Armazém da Terra: Refeições e lanches, no caminho para o Matutu também vendem produtos da região.
  • Guaraná Mantiqueira.
  • Cervejas Artesanais: Bela Dona – R$ 19,00 – Cerveja artesanal produzida aqui mesmo.

  • Trutas: A truta é muito criada na região, sendo a protagonista dos principais pratos da cidade.

LIÇÕES APRENDIDAS SOBRE AIURUOCA

1- Aplicativo: Aiuruoca turismo – Só para Androide com acesso a mapas e várias informações.

2- Independente da época do ano, leve uma roupa de frio, a cidade é muito alta. Usei agasalho em pleno dezembro, no inverno deve ser congelante.

3- Fui no final do ano, entre natal e ano novo e a cidade é bem parada durante à noite, praticamente nada para fazer. Por isso, ficar em uma pousada aqui, no meio da serra, penso ser a melhor pedida.

4- A maioria das cachoeiras são próximas das estradas e com trilhas curtas.

5- Leve sempre com você água e algo para comer junto, não é em todo lugar que há estrutura e nem é sempre que estão abertos.

6- Algumas empresas da cidade oferecem passeios com pôr do sol em locais com acesso só de 4×4 e dizem ser fantásticos esses tours.

7- A dica para fazer trilhas sem guia é procurar no aplicativo Wickloc se há o trajeto em GPS, baixar e seguir.

8- A operadora que melhor pega aqui é a vivo.

9- Há poucos bancos, sei que há Bradesco, pois foi o que usei. É recomendado levar dinheiro com você.

Aiuruoca - o que fazer

OUTRAS INFORMAÇÕES ÚTEIS DE AIURUOCA.

  • Fuso Horário: Mesmo horário de Brasília.
  • Eletricidade: 110 V.

A VIAGEM CONTINUA…

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