Auschwitz-Birkenau – Polônia

Nem só de belas paisagens e boas memórias são feitas as viagens, e conhecer Auschwitz é um mix de sensações que vão de curiosidade a revolta, de alegria, por ter o privilégio de conhecer a história andando por ela, a indignação e medo, de pensar, do que o ser humano é capaz. Independente disso, a visita vale a pena, como diz no próprio museu, para nos lembrar dos fatos e fazer com que isso NUNCA MAIS SE REPITA.  Um passeio que saímos com a alma pesada e o pensamento nos remoendo por dias.

INFORMAÇÕES: Fotos de maio de 2009 – Informações de maio de 2018.

ROTEIRO PARA: 1 dia.

HOSPEDAGEM: Pernoite em Hostel em Cracóvia – Polônia.

Para conhecer Auschwitz, Cracóvia penso ser o melhor lugar para se hospedar, pois dá para fazer bate e volta e a cidade é cheia de atrações.

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SOBRE A AUSCHWITZ-BIRKENAU

Localizado no sul da Polônia esta área foi administrada durante o Terceiro Reich pelos nazista, e estimasse que só aqui foram assassinadas entre 1,5 a 3 milhões de pessoas, sendo na maioria judeus. Este foi o maior e mais cruel campo de concentração nazista.

Com este número assustador, este enorme campo de extermínio, consistia em uma grande área ao qual fazia parte: Auschwitz I (Stammlager, campo principal e centro administrativo do complexo); Auschwitz II–Birkenau (campo de extermínio), Auschwitz III–Monowitz, e ainda tinham mais 45 campos satélites.

Auschwitz era também o nome alemão dado a Oświęcim, a cidade onde está o campo, já “Birkenau”, cujo a tradução alemã é algo tipo (floresta de bétulas), referia-se originalmente a uma pequena vila polonesa que foi destruída para que o campo pudesse ser construído.

Em 27 de abril de 1940, Heinrich Himmler, o Reichsführer da SS, deu ordens para que a área dos antigos alojamentos da artilharia do exército, no local agora oficialmente nominado Auschwitz, fosse transformada em campos de concentração.

No complexo construído, Auschwitz II–Birkenau foi designado por ele como campo de extermínio e o lugar para a Solução Final dos judeus.

Entre o começo de 1942 e o fim de 1944, trens transportaram judeus de toda a Europa para as câmaras de gás do campo. O primeiro comandante, Rudolf Höss, testemunhou depois da guerra, no Julgamento de Nuremberg, que mais de três milhões de pessoas haviam morrido ali, 2.500.000 gaseificadas e 500.000 de fome e doenças.

Hoje em dia os números mais aceitos são em torno de 1,3 milhão, sendo 90% deles de judeus. Outros deportados para Auschwitz e executados foram 150 mil poloneses, 23 mil ciganos romenos, 15 mil prisioneiros de guerra soviéticos, cerca de 400 Testemunhas de Jeová e dezenas de milhares de pessoas de diversas nacionalidades. Aqueles que não eram executados nas câmaras de gás morriam de fome, doenças infecciosas, trabalhos forçados, execuções individuais ou experiências médicas.

Em 27 de janeiro de 1945 o campo foi libertado pelas tropas soviéticas, dia este que é comemorado mundialmente como o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto.

Hoje o cenário destes horrores virou um museu, que desde então recebeu a visita de mais de 30 milhões de pessoas de todo mundo, que já passaram sob o portão de ferro que tem escrito em seu cimo o infame “Arbeit macht frei” (o trabalho liberta). Vale ressaltar que em 2002, a UNESCO declarou oficialmente as ruínas de Auschwitz-Birkenau como Patrimônio da Humanidade.

Fonte do texto: Wikipédia. 

Como chegar?

A mais ou menos 70 km de Cracóvia, você tem três opções para chegar até Auschwitz. Não vou citar o ônibus aqui, pois quem foi não aconselha, então vou me apegar as duas principais maneiras.

1-) Trem

Valor: 9 Zlóti (R$ 8,86)

Você pode pegar um trem em Cracóvia na estação Krakow Glowny para a cidade Oswieçim. A viagem tem uma duração de 1h40 min, e para chegar antes das 10h00, eu recomendo você deve pegar o trem das 6h40.

Quando chegar na estação de Oswieçim, você pode ir andando até o campo. É só perguntar e seguir as placas, mas para quem não curte uma caminhada curta que seja (1,5 km – meia hora), há ônibus.

Ônibus: Pegar o número 24 ou 25 e descer na primeira estação – Spolem.

2-) Agências

Valor: 37,84 Euros (R$ 159,19).

Para quem quer um pouco mais de conforto, ou esta com o tempo curto e quer correr menos riscos, você pode fechar o passeio de bate e volta de um dia completo com alguma agência de viagem em Cracóvia.

Há várias na cidade, e também você pode comprar seu ingresso on-line e ficar tranqüilo com a TIEQTs.

Consulte o passeio e compre seu ingresso aqui -> TIEQTS.

 Mapa: Deslocamento de Cracóvia até Oswieçim.

Quando ir?

O museu pode ser visitado o ano todo, independente de condições climáticas ou época do ano.

Geralmente é sempre cheio, mesmo fora de temporada.

A alta temporada ocorre no verão europeu, que compreende do final de junho até agosto. Nestes meses as filas para entrar pode levar até uma hora.

Segurança.

A Polônia é um país relativamente seguro e não temos muito com o que nos preocupar. Nem por isso, temos que deixar de tomar os cuidados de sempre, que nós brasileiros temos e já estamos acostumado.

Lembrando que na Europa o seguro viagem é obrigatório, por menor que seja a possibilidade de algo acontecer, você tem que ter.

Do mais divirta-se.

Falando em segurança: Você já tem seguro viagem? Não?

Viajar sem é loucura, portanto nunca faça isso!

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ROTEIRO

Como cheguei em Cracóvia…

Sempre me interessei pela segunda guerra mundial, e não queria voltar para o Brasil na minha primeira viagem pela Europa sem conhecer um campo de concentração.

Existem alguns próximos a Berlim, onde eu estava no momento, mas eu queria mesmo era conhecer o mais famoso de todos, pois já tinha visto documentários e lido muito sobre, e a curiosidade era grande. Foi então que resolvi ir conhecer Auschwitz, na Polônia.

Pesquisei na internet e vi que para visitá-lo precisava ir até Cracóvia, que esta aproximadamente 593 km de capital alemã. É possível ir para Cracóvia de: avião, carro, trem ou ônibus, eu optei pela última, a mais barata… rs.

Decidido o fim de semana que eu viajaria, fui até a rodoviária de Berlim e comprei minha passagem, por cerca de 20 euros.

Viajei a noite em uma sexta feira, e a saída de Berlim foi na ZOB (Zentraler OmnibusBahnhof), rodoviária próxima a torre de rádio, não me lembro por qual empresa fui, mas para quem um dia fará o mesmo trajeto sei que existem:

  • DB (Deutsche Bahn),
  • Polskibus – Possui tickets na plataforma on line da empresa (berlin hbf-krakow glowny),
  • BusRadar, também com plataforma on-line.

A viagem de Berlim a Cracóvia…

A viagem foi bem cansativa, e pra ajudar viajei a cerca de 10 horas no último banco, nada confortável, parecia ônibus do interior do Brasil, parou onde a vaca abanou o rabo… rs.

O Ônibus foi daqueles que tem 5 bancos no final do corredor, no fundo, e não tinha como deitar o assento. Assim, eu fui espremido com outros quatro passageiros, sem a possibilidade de reclinar o banco para dormir até lá… rs.

A maioria dos passageiros eram poloneses que trabalhavam na Alemanha e estavam indo visitar a família. Em relação a eles a viagem foi super tranquila, logo perceberam que eu era “gringo”, mas poucos falavam inglês, o que limitou nossa conversa. Por sorte um dos caras do meu lado, um homem de uns 30 e poucos anos, arranhava um inglês e falava alemão (eu na época estava fazendo um curso e falava um pouco), dai fomos misturando os dois idiomas e conseguimos manter um diálogo. Então fui fazendo minhas primeiras descobertas.

Acredita que na minha santa ignorância eu achava que era euro que valia na Polônia?

Ele me alertou que teria que trocar o dinheiro quando chegasse, e isso nem passava pela minha cabeça… rs.

A única coisa que eu sabia era que eu iria de trem para Auschwitz… acho que foi neste dia que peguei o gosto de fazer viagens independentes.

Este cara foi a minha salvação. Já dentro do ônibus ele disse que iria me ajudar quando eu chegasse. Eu como todo brasileiro desconfiado já pensei: “Esse cara vai me assaltar”, mas eu não tive escolha, pois ele era a única pessoa que eu conseguia me comunicar, e sabia o que eu tinha que fazer.

Quando chegamos em Cracóvia, logo de manhã, este Polonês gente boa, me levou em um lugar para trocar meus euros, e eu ainda desconfiado… rs rs, depois ele me levou onde eu deveria pegar o trem… e eu ainda desconfiado… pensei até em despistá-lo.

Chegando na estação, ele esperou comigo, e me colocou dentro do trem, e ainda explicou ao maquinista que eu queria ir a Auschwitz, que era para me avisar a hora de descer, por que eu nem conseguia pronunciar o nome da cidade que eu tinha que parar: Oswieçim (nome polonês da cidade onde fica o campo e que continua sem saber falar… rs).

Dá pra acreditar que tem gente boa assim no mundo?,

Esse é um dos motivos que sempre retribuo quando vejo os gringos perdidos aqui no Brasil. Este dia foi a primeira experiência positiva que tive com poloneses, povo que eu adoro e quero que sempre cruze meu caminho.

Despedi e agradeci muito este cara e então sentadinho no meu lugar segui viagem.

Durante a viagem escutei o som do inglês vindo de um banco da frente, e fui lá conversar. Eram duas canadenses que estavam indo fazer a mesma coisa que eu, e não sabiam a hora de descer, dai resolvi o problema, pois disse a elas que eu seria avisado, assim já achei companhia para ficar perdido o dia todo… rs.

Chegando em Oswieçim, conversamos com algumas pessoas e pegamos um ônibus (circular mesmo). Que nos deixou na porta do Museu. Pegamos a fila, compramos nossos ingressos, e fomos assistir o vídeo, em inglês, sobre a história horrível deste lugar.

Vídeo assistido hora de conhecer, o campo de concentração.

Foto: Sala da recepção, de onde entramos e temos acesso ao museu.

Auschwitz

Horário de funcionamento: Diariamente, exceto primeiro de janeiro e 25 de dezembro.

Os horários de fechamento são diferentes no decorrer do ano, mas o museu esta sempre aberto a partir das 7h30min. Consulte o site oficial para entender melhor.

Valor: 40 PL (R$ 39,36).

OBS: Poucos sabem, mas quem chega antes das 10 horas da manhã ou depois das 15 horas, a entrada é gratuita, pois são horários não guiados. Entre 10h00 e 15h00, é obrigatória a entrada com guia. Mesmo gratuito, tem que pegar o ingresso na bilheteria.

No verão, alta temporada passeio guiado é obrigatório, para não tumultuar o museu.

Um pouco sobre Auschwitz…

Podemos dizer que Auschwitz foi a verdadeira fábrica de morte nazista, aqui somos testemunha do quão cruel pode ser a mente humana, se podemos chamar estas mentes que pensaram isso de “humana”.

Mesmo sendo algo tão cruel e uma página vergonhosa da história de humanidade, mantê-lo e torná-lo acessível ao público é algo necessário para nos fazer lembrar e assim conscientizar pessoas, para evitarmos que algo parecido se repita.

Foto: Logo que entramos damos de cara com o mapa do museu.

Foto: A parte de trás do campo.

Após adentrarmos ao campo, e já entendermos um pouco do que aconteceu ali a sensação estranha de curiosidade com tristeza nos toma conta, e isso ainda se mistura com emoção quando vemos o famoso portão símbolo do campo, algo que vemos em vários livros de história.

Foto: No portão a famosa frase em alemão: “Arbeit Macht Frei” (o trabalho liberta). Esta frase estava presente em todos os campos de concentração, que disfarçavam para muitos seu principal objetivo, que era aniquilar os judeus, passando por um campo de trabalho.

Após o portão era onde ficavam os músicos, também prisioneiros, e que todos os dias tocavam durante a contagem dos presos, no inicio e fim dos trabalhos. Isso era um privilégio, pois integrantes da banda tinha mais comida, e demoravam mais para serem mortos.

Foto: Um retrato de um artista sobrevivente do campo mostrando a ida e vinda do trabalho.

Passando o portão, já temos acesso aos blocos e agora é se organizar para conhecê-los. Como estava sozinho fiquei até um pouco perdido, pois são tantos, e há tanta coisa, que um dia parece até ser pouco.

Foto: Aqui já começamos a perceber cenários que tanto vemos em livros e documentários.

Auschwitz era um campo basicamente reservado aos homens e havia somente um bloco de mulheres, que eram as prisioneiras prostitutas. A maioria eram alemãs, e estavam lá pois Hitler odiava prostitutas e as consideravam perigosas, pois podiam espalhar doenças aos alemães de bem, assim dizia.

As provas são irrefutáveis, mesmo assim, uma hora ou outra parece um louco e diz que o holocausto nunca existiu.

Vai entender?

Nos demais blocos, ainda estão várias provas deste absurdo e crueldade, há neles separados por vidros pilhas de vários pertences das pessoas que ali chegavam ou eram enviadas para câmaras de gás, como: sapatos, óculos, kits de barbear etc… são montanhas enormes deste objetos.

O mais chocante é ver a montanha de cabelo, pois quando entravam no campo, todos tinham suas cabeças raspadas. Os cabelos das mulheres ainda eram usados na produção têxtil, para fazer roupas, tapetes etc… e há produtos expostos no museu.

Minha tristeza foi que não pude registrar nada disso, pois fotos são proibidas, e há muitos vigias.

Foto: Placas por todos os lados lembrando do risco de morte.

Curiosidades sobre as maldades:

Cadastramento: Em um dos blocos é relatados como eram feitos os registros das pessoas. Quando chegavam todos além de ganharem o uniforme de presidiário, eram cadastrados, ganhavam uma tatuagem com seu número, e assim eram tratados.

Há várias fotos, e um bloco todo mostrando como eram feitos estes registros. Todas as fotos tinham data de entrada e “saída”, e alguns dava pra ver que não duravam nem um mês no campo.

Comida: Todos os dias, os prisioneiros recebiam somente pão e sopa. Imagina a fome que passavam? Famintos, era natural que logo começassem a roubar alimentos entre si.

Higiene: Necessidades fisiológicas eram feitas em baldes ou em banheiros coletivos sem higiene nenhuma.

Quase não tomavam banho, pois além de ser uma região fria, e com invernos rigorosíssimos, a água era super gelada. Não havia privacidade e muito menos sabão.

Foto: Banheiro para necessidades fisiológicas.

Foto: Banheiro para banhos.

Câmara de gás: É possível entrar e conhecer a câmara de gás, onde eram assassinados em massas os “prisioneiros” do campo.

Pasmem!! Estima-se que no mínimo 8 mil pessoas eram assassinadas por dia aqui.

Os judeus entravam nas câmaras achando que iam tomar um banho, para se livras de piolhos, ou higienizar mesmo, mas lá dentro, eram jogados do teto pelo chuveiros um gás em forma de cristal chamado Zyklon B. O gás os matavam asfixiados.

Logo, perceberam que quem ali entrava, não saia mais.

Para provar tudo isso, ficam expostas as embalagens vazias do material que era usado para criar o gás.

A câmara de gás ficava mais ao fundo do campo, próximo de onde viviam as esposas dos sargentos da S.S de alta patente em todo luxo e conforto possível.

Lembrando que esta era a câmara pequena, e que bem ao seu lado, estavam os crematórios, pois tinham que sumir com os corpos, não é mesmo?

Foto: A pequena câmara de gás de Auschwitz, a maior em Birkenau foi demolida pelos nazistas na tentativa de apagar provas.

Quando os crematórios não davam conta da demanda, os próprios judeus tinham que levar seus companheiros para uma área externa para serem queimados ao ar livre.

Nesta estatística de 8 mil pessoas, não estavam só quem morria a câmara de gás. Com toda esta falta de higiene, era comum doenças. Haviam também fuzilamentos por mal comportamento, e até mesmo enforcamento com exposição dos corpos, para inibir os revoltados.

Foto: Crematório dos assassinados. Dá para crer?

Eram comum também suicídios nas cercas elétricas e também serem mortos simplesmente por prazer pelos nazistas, como alvo de tiros.

Foto: O campo era todo cercado por cercas elétricas.

Bloco 10: Experimentos – O mais chocante dos horrores nazista.

Sem sombra de dúvida este foi o mais cruel dos blocos. Foi aqui, que o demoníaco (não consigo pensar em outro adjetivo), Mengele, fazia suas experiências cruéis em homens, mulheres e até crianças, preferencialmente elas e idosos na verdade, pois não estavam aptos ao trabalho.

Mengele, ou anjo da morte, como ficou conhecido, amava gêmeos, pois pessoas com o mesmo material genético, estatisticamente eram perfeitos para seus testes. A cada “carga” humana que chegava ao campo, ele corria para fila recrutando e separando os gêmeos, que mal sabiam o que esperavam.

Este bloco foi o mais chocante, ver as fotos de experimentos e os documentos, assim como a sala de Mengele do jeito que ele a deixou, até com o casaco pendurado, foi demais, no sentido triste.

Não tem como não sentir mal vendo a foto de crianças queimadas, com tintas enfiadas nos olhos, pessoas congeladas, e amputações e transplantes de membros (como pernas e braços), tudo feito sem anestesia.

As paredes das solitários ou das salas onde as vitimas de experimentos ficavam tem marcas de unhas nas paredes, não consigo imaginar a dor que estas pessoas passaram.

Fico feliz com uma coisa, hoje Mengele é material didático e esta sendo muuuito útil na USP, isso mesmo aqui no Brasil. Quem não sabe este mostro se refugiou na América do Sul e morreu numa praia do litoral paulista. Ninguém veio buscar seu corpo, que foi doado a universidade e hoje seu crânio é material didático para alunos da área da saúde.

Pelo menos serve para algo agora não é mesmo?? Li na superinteressante…rs.

Do lado de fora da sala de experimento esta o paredão de fuzilamento, com muitas flores em homenagem aos aqui assassinados que o público sempre trás.

Foto: Paredão de fuzilamento.

Você já deve estar mal só de ler isso, não é mesmo? Agora imagine estar neste cenário e ver fotos, ler relatos e pensar que você esta exatamente onde aconteceu tudo isso?

Foto: As torres de comando, onde vigiavam os prisioneiros.

Na verdade, parte onde tudo isso aconteceu, pois não acabou. Após horas de Auschwitz, mesmo psicologicamente cansado, ainda tinha Birkenau para conhecer.

Como chegar a Birkenau?

Para chegar a segunda parte do campo, temos que pegar um ônibus em frente ao Museu de Auschwitz. O ônibus é gratuito, tem a todo momento e são apenas 5 minutinhos de distância.

Birkenau

Entrada: Gratuita.

Distância de Asuchwitz: 3 km.

Foto: Entrada de Birkenau.

Um pouco sobre Birkenau…

Esta área foi construída quando Auschwitz não comportava mais pessoas, que não paravam de chegar aos milhares de toda parte da Europa. Estimasse que aqui viviam em média 22 mil, sendo na maioria mulheres e crianças.

Birkenau também tem cenários muito simbólico, fazendo parte de muitos livros de historia. Era aqui que chegavam os trens lotados de judeus, ou seja, era a porta de entrada para o pior episódio da vida destas pessoas.

Já na chegada, os médicos do campo escolhiam quem iria viver por mais um tempo, e quem já iria direto para a câmara de gás. Era aqui também que corria Mengele para procurar seus gêmeos. Gente, era uma matança em massa mesmo. Enquanto uns morriam e eram queimados em câmaras de gás, outras pessoas esperavam a sua vez, sem nem imaginar o que estava acontecendo. Pensem?

Foto: Você pode entrar na torre e subir, assim tem uma vista do campo do alto.

O museu mantém um vagão de trem para podermos vivenciar melhor aquilo de alguma foram.

Nos vagões não haviam janelas, banheiro, bancos, nada… eram vagões para transporte de alimento. Na prática estes vagões comportariam 64 pessoas, mas eram colocadas até mais de 100. Era normal algumas pessoas morrerem durante a viagem, principalmente as longas, como as vinda da Itália, Holanda, por exemplo.

Birkenau era três ou quatro vezes maior que o campo dos homens. Mulheres no geral, duravam menos e eram menos “úteis” para os trabalhos braçais.

A plataforma de onde chegava o trem, dividia este campo em dois. A direita ficavam as mulheres em condições de trabalho, e a esquerda estava a câmara de gás, a cozinha e os dormitórios das mais frágeis, que aguardavam seu dia de ir para a morte, enquanto os crematórios funcionavam a todo vapor.

Foto: Linha de trem separando o campo visto do alto da torre.

Esta câmara de gás, que era a maior, estava a um pouco mais de 300 metros da linha do trem, ou seja, muitas pessoas chegavam e já iam direto para lá, achando que era um banho mesmo. Priorizando claro, mulheres, idosos e crianças incapazes de se virar sozinhas.

Ao final da guerra, quando os campos de concentração estavam prestes a serem tomados, os alemães correram para destruir todas as provas deste crime cruel, só que as provas eram muitas, portanto foi impossível, mas mesmo assim deram fim algumas câmaras e documentos.

Foto: Ruínas da tentativa de apagarem esta vergonha.

Foto: Um monumento em homenagem aos homens, mulheres e crianças que foram vítimas do genocídio nazista. Que aqui suas cinzas e talvez suas almas descansem em paz.

Aqui podemos entra nos dormitórios e ver que realmente eram tratados como animais. É um lugar pesado, tem dizeres escritos nas paredes, marcas e não paramos de pensar em quanto sofrimento se passou por aqui.

Foto: Mais uma vista geral do campo.

Foto: Aqui contam a história de quando as pessoas chegavam e tinham que se despir e a cabeça raspadas. Há um mural gigantesco com várias fotos que foram achadas nos pertences dos “prisioneiros”. Olhar para aqueles rostos e fotos de família felizes e pensar no que passaram, mexe muito com a gente.

Foto: O interior de um dormitório.

Nenhuma foto, documentário ou livro que li, me fez sentir tanto como andar por este cenário. Foi sem sombra de dúvidas um dos tours que sai mais reflexivo sobre a vida. Algo que me doeu na alma, e me fez por dias ficar “pesado”, com a mente em imagens que gravaram para sempre na minha memória. Algo inexplicável, uma experiência dolorosa psicologimente falando, mas necessária ao mesmo tempo.

Foto: Memorial no fim de Birkenau.

Foto: Esta frase esta escrita no memorial em várias linguas, e de modo geral, ela diz que aqui neste lugar, onde foram assassinados milhares de homens, mulheres e crianças de maioria judeu, sirva de alerta para humanidade, para que nunca mais se repita.

E DAÍ, QUANTO FICOU A BRINCADEIRA??

Orçamento para este passeio: R$ 216,26.

  • Trem até Oswieçim e volta para Cracovia:  18 PLN (R$ 17,71).
  • Entrada Museu: 40 PLN ( R$ 39,36 ).
  • Tour TIEQTS – 37,84 euros  ( R$ 159,19 ).

 LIÇÕES APRENDIDAS.

1- Sobre a volta de trem:  Aconselho fazer como eu fiz e comprar o bilhete de volta na hora, para não ficar preso a horário. Os bilhetes podem ser pagos dentro do próprio trem.

2- Fiz por conta própria o passeio e o que mais aprendi, foi estudando depois de ter conhecido Asuchwitz, pois pouco li e ouvi de guias. Por isso penso que um lugar tão cheio de histórias como esse, merece ser explorado com guia e agência.

3- Li em relatos que ir de ônibus a partir de Cracóvia é bem precário e demorado, com atrasos ainda.

4- Grupos de pacotes entram direto com seus guias, sem passar pela fila de espera.

5- A fila de espera é sempre grande e no verão pode te custar uma hora em pé.

6- Os tour são em inglês e espanhol, português infelizmente nunca tem, mas o livro guia há no nosso idioma e recomendo comprar, além de mapa do museu tem a história de todos os blocos.

7- Recomendamos fazerem o campo I primeiro, pois os museus nos dão informações de fatos que podem ser observadas posteriormente no campo Birkenau.

8- Quer saber mais: Leia o livro “É isso um homem?” De Primo Levi, um sobrevivente que narra a rotina de Auschwitz, li após a visita, e é excelente .

9- Não é permitido tirar fotos dentro dos blocos – Acho importante respeitar, por maior que seja a vontade.

10- Visita com guia dura até 3 horas e meia, os dois campos. Eu fiquei o dia todo e não consegui ver tudo.

11- Se você estiver com bolsa grande ou mochila, tem que pagar uma pequena taxa (em dinheiro) para guardá-la no campo I. O campo Birkenau é liberado para entrada com tais objetos.

OUTRAS INFORMAÇÕES ÚTEIS.

Fuso Horário: +4h (horário de Brasília).

Língua

A língua oficial do país é o polonês, e não dá para entender nada…rs – nem escrito e nem falado. Por sorte o Inglês é falado principalmente pelos mais jovens, o que facilita a comunicação.

Moeda

Apesar de estar na Europa, a moeda oficial do país não é o Euro, como muitos pensam e sim o Zloty.

Cotação atual: Clique aqui.

Vistos e Vacinas

Boa pra nós!

Não é necessário visto para brasileiros com permanência menor que 90 dias, assim como não é solicitada nenhuma vacina para entrar no país.

Mais informações no site do consulado: AQUI

Voltagem: 220 V.

A VIAGEM CONTINUA…

Que tal conhecer Varsóvia? A capital da polônia é o Máximo.

Roteiro: Varsóvia. 

RESUMÃO QUERO MOCHILAR EM PDF: Resumão_QM_Auschwitz

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  1. Paula diz:

    Ótimo relato. Imagino o quanto impactante é conhecer esse lugar e pensar que nós seres humanos fomos um dia capaz de tantas atrocidades.

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