Parque Nacional Torres del Paine

Torres del Paine foi o motivo de eu escolher a Patagônia como meu destino de 2018, e minhas expectativas foram superadas em todos os sentidos. Que lugar! Um parque bem estruturado, organizado e tão lindo, mas tão lindo, que a sensação que temos é de estar caminhando nas telas de descanso do windowns, mas agora, deixe eu parar por aqui e deixar as imagens falarem por mim…

INFORMAÇÕES DE: Novembro de 2018.

ROTEIRO PARA:  3  dias.

TIPO DE VIAGEM:  Mochilão de Férias Patagônia e Terra do Fogo – Parte VII.

HOSPEDAGEM:   – $  172 USD – duas noites – R$  335,40 / dia.

Este valor é referente a duas noites em barraca de casal (já montada) com saco de dormir. Esta é uma das alternativas mais cômodas, porém cara, mas se este é o preço da barraca, imagina o dos quartos de hotéis e refúgios que há por lá? rs…

Como se hospedar no Parque Nacional Torres del Paine?

Primeiro, qualquer alternativa é super caro ! Porém, você pode escolher três opções: Campings, refúgios/cabanas e hotéis.

1. Camping: Você pode alugar a barraca já montada com saco de dormir como eu fiz, assim,  não precisará carregar nada e nem comprar equipamentos. Você pode também carregar sua própria barraca e alugar somente a área de camping, o que sai bem mais em conta, e até mesmo optar por uma área de acampar gratuita no seu trajeto.

Em relação aos valores:

  • Diária barraca completa + saco de dormir:
  • $ 86 USD – R$ 335,40 – alta temporada / $ 65 USD (R$ 253,50) média temporada.
  • Diária – área de camping (levando sua barraca): $ 20 USD/ dia (R$78,00).
Foto: Barraca já montada da Fantastico Sur – Onde eu fiquei na minha primeira noite.

Em relação aos campings é importante observar:

  • Há 3 gratuitos no parque, administrados pelo CONAF: Passo, Italiano e Torres Camp Site – Recomendo só pesquisar a estrutura gratuita que há em cada um destes. Para reservar o seu acesse o:  www.parquetorresdelpaine.cl.
  • Só pode acampar em áreas pré definidas pelo parque.
  • A maior parte está em área com uma boa estrutura com mercadinhos (Claro, tudo caro), onde vendem itens de urgência e alimentos para você preparar.
  • Há alguns banheiros com água quente a disposição, mas não em todos os campings.
  • Há espaços para você cozinhar, porém talheres e utensílios você tem que levar.
  • Ao fazer as reservas aparecerão as opções simples e full board. Essa última é para incluir: café da manhã, almoço e jantar. 

2.Refúgios e cabanas: São acomodações mais confortáveis, com camas e lençóis e que se aproximam de hostel, havendo quartos compartilhados com beliche, energia elétrica, restaurante e aquecimento interno. Normalmente são localizados ao lados dos campings.

  • Diária alta temporada: $ 160 USD (R$ 624,00).
  • Diário média temporada: $ 130 USD (R$ 390,00).

3.Hotéis: Há hotéis no interior ou ao redor do parque. Os hotéis do interior do parque são:

Como geralmente são bem confortáveis, os valores são beeem altos.

Como reservar e saber mais?

Para saber mais sobre os preços de hospedagem, equipamentos, alimentações e fazer sua reserva, entenda como é administrado o camping ou refúgio do seu interesse, entre nos atalhos e saiba mais.

Os responsáveis pelas administração são:

 CONAF – Gratuito.

Camping Italiano, Torres Camp Site e Camping Passo.

Fantástico Sur – Pago.

Camping Serón, Los Cuernos (Cabañas/Refúgios/camping), El Chileno (Refúgio e Camping) e Central (Refugio Torre Central, Refugio Torre Norte e Camping Torres)

Vértice – Pago.

Paine Grande (Refúgio e Camping), Grey (Refúgio e Camping), Dickson (Refúgio e camping) e camping Los Perros.

Foto: Localização dos campings e refúgios.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTE SOBRE HOSPEDAGEM

  • RESERVAR BARRACAS E REFÚGIOS COM PELO MENOS 3 MESES DE ANTECEDÊNCIA – FATO!!!
  • AO FAZER SUAS RESERVAS VOCÊ PODE ACRESCENTAR REFEIÇÕES COMO: CAFÉ DA MANHÃ E JANTAR, CLARO A VALORES ALTÍSSIMOS.

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SOBRE O PARQUE NACIONAL TORRES DEL PAINE

Localizado na Região de Magalhães ao sul da Patagônia chilena, o Parque Nacional Torres del Paine é o mais famoso e impressionante do país, e muito procurado por aventureiros que curtem natureza, trekking e belas paisagens e se engana quem pensa que para conhecê-lo, só se for no estilo mochileiro.

Fundado como parque no final da década de 1950, foi declarado Reserva da Biosfera pela UNESCO em 1978. O parque possui uma área de aproximadamente 242.000 hectares, na qual se encontra a cadeia montanhosa Del Paine, com as mundialmente famosas Torres e os não menos conhecidos Cuernos del Paine.

Entre as atrações deste belo parque estão belos lagos, rios, cascatas e glaciares, em perfeita harmonia, criando paisagens de tirar o fôlego.

Não conheci quase nada do mundo, mas me arrisco a falar que este é um dos lugares mais belos, e sem dúvida está no meu Top 3.

Como chegar ao Parque Nacional Torres del Paine?

Antes de falar em como chegar ao Parque, vamos conhecer os aeroportos mais próximos a Puerto Natales, a principal cidade nas proximidades, dita porta de entrada das Torres del Paine.

1- Aeroporto de Puerto Natales.

Sim, em Puerto Natales há aeroporto, porém só funciona em dias específicos da alta temporada e as passagens são bem caras. As empresas que operam este trecho do lado chileno são: Latam e Sky Airlines.

Já se seu vôo vier de Buenos Aires, provavelmente quem passará por aqui é a Aerolíneas Argentinas/Austral.

2- Aeroporto de Punta Arena – Carlos Ibáñez del Campo.

O aeroporto de maior fluxo mais próximo fica em Punta Arena, a 250 km, de onde partem ônibus regulares para a cidade. Principalmente das empresas:

Estas são as empresas mais conhecidas e indicadas, e os valores médio que encontrei na data foram:

  • Passagem ônibus: $ 8.000 CLP (R$ 50,00).
  • Duração: 3 horas.
  • Gasto Extra: Táxi até rodoviária: $ 1.500 CLP (R$ 9,38) .

3- Aeroporto: El Calafate – Argentina.

Um pouco mais distante, está o aeroporto de El Calafate, de onde também optam por chegar grande parte dos turistas que passam por esta região. Porém esta viagem pode durar até 6 horas, devido a passagem pelas aduanas da Argentina e Chile.

Se você estiver vindo do lado argentino da Patagônia, as empresas de ônibus mais comuns são:

Os valores médios da passagem são:

  • Passagem ônibus: $ 600 ARS – R$ 70,59.
  • Duração: 5 a 6 horas.

Esta foi a maneira que cheguei a Puerto Natales, para então ir ao parque.

Como chegar de Puerto Natales ao Parque Torres del Paine?

O Parque fica a cerca de 77 km de Puerto Natales, o que dá 1 hora e meia de viagem.

Foto: Vá na janela e admire os Guanacos – são vários e a sua viagem é quase um safári quando se está chegando no parque.

Você pode chegar ao parque Torres del Paine das seguintes formas:

1- Agências de viagem em Puerto Natales

As agências vendem pacotes de todos os tipos: Circuito W, Circuito O e os ditos Full Days, passeios que partem de Puerto Natales e fazem bate e volta ao parque.

Em relação aos Full Days, praticamente todas agências da cidade oferecem este passeio por preços na faixa de $ 35.000 (R$ 218,75). Tour inicia às 8h00 e retorna às 17h00.

Penso ser muito cansativo e não recomendo, a não ser que realmente não goste de trilha ou não tenha muito tempo na região.

OBSERVAÇÃO: Há full days partindo de El Calafate também, porém são um pouco mais caros, e por ter que passar pela fronteira dos países na ida e na volta, passará a maior parte do tempo em um ônibus. Não recomendo.

2- Carro alugado

Esta opção pode sair bem barato se estiver em grupo de amigos e também ser muito prático. Somente no inverno não é recomendado. Quem optar por ir e entrar no parque, vale ressaltar que há estacionamentos:

  • No refúgio central, onde você pode deixar o carro e fazer a principal trilha até o Mirante das Torre.
  • Em Pudeto, onde você pode pegar o Catamarã (barco), ir até Refúgio Paine Grande e caminhar ate o Glacial Grey ou Mirante britânico.

Parando nestes estacionamentos você pode chegar aos três pontos principais do circuito W.

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Aproveite e reserve seu carro nos atalhos do blog!

Outra vantagem do carro é poder percorrer todo o entorno do parque, que é cheio de atrações como lagos, mirantes e até cachoeiras. Uma dica para ser programar é observar o que incluem no Full Day e seguir.

3. Ônibus

Uma das maneiras mais baratas, principalmente se esta sozinho, é  ir até o Parque Torres El Paine de ônibus.

São vários os horários e saídas de Puerto Natales, partindo do terminal rodoviário. Estes horários podem variar na alta e baixa temporada, porém normalmente de outubro a abril, períodos de maior movimento há partidas às 7h00, 7h30, 11h30 e 14h30. 

  • Valor: $ 8.000 CLP – (R$43,00).

OBS: Vale comprar ida e volta, que sai por R$ $ 15.000 CLP (R$ 93,75).

  • Duração da viagem: 1h30 – 2h.

Ao escolher a passagem, é importante decidir o local de descida e volta para Puerto Natales. Neste caso, o importante é saber que há três entradas e as paradas do ônibus seguem na ordem:

1- Portaria Laguna Amarga: Descida para quem vai fazer a trilha principal, a do Mirante das Torres. Daqui ainda tem que pegar mais outro micro-ônibus, ou caminhar 7 km ( foi nessa que cheguei).

2- Guardería Pudento: Deste ponto você pega o Catamarã (barco) e chega no refúgio Paine Grande, ponto de partida para o Glacial Grey e Mirador Britânico – Trilhas para os outros dois auges do circuito W ( essa foi pela qual sai do parque).

3- Portaria Lago Sarmiento: Um pouco mais externa ao parque, fora das rotas do circuito W e O.

Empresas de ônibus que vão até Torres del Paine: Bus Sur, Buses JB, Buses Gómez, Buses María José, Bues Juan Ojeda

Quando ir ao Parque Nacional Torres del Paine?

Em um lugar tão inóspito, observar a estação do ano é essencial para que você cumpra seu objetivo ao conhecer este belo parque, mas nem esse cuidado todo no planejamento garante dias de bons tempo, apenas diminui as chances de intempéries, pois o clima nesta região é muito instável e muda constantemente. Importante ressaltar que aqui também venta muito, e forte.

O Parque Nacional pode ser visitado o ano todo, porém a primeira coisa a se pensar ao escolher ir para Torres del Paine é a estação do ano, com suas vantagens e desvantagens.

Ahh Importante: As estações do ano no Chile, correspondem às brasileiras.

Vamos falar sobre cada uma delas…

Primavera: 21 de setembro – 20 de dezembro.

No começo da estação ainda é bem frio, com máximas de 5 graus. Ao longo dos meses a temperatura começa a subir, chegando próximo aos 16 graus no final da estação.

Em relação a paisagem, neste período o parque está bem verdinho, florido e cheio de vida.

Temporada: Esta época é considerado baixa temporada, sendo assim, os preços de tudo: passagem aéreas, hotéis etc… são melhores.

Verão: 21 de dezembro – 20 de março.

Claro, este é o período mais quente, com temperaturas médias entre 13 e 20 graus, podendo ser maiores. A maior vantagem desta estação são os dias longos, o que ajuda muito quem vai ao parque para fazer trilhas – escurece em torno das 22h00. Porém é nesta época que acontece as piores rajadas de ventos, coisa comum por aqui.

Temporada: O verão, como em todo lugar é a alta temporada, época ideal para trilhas e acampar, porém os preços sobem estratosfericamente e tudo lota, sendo necessários fazer reservas com muita antecedência (3 meses).

Outono: 21 de março – 20 de junho.

No início da estação as temperaturas são mais “amenas”, sendo um ótimo período para visitas. Porém, não é muito bom para trilhas nas montanhas, principalmente se deseja acampar, pois chove constantemente.

O recompensante é que dizem que a paisagem assume belos tons avermelhados, ficando incríveis nas fotos – ótima época para quem vai só conhecer o parque sem as trilhas “punk”.

Nesta época do ano os preços já estão menores, e sua viagem pode sair mais em conta. 

Inverno: 21 de junho – 20 de setembro.

Esta é a estação menos indicada, sendo que até muitos dos hotéis chegam a fechar, diminuindo a oferta.

As trilhas podem ser fechadas e até deslocamentos com carros se tornam perigosos e exigem acessórios, pois é extremamente frio e neva, se tornado o passeio perigoso. Outra desvantagem é que os dias são curtos, fica noite próximo às 16h00.

Em resumo: O recomendado é ir no final da primavera ao começo do outono, quando as temperaturas são mais agradáveis e os preços menores.

Recomendo ler para planejar sua viagem: Como planejar uma viagem para patagônia?

Segurança ao visitar Parque Nacional Torres del Paine.

Como toda área em parques naturais, aqui não é diferente e devemos tomar alguns cuidados.

A primeira recomendação é a de sempre: PRESTAR MUITA ATENÇÃO NAS ORIENTAÇÕES E SEGUIR TODAS.

Principais cuidados que devemos ter…

1- Risco de queda: Vários trechos são em pedras com muita areia e escorregadio, portanto um calçado adequado é essencial.


Recomendo> Botas Ecosafety – Ótimo custo benefício (Botas na faixa de R$ 100,00 a R$ 150,00) – Com cupom: queromochilar tem um super desconto.

2- Roupa: O clima aqui muda bruscamente, sendo muito importante estar sempre com roupas impermeáveis para qualquer eventualidade. Esteja também sempre agasalhado.

3- Bosques: Por causa dos ventos tenham muito cuidado ao andar por dentro dos bosques, pode ocorrer queda de galho, esteja sempre atento.

Foto: Bosques no caminho do Mirante das Torres.

4- Vento: Os ventos aqui podem chegar até a 120 quilômetros por hora, e além deste desconforto, ainda faz a sensação térmica cair bastante. Também tornam as trilhas mais perigosas, há relatos de ventos que chegam a derrubar pessoas no chão.

Dica:

  • Antes da sua trilha ou nos dias próximos, use o site : Windguru, que além do clima, tem informações sobre a velocidade dos ventos.
  • Aos motoristas: é aconselhado pararem o veículo quando o vento é forte.

5- Água: A água do parque é potável e DELICIOSA, porém evite pegá-la em locais próximos a área de camping ou em lugares que ela não seja corrente.

Foto: Água geladinha, grátis e mineral!

 Falando em segurança: Você já tem seguro viagem? Não? 
Viajar sem é loucura, portanto nunca faça isso!

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ROTEIRO PARA CONHECER TORRES DEL PAINE

Dia 9, 10 e 11 –26 a 28/11/2018 – O circuito W que virou um L.

Então havia chegado o grande dia.

Todo animado, acordei cedo no meu hostel em Puerto Natales. Na noite anterior eu havia reservado meu café da manhã para às 6h15, assim, eu teria tempo de ir caminhando até a rodoviária, que era relativamente próxima do hostel (1,4  km – 15 minutos andando).

Chegando lá, tudo certo com a passagem da Bus Sur, empresa que eu havia garantido minha ida pela internet. Meu itinerário e valores foram:

  • Saída – Puerto Natales: 7h00.

Valor: $ 8.000 pesos (R$ 50,00)

  • Chegada Terminal Laguna Amarga – 9h00.
Foto: Como disse anteriormente a viagem é um safari. Há muitos guanacos, coelhos e nhandús (a ema deles…rs).

Primeira dúvida que surgiu: O que fazer ao chegar no Terminal Laguna Amarga?

Cheguei no terminal totalmente “perdido”, e prestei bastante atenção nas orientações que recebi no ônibus, que diziam:

  • Primeiro:  Pegar as malas no ônibus.
  • Segundo: Dirigir-se até a portaria do terminal, logo a nossa frente.

Na portaria adquirimos nossos ingressos e informamos quantos dias vamos permanecer, assim como se temos reservas nos campings ou refúgios. Ainda assistimos um breve vídeo com as regras do parque e orientações gerais.

OBS: Este mesmo ônibus que para aqui, depois continua viagem e passa nos demais terminais, portanto, se for descer em outro terminal, permanecer no ônibus. Pudeto fica a mais 45 minutos.

Informações do Terminal Laguna Amarga:

Alta temporada (1 de outubro a 30 de abril) :

  • Funcionamento diário das 8h30 às 20h00.
  • Valor entrada – Adulto estrangeiro: $ 21.000 (R$ 131,25).

Baixa temporada (1 de maio a 30 de setembro): 

  • Funcionamento diário das 8h30 às 20h00.
  • Valor entrada – Adulto estrangeiro: $ 11.000 (R$ 68,75).

IMPORTANTE:

  • Só podemos pagar a entrada em dinheiro vivo e em pesos chilenos.
  • Recomendo pesquisar os horários e valores atuais no site oficial do parque.
  • Pelo que eu entendi, não se paga por dia, e sim um valor único para entrar.

Segunda dúvida: Como inicar a trilha do Mirante las Torres ?

Partindo do terminal Laguna Amarga são 7 km até o Refúgio Las Torres. Muita gente, principalmente as mais aventureiras, com mais dias no parque, escolhem fazer este percurso a pé.

Porém se este não for seu caso e você não estiver de carro, tem a opção de pegar um ônibus do parque, por $ 3.000 (R$ 18,75), que te deixará na entrada para os refúgios e camping central, de onde você parte para a trilha.

Optei por ir de ônibus, pois sabia que ainda andaria quase 20 km neste dia, e mais uns 23 nos próximos outros dois dias, portanto quis economizar esforço.

Meu primeiro perrengue…

Quando chegamos no refúgio central, temos que ir até a recepção para entrarmos oficialmente no parque.

Eu não estava com a minha reserva de camping impressa, só tinha comigo um comprovante de pagamento no Pay Pal. Eu havia feito tudo por e-mail pela empresa Fantastico Sur.

Quando eu fiz a reserva, com uns quatro meses de antecedência, a comunicação com eles era muito difícil. Não respondiam e–mail, e sem resposta eu fui só com a solicitação de pagamento em mãos. Mesmo com esta preocupação, segui acreditando que estava tudo certo.

A recepcionista, então, pegou meus papeis e disse que não havia reserva no meu nome, que aquele papel não significava nada. Só então me preocupei e passou milhões de coisas pela minha cabeça!

Minha sorte, foi que esta recepcionista pró-ativa, foi um dos meus anjos da viagem. Eu só tinha impresso o comprovante de pagamento para a Fantastico Sur, e não a reserva. Então com esta informação, ela ligou na empresa, conversou com os funcionários, e passado uns 30 minutos resolveram meu caso e arrumam uma barraca pra mim.

Ufa, que alivio!! Agradeci demais esta guria.

Autorizado, peguei então minhas coisas e parti rumo a área de camping, para mostrarem minha barraca e entregarem meu saco de dormir. O pessoal do parque é super simpático. Me alocaram, orientaram, e então arrumei minhas coisas e parti.

OBS: A diária na barraca é até às 8h00 do outro dia.

Orientações Parque Nacional Torres del Paine.

Antes de começar a falar das trilhas e minha experiência, quero explicar algumas coisas importantes sobre o parque.

1- Estrutura do Parque

Muita gente acha que aqui é lugar só pra gente aventureira e mochileiro, mas não. Tem roteiros e programações para todo mundo!

O parque tem um ótima infra estrutura em todos os sentidos: Há bons restaurantes, hotéis e área de camping. Há também minimercados em alguns campings, onde você pode comprar sua própria comida e prepará-la.

Há venda de tudo lá dentro: Lanches, pizzas, salgadinhos, refris, bolachas, bolos etc… Os preços são altíssimos, exemplo pizza $ 15.000 (R$ 93,75), Lanches $ 12.000 (R$ 75,00)

2- Celular e internet no Parque

Não há sinal de celular, porém é possível pagar planos de internet em alguns refúgios e campings (nem me atrevi a perguntar preços.. rs).

Se estiver acampado, você consegue carregar seus celulares nas lanchonetes do camping, só pedem em troca uma gorjeta voluntária e as tomadas são poucas e a concorrência por elas altíssima… tem até fila.

3- Circuitos Famosos do Parque Torres del Paine.

O parque é conhecido por dois famosos circuitos o W e o O. Vou falar bem resumidamente o que consiste em cada um.

Foto: Circuito W no Mapa – em vermelho com as três “pontas” do W – Principais atrações: 1- Mirador base de las torres, 2- Mirante Britânico, 3- Glacial Grey.

Circuito W

Este foi o circuito que escolhi fazer, porém não deu tempo e nem dei conta… rs.

O W consiste em um percursos de 3 a 4 dias (recomendo 4), em um total de 76 km. As atrações deste percurso são: o Vale do Ascencio, onde o ponto auge é a base das Torres (Atração principal), o Lago Nordenskjold, os Los Cuernos de Paine, o Vale do Francês onde está o Glaciar Francês e o Mirante britânico (Ponto do meio do circuito), Paine Grande e Lago Grey (onde há o Glacial Grey).

Circuito O

O circuito O consiste em 122 km em uma caminhada de 8 a até 10 dias, dependendo da pessoa e condicionamento. É considerado o circuito mais extenso da patagônia chilena.

O W já não é para amador, este então… O circuito faz a volta no maciço Paine.

É um percurso lindo e completo, que passa por bosques do lado norte do parque, o refúgios Dickinson e Los Perros, Paso John Gardner, que é o ponto mais alto do circuito (1.241m). Neste percurso o circuito W esta inteirinho incluído. 

Agora vamos lá que vou contar minha tentativa de fazer o W que saiu na verdade um L…

Dia 01: Trilha para o Mirador Base de las Torres

  • Extensão partindo do Refúgio las Torres: 18 km.
  • Duração: Em torno de 7 – 8 horas.
  • OBS: Informações de ida e volta partindo do Camping Central.

Minha experiência: Parti 11h30 e cheguei no camping novamente às 18h45.

Esta trilha é o ponto máximo do parque, e é por ela que muitos estão aqui. Ela também é uma das “pernas” do circuito W. Recomendam-se iniciar sua caminhada por ela e eu também recomendo, por ser a mais pesada, e caso tenha algum problema já garantiu a atração principal. Alguns dizem que ver o melhor depois tudo perde a graça, eu já não concordo… rs.

Início

Quando começamos a trilha vamos por um caminho plano, bem tranqüilo, seguindo as plaquinhas e mapas, ao lado da estrada para carros que levam até o refúgio.

Foto: Inicio da trilha, tranquilo e bem sinalizado. Refúgio Las Torres ao fundo.

Passamos pelo grande e luxuoso refúgio Las Torres e também por charmosas pontes rústicas sobre as corredeiras de desgelo, até chegarmos a primeira bifurcação, onde seguimos sentido a base das torres, ao invés do camping Los Cuervos.

Foto: Logo teremos que subir aquela montanha enorme…rs
Foto: As pontes pelo caminho.
Foto: Ultima ponte antes da bifurcação, onde pegamos a direita – morro acima.
Foto: Um pequeno trecho reto, e depois só subida.

A partir daqui o bicho começa a pegar, pois é só subida, e embaixo de um sol forte, do dia que fui. Vento gelado e sol forte, combinação bizarra pra mim… rs. O pior de tudo é que não há sombra. Às vezes encontramos uma árvore e paramos para descansar, e quando paramos , olhamos para trás, e ai sim, temos um paisagem incrível para montanhas e o Lago Nordernskjold, o que faz tudo valer a pena.

Foto: Lago Nordernskjold – Vista ao subir – Lembre-se de olhar para trás.

Esta parte da trilha a gente pensa que é pesada, mas mal sabemos que o pior está por vir… rs.

Quando a subida acaba, estamos bem no alto, com uma vista linda para o imenso Vale Ascencio. Aqui continuamos seguindo a trilha, descendo todo aquele caminho, rumo ao camping Chileno.

Foto: Vale Ascencio – Observe a estradinha que vamos percorrer. Andaremos tudo isso, inclusive os bosques lá na frente.

Esta parte da descida é um pouco cansativa, pois há muita areia, o que a torna escorregadia, assim, temos que tomar algum cuidado para não termos problemas, porém a paisagem continua incrível e incansável de se ver.

No final desta trilha chegamos no…

Camping Chileno

Praticamente no meio do caminho, no interior do bosque, está o camping e refúgio Chileno. Aqui há banheiros (pagando se não está acampado) e uma área bem estruturada com mesas e cadeiras, onde podemos descansar sobre as sombras e “lanchar”.

Este camping é bastante usado por quem faz o circuito O, porém não recomendo para quem for fazer o W, pois seria cansativo subir com a mochila e as tralhas, penso que vale mais a pena fazer bate e volta da área central, como eu fiz.

Acabei fazendo meu lanche e descansando um pouco aqui, para então seguir em frente.

Foto: Camping chileno – Estão vendo os cavalos, eles alugam para levar suas coisas. Tenho dó, coitados… rs.

Trilha após o Chileno

A trilha a partir de agora é entre os bosques (ufa!! Tem sombra e proteção do vento… rs). A paisagem muda, porém continua nos encantando. Vemos corredeiras, bosques, pássaros e tudo chama a atenção.

Foto: Bosques.
Foto: Descemos todo o vale e agora estamos aos pés da corredeira de desgelo.
Foto: Observem as cachoeiras que se formam do desgelo.
Foto: Olha que interessante que fica o solo e a vegetação em uma área que todo ano há gelo e depois o desgelo.
Foto: No interior do bosque está cheio de pássaros diferentes.

Parte Final do circuito – A pior das piores….rs

Quando estamos quase chegando é que o bicho pega de verdade verdadeira… rs. Já cansado por andar uns 8 km, a reta final, ou melhor, a subida final é pura pedra e areia. A trilha é meio confusa, e as vezes até saímos dela sem perceber. Temos que tomar muito cuidado para não escorregar ou torcer o pé. Esta parte, tanto na subida como na descida, também força demais os joelhos e além da pior é uma das mais perigosas para se torcer o pé.

Foto: Cadê a trilha?… rs

A subida é bem pesada, eu pelo menos achei, e cansa de verdade. Quem não tiver preparo nenhum sofrerá bastante. Acho que vai até esquecer de admirar a beleza das torres quando chegar, pra falar a verdade…rs.

Foto: Observe como formiguinhas as pessoas subindo este monte de pedras no centro da foto.
Foto: Uma tentativa de sinalizar a trilha…rs

Ahhh quando vamos chegando e vemos a imensidão daquelas torres, esquecemos todo o sacrifício. Pode apostar!!

E de repente… lá estão elas.

Foto: Observe o tamanho das pessoas perto destas incríveis maravilhas.
Foto: A hora da fila pra tirar as fotos nas pedras…rs

Dei muita sorte, peguei um dia lindo, e as fotos e minhas lembranças são incríveis.

Foto: Tão linda, que é um desperdício chamarem de torres sul, central e norte…rs.

Encantado e com o objetivo cumprido, retornei todo o trajeto na calma, pois já comecei a sentir dores no joelho (já estava há dez dias viajando e tinha feito várias trilhas em El Chaltén). As subidas para alcançar as torres viraram descidas escorregadias na volta, e o esforço no joelho foi alto.

Cheguei exausto no camping. Tomei meu banho, escovei meus dentes , comi algo, arrumei tudo dentro da barraca e antes mesmo do sol se por, umas 21h00 capotei, e acordei só no dia seguinte.

Foto: Depois de tudo era o melhor lugar do mundo.

Dia 02 – Refúgio Central até Camping Francês.

No meu segundo dia acordei cedo, com muito frio, porém bem disposto.

Meu programa era caminhar do Refúgio Las Torres até o Refúgio Francês.

  • Extensão: 16,6 Km.
  • Horas: 8h 12 minutos.
  • Meus horários: Parti às 7h00, cheguei no Cuervos: 12h35 – Daqui são mais 3,8 km até o Francês, que cheguei 15h12.

Demorei 8 horas com minhas paradas (foram várias… rs). No mapa oficial do parque estipulam 6 horas, porém acho difícil fazer neste tempo.

Agora vamos lá para o que interessa…

Parti às 7h00, a trilha começa no mesmo caminho que fiz no dia anterior para base das Torres, até uma bifurcação, onde pegamos o sentido Cuervos, ao invés da base das torres.

A caminhada até então estava tranqüila, toda plana, belas paisagens e a única coisa que me incomodava e fazia parar um pouco  era o peso da minha mochila (exagerei… rs).

Foto: O caminho cheio de lebres europeias – Pena que são invasoras aqui e não nativas.
Foto: O “pato” que é simbolo da patagônia.

Logo no inicio, quando ainda estava tranquilo, meu joelho começou a doer, penso que por conta do cansaço e principalmente por caminhar agora com o peso da mochila nas costas. Meu joelho nunca havia me incomodado na vida toda até então. Mesmo assim, continuei, parando às vezes, descansando, pois era possível andar.

Foto: Já no alto, de onde podemos observar o Refúgio Las Torres, onde iniciei a caminhada.
Foto: Paisagens pelo caminho.

As vezes no meio da trilha encontrava outros aventureiros, trocávamos informações, idéias, e era bem legal. Me chamou a atenção o número de idosos que encontrei neste parque no meio das trilhas.

Em um dado momento nesta trilha subimos bem alto, e temos uma visão incrível para o lago Nordernskjold .

Foto: Olha que visual.

A caminhada continuou tranquila por um bom tempo, e o único incomodo continuava sendo o peso da mochila.

Quando novamente iniciou uma subida, meu joelho começou a dar sinal de que ele não ia dar conta, e o pior era que o trajeto agora era só ou subida, ou descida, o que esforça muito o “amigão”.

Em uma das descidas me deparei com o lago. Aproveitei para tirar minhas botas e descansar meus pés nas pedrinhas geladas, e foi um dos melhores momentos da trilha, quase que cochilo naquela sombra deliciosa. Aproveitei para comer também.

Foto: Aos pés do lago e no meio da caminho.
Foto: Como foi bom relaxar nestas pedrinhas geladas.

Depois do descanso continuei a caminhada, que agora era maior parte subida, um trecho bem pesado. Reclamando de dor, mal sabia eu que o pior estava por vir novamente, assim como no dia anterior… rs.

Foto: O caminho é um zig zag sem fim nestas montanhas.
Foto: Daqui de cima podemos observar esta água leitosa, que ocorre por causa do desgelo entre as pedras, deixando minerais suspensos na água.

Entre subidas e descidas cheguei no Refúgio, Los Cuervos. Estava exausto. Parei, fiz uma meia hora de pausa… tirei a bota e as meias, descansei mais um pouco para depois partir – estava pigando de suor.

Los Cuervos até Refúgio Francês

No mapa do parque, a demostração da distância entre os refúgios Los Cuervos e Francês é tão pequenininha, e fala em duas horas de duração, que eu cheguei a achar pela proporção que fosse um erro do mapa, oh dó!!! Quem dera!!

Logo descobri o porque de 2 horas em um trecho tão minusculo.

Foto: Los Cuervos – Montanhas que dão nome ao camping.

Esta parte foi “punk” demais!!!!! É 100% ou subidas gigantes ou descidas íngremes, e um zig e zag enorme para subir e descer a montanha. Acabou que no meio do caminho queria pedir arrego, mas não era possível. Meu joelho doía de uma forma que eu nunca tinha sentido e no meio do parque eu só pensava: “Senhor, como faço se não conseguir andar?”, pois dobrá-lo estava muito difícil.

Não tinha o que fazer, fui andando, mancanco e sofrendo… e depois de duas horas e 15 minutos cheguei no camping francês. Ainda era 15h30, quando me alojei.

Foto: Camping francês fica no meio do bosque.

Expectativa x realidade

Na minha cabeça, neste dia eu iria deixar minhas coisas aqui, e partir sem peso para fazer mais uma parte do meio do circuito W (o mirador britânico), mas como eu iria? Com meu joelho “interditado”, resolvi só descansar. Ir até o Mirador eu ia andar mais de 10 km (eu estava doido quando planejei achando que ia fazer isso tudo em um dia).

Resolvi então tomar um banho e ficar pelo camping mesmo, pois no outro dia eu tinha que andar muito ainda, e estava com medo de não aguentar.

Mesmo que hoje eu lembre deste dia como um dia incrível, quando eu estava lá, estava com tanta dor, sujo e cansado de comer meus lanches, que a única coisa que queria era voltar para Puerto Natales. Se tivesse como, eu teria voltado, juro!! Estava exausto.

Aproveitei este tempo para carregar meu celular, ficar na lanchonete esperando o tempo passar, arrumar minhas coisas melhor na mala, tirar mais um pouco do peso, comendo os mantenimentos, e depois cama, ops… saco de dormir.

Graças a Deus, desmaiei como sempre e acordei só no outro dia.

Foto: Meus lanches que fiquei três dias comendo…rs.

Dia 3 –Parte Final – Refúgio Francês  a Guarderia Paine Grande.

Com a preocupação das dores no joelho e o medo de não conseguir caminhar, acordei bem cedo, na intenção de pegar o Catamarã para Pudeto, que saia às 11h30.

Como não sabia a trilha que iria enfrentar, preferi ter tempo de sobra. Afinal, o caminho era longo e eu já havia percebido que eu não conseguiria conciliar e fazer o mirante britânico ou glacial (outros dois pontos importantes do circuito W) – Tempo havia, mas seria muito pesado caminhar tanto com as dores que eu estava.

Refúgio Francês ao Camping Italiano

  • Distância: 2 km.
  • Tempo: Meia hora.

Mal o sol nasceu, ás 5h30 da manhã, eu já estava pronto e iniciando a trilha, indo do francês rumo ao camping italiano. Esse horário teve um lado muito bom. As luzes do sol, refletiam nas montanhas e elas ficavam douradas, foi lindo de se ver.

Foto: Lindo o sol batendo ans montanhas.

A trilha estava muito deserta, fui até o camping italiano sem encontrar ninguém pelo caminho, e confesso que fiquei até um pouco preocupado de encontrar um puma por lá…rs (assisto muito Discovery).

Foto: O Los cuernos já conseguimos vê-los bem daqui.

Em meia hora de caminhada eu já estava no camping Italiano, e nesta altura, eram 6h00 e eu pensava: Faço ou não a perna do meio do circuito W?, pois meu joelho neste momento estava bom e a trilha estava fácil. Porém meu medo era que se eu fosse e as dores fortes voltassem, e eu prejudicasse meu joelho de alguma forma ainda mais, pois ainda iria para Ushuaia. Por essa preocupação resolvi ir até o catamarã mesmo.

Seriam mais 3 horas de trilha, com vista aos mirantes francês e britânico, se eu resolvesse fazer.

Foto: Mais pontes pelo caminho.

Refúgio Italiano ao Paine Grande.

  • Distância: 7,6 km
  • Duração: 2h 30 min.

Minha intensão inicial era pegar o catamarã das 11h30, achei que por causa das dores eu iria fazer a trilha bem devagar, porém a trilha era bem tranquila, sendo a maior parte do caminho plana e sem muito esforço. Em duas horas e meia eu já estava no Paine Grande, pronto para embarcar.

Foto: Olha essa paisagem toda seca, que máximo.

As paisagens continuam bela nesta caminho, podemos ver outra montanha famosa em ótimos ângulo, os Los Cuervos del Paine, e o ponto máximo é o mirante para o lago Skottsberg.

Foto: Lago Skottsberg e os Los Cuernos ao fundo.
Foto: A gente mesmo que sozinho dá sempre um jeito de conseguir aquela foto.

Quando eu estava já quase chegando na Guardería Paine Grande, já era umas 8h00, e as trilhas já começavam a ficar bem movimentadas.

Creio que esta é a parte mais fácil do circuito, foram 3 horas e meia e super tranquila, com paisagens igualmente lindas pelo caminho.

Foto: Que alívio ao ver o Paine Grande e que eu chegaria a tempo do Catamarã das 9h00. Em laranja estão as barracas do camping.

Guardería Paine Grande.

Cheguei às 8h30, e com isso tive meia hora para explorar o local, que tem uma estrutura excelente, tanto de hotel, acampamento, com mercados e lanchonetes.

Catamarã

O catamarã nada mais é que um barco, que transporta pessoas deste ponto do parque até Pudeto, de onde é possível pegar ônibus para Puerto Natales.

Foto: Este é o Catamarã.

Horários e valores: Os horários e valores podem variar de acordo com a época do ano, por isso recomendo sempre olhar no site oficial. Quando eu fui, estas eram as informações:

Observação importante: Só aceitam dinheiro e pesos chilenos – não sei por que este dólar na informação.

Às 9h35 minutos embarquei rumo a Pudeto, onde pegaria meu ônibus, que estava comprado para às 19h00. Meu plano inicial era fazer pelo menos uma das “perninhas” do circuito do W hoje e voltar no fim do dia. O que era totalmente possível, porém desisti.

Foto: Olha esta paisagem antes de embarcar.

A viagem do Catamarã é o máximo, quase uma hora de navegação, onde temos a liberdade de ir fora do barco para ir admirando a paisagem (tem que aguentar só o vento gelado.. rs).

Foto: Me senti fazendo um tour… ts.

Passamos por alguns pontos turísticos do parque como o Salto Grande e admiramos várias belas montanhas.

Foto: Salto Grande, uma das atrações do Full Day oferecido nas agência.

Às 10h35 eu já estava no ônibus. O motorista aceitou antecipar minha passagem, pois tinha vaga e às 13h30 eu já estava em Puerto Natales.

Foto: Chegando em Pudeto – Só tem ônibus aqui. Pensei que seria uma vila, mas não.

Como cheguei cedo em Puerto Natales, tirei o dia para não fazer nada. Como comi só lanhe e frutas nestes três dias, aproveitei para comer bem na cidade e depois me esbaldei nos deliciosos chopps do próprio hostel e fui dormir “zonzinho”… foi ótimo e gratificante.

E essa foi minha experiência meu amigo(a), espero ter ajudado. Continuo a viagem em Punta Arena e te convido a continuá-la comigo.

E DAÍ, QUANTO FICOU A BRINCADEIRA??

Gasto total para os 3 dias: $  188.217,6 CLP  – R$ 1.176,36 .

  • Camping com saco de dormir 2 noites:  $ 172 USD (R$ 670,80).
  • Ônibus ida: $ 8.000 pesos (R$ 50,00).
  • Entrada do Parque: $ 21.000 ( R$ 131,25 ).
  • Ônibus Terminal Laguna Amarga: $ 3.000 (R$ 18,75).
  • Carregar celular – Gorjeta: $ 200 (R$ 1,25).
  • Catamarã: $ 20.000 (R$ 125,00).
  • Ônibus Pudeto – Puerto Natales: $ 7.000 (R$ 43,75).
  • Supermercado Puerto Natales:  $ 21.690 (R$ 135,56).

Vale lembrar: Quase todas as lanchonetes e restaurantes aceitam cartão, porém, para pagar os transportes (ônibus e catamarã) só dinheiro vivo e em pesos chilenos.

Quer saber em detalhe todos os gastos desta viagem e ainda algumas outras dicas? LEIA:  QUANTO CUSTA UMA VIAGEM PARA PATAGÔNIA?

LIÇÕES APRENDIDAS

1- Vou começar falando a primeira das lições: Onde errei.

1.1- Me planejei mal – Estudei pouco o mapa do parque e blogs. Subestimei a dificuldade e superestimei minha capacidade… rs.

1.2- Deveria ter levado menos peso. Levei muita comida e bebida. Eu podia ter levado só uma garrafa de água grande, pois podemos ir enchendo pelo caminho.

1.3- Devia ter levado menos comida e ter comido mais por lá, pois mesmo que caro, ficaria mais fácil que carregar tanto peso.

2- Roteiro que indico – Circuito W: 4 dias.

Dia 01: Mirador Torres.

  • Dormir: Camping Central (fazer ida e volta).

Dia 02: Deslocamento até Refúgio Francês.

  • Dormir: Camping Francês.

Dia 03: Circuito Mirador Britânico.

  • Dormir: Paine Grande.

Parada no camping Italiano para deixar as coisas (mochila) e para fazer a trilha sem mala. Depois, na volta, pegar a mala e caminhar até o Paine Grande.

Dia 04: Glacial Grey.

Fazer a última trilha do circuito W, e voltar no último catamarã.

3- Como o preço do camping completo é muito caro, se não for problema pra você carregar barraca e saco de dormir, vale a pena comprar os dois e reservar somente a área de camping e também aproveitar as áreas gratuitas.

4- Para quem alugar carro, dê uma olhada no que as agências oferecem no Full Day e faz o mesmo roteiro…rs.

Uma observação sobre os Full Days: As vans das agências começam a passar nos hotéis de Puerto Natales para pegar as pessoas que farão o passeio, por volta das 6h00 e retorna por volta das 21h.

5- Você tem que trazer seu próprio lixo de volta. Não pode deixar nada no parque, por causa da logística.

6- IMPORTANTE: Se você for durante o inverno, eu não recomendo fazer a trilha por conta própria, pois durante esse período costuma nevar por lá, o que dificulta bastante na realização da trilha, tornando-a perigosa – a maioria das vezes as trilhas podem estar até interditadas.

7- Vai acampar? – Lembre de levar uma lanterna.

8- Há insetos, mas não tantos, porém os que tem picam doido – levar repelente.

9- Banho quente nas áreas de camping somente após às 18h00.

10-  O parque é cheio de ratos selvagens gigantescos. Se você não fechar direito sua barraca eles vão fazer a festa com sua comida.

12-  Há planos de internet no parque, para usá-los, tem que pagar. Não perguntei sobre preços, mas quem não consegue se desconectar do mundo, não precisa se desesperar.

OUTRAS INFORMAÇÕES ÚTEIS.

Fuso Horário: (-) 1 h (Brasília) – No horário de verão, resto do ano mesmo horário que o Brasil.

Língua: Espanhol.

Moeda

A moeda usada no Chile é o peso chileno.

Na minha viagem, a conversão média era de R$ 1,00 = $ 160 CLP.

Divida o valor em pesos por 160 para saber o valor em reais.

DICA PARA FAZER BOAS CONVERSÕES – LEIA:  QUANTO CUSTA UMA VIAGEM PARA PATAGÔNIA?

Gorjetas: Nós brasileiros não temos costume de dar gorjetas, na verdade temos até dificuldade, mas como na maioria das cidades turísticas, elas são sempre bem vindas e esperadas. O ideal é pagar no mínimo 10%.

Vistos e Vacinas

Boa pra nós!

Brasileiros não precisam de visto para permanência menor que 90 dias e é exigido somente RG para entrada no país. Pedem que seja um documento em boas condições e com no máximo 10 anos de emissão. Porém a melhor opção é sempre estar com o passaporte, que evita qualquer tipo de problema.

Não é obrigatório a vacina contra febre amarela (certificado com validade internacional) e nenhuma outra.

ATENÇÃO: Sempre pesquise estas informações no site do consulado, pois pode haver mudanças.

Tomada

As tomadas no chile também são de pinos redondos, mas elas são um pouco diferente das brasileiras. Aqui a entrada do meio fica alinhada com as outras duas.

Foto: Se seu aparelho for aquele de 2 pinos, vai servir.

Recomendo sempre levar um adaptador universal. Geralmente os hostels e hotéis, usam padrões de tomadas diferentes do mais usual no país.

Voltagem: A padrão do Chile é 220 V, assim como em Puerto Natales.

A VIAGEM CONTINUA…

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Saber mais sobre Torres del Paine– sites completos: 

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