El Chaltén

El Chaltén – a capital mundial do trekking – assim é conhecia esta pequena e simpática vila aos pés do Parque Nacional los Glaciares, rodeada de montanhas, pessoas aventureiras e belas paisagens. Impossível não se apaixonar por ela e por suas trilhas de paisagens de tirar o fôlego.

INFORMAÇÕES DE: Novembro de 2018.

ROTEIRO PARA:  3 dias.

TIPO DE VIAGEM:  Mochilão de Férias Patagônia e Terra do Fogo – Parte IV.

HOSPEDAGEM:  – Pioneros del Valle $ 462,33 – R$ 54,39 / dia – Sem café da manhã.

Quarto misto compartilhado com 8 lugares e banheiro privado. O hostel é localizado na avenida principal, próximo a vários restaurantes e no meio do caminho para todas as trilhas. Equipe excelente.

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SOBRE El CHALTÉN

Criada principalmente para garantir à Argentina a soberania sobre o território na fronteira da patagônica com o Chile, El Chaltén era antes um destino procurado somente por montanhistas durões, mas hoje após a estruturação do parque, é possível para todos (melhor, quase todos …rs).

O lugar é tão isolado e frio, que no inverno todo mundo corre daqui, até mesmo a população local. Nesta época a cidade fica com meros 500 habitantes.

Por ser um dos destinos preferidos de montanhistas e amantes do trekking, na temporada de verão é possível encontrar por aqui gente do mundo todo, e isso rendeu a fama para a cidade de capital do trekking no país.

Entre suas atrações estão montanhas espetaculares, lagos formados de degelos e glaciares, sendo que as atrações mais procuradas são o Cerro Fitz Roy, ou El Chaltén, que deu o nome à cidade; e o Cerro Torre, considerado por muitos a montanha mais difícil do mundo.

Uma perfeita e obrigatória combinação com sua visita a El Calafate.

Como chegar em El Chaltén?

Praticamente 100% das pessoas que vão para El Chaltén partem de El Calafate, pois é lá que chegam a maior parte dos turistas.

As cidades estão distantes 200 km ao sul, às margens do Lago Argentino. Uma viagem super tranqüila, por rodovias ótimas e bem conhecidas no país, como a Ruta 40 (a famosa rodovia que corta a Argentina de norte a sul) e Ruta 23.

Quem não for de carro, pode chegar com ônibus e vans, por agências de turismo, que fazem só translados ou até passeios bate e volta para a cidade ( o que não recomendo se estiver com tempo). 

Quem optar por ir de ônibus são várias as empresas e horários que você pode encontrar no terminal rodoviário de EL Calafate.

As empresas que fazem este trajeto são principalmente: CalturChalten Travel e TAQSA. Confiram os horários dos terminais rodoviários de El Calafate e El Chaltén nos links.

Como fui a El Chaltén:

Comprei minha passagem com antecedência pela internet, aqui no Brasil mesmo, com a empresa Chaltén Travel.

Quando comprei não sabia, mas havia um translado do hostel até o terminal rodoviário. Como mostrei a passagem na recepção do hostel, a atendente ligou na empresa e agendou pra mim, com isso, no horário combinado uma van foi me buscar para levar até o terminal, e eu não tive que gastar com táxi – fica a dica.

  • Saída: 8h00.
  • Chegada: 11h15.

Duração da viagem: 3 horas e 15 minutos.

Ônibus bom e confortável, com uma parada para lanche.

Nesta parada, quem não consumir na lanchonete paga $ 10 ARS (R$1,18) para ir ao banheiro.

Foto: Parada no La Leona – Antes de chegar a El Chaltén.
Foto: Neste trecho estamos na famosa RUTA 40.

Quando ir a El Chaltén?

Sendo a terra do trekking já podemos deduzir que a melhor época para ir é o verão, e um pouco antes e depois desta estação, quando as trilhas são mais seguras e a temperatura mais amena para longas caminhadas.

Os meses recomendados e consequentemente alta temporada vão de novembro a abril, sendo dezembro e fevereiro o pico de turismo na cidade. Nestes meses , há mais opções de hostels, hotéis e restaurantes, mas também os preços aumentam.

Independente da época do ano, vale lembrar que o tempo aqui muda bruscamente e a qualquer momento, estar com roupas impermeáveis é essencial durante as trilhas, mesmo que o dia esteja ensolarado.

Quem não liga para o frio e quer ir no inverno, o mês mais recomendado é setembro, pois as temperaturas são menos rigorosas que julho e agosto, quando é o auge.

No auge acontece dos Cerros Fitz Roy ou o Cerro Torre ficarem encobertos.

Recomendo ler para planejar sua viagem: Como planejar uma viagem para patagônia?

Segurança em El Chaltén.

Pequena e tranqüila, El Chaltén é super segura, sendo seu maior risco as trilhas mesmo.

Quando chegar, você receberá as orientações do parque. Siga a risca e não terá nenhum problema. As trilhas são bem sinalizadas e bem movimentadas, jamais saiam do caminho.

Recomendam não fazer as trilhas sozinho, porém eu fiz e foi super tranquilo, não houve momento algum que eu me senti perdido ou preocupado – segui cada uma das orientações recebidas.

No inverno os riscos de acidentes aumentam, e nesta época sim, não é recomendado se aventurar pelo parque sozinho e em muitas área, nem mesmo em grupo.

Em relação aos bosques: Como lá venta muito, quando for cruzar os bosques fiquem atentos, e evite ficar embaixo de árvores com troncos e galhos com possibilidade de queda. Ande sempre prestando muita atenção.

Falando em segurança: Você já tem seguro viagem? Não? 
Viajar sem é loucura, portanto nunca faça isso!

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ROTEIRO PARA EL CHALTÉN

 Do dia 4  ao 6 – 21/11/2018  à  23/11/2018

Assim que chegamos em El Chaltén, a primeira parada dos ônibus é na recepção do Parque Nacional los Glaciares. Lá assistimos instruções por 15 minutos, pegamos mapas do parque, vemos a previsão do tempo para os próximos dias e tiramos nossas dúvidas. Aqui mesmo, conversando com o guia já defini minha primeira trilha.

Foto: Recepção do parque.
Foto: Interior do centro de visitantes.

Chegando na rodoviária, não procurei nem táxi, vi no mapa que El Chaltén era minúscula e fui a pé mesmo procurar meu hostel, e foi super tranqüilo, apesar do peso da mochila… rs.

Tudo pronto, parti para minha primeira trilha, mas antes de descrever minha experiência nas trilhas, quero explicar um pouco como é El Chaltén.

Como é El Chaltén?

El Chaltén é minúscula, pequenininha mesmo. Lá não precisa de táxi para nada, podemos fazer tudo a pé.

Sua avenida principal chama San Martín, e é lá que estão a maioria dos restaurantes e lojas da cidade. Nesta avenida também podemos encontrar padarias e um pequeno supermercado, pequeno mesmo, e não há muitas opções.

Em resumo é uma cidade simples, pequena e tranquila, mas por ser bem turística tem uma estrutura ótima de hotelaria e restaurantes.

Foto: Olha que charme de cidade.

Como são as trilhas em El Chaltén?

De modo geral, a maioria das trilhas saem todas de dentro da cidade e são poucos os lugares mais distantes, que precisa de uma agência para conhecer.

As trilhas são muito bem sinalizadas e movimentadas. Vemos pessoas o tempo todo e não há necessidade de guia, caso deseje fazer sozinho, só seguir as orientações do parque que não tem erro.

Foto: Há todo momento há sinalização e movimento.

Quantas trilhas há?

Vamos quebrar esta informação em tipos de trilhas, ok?

Foto: Mapa com as principais trilhas do parque.
Foto: Informações das trilhas – Distância, tempo e desnível.

1- Trilhas para um dia todo:

1.1- Fitz Roy: Esta á a trilha principal, destacada em roxo no mapa. Nesta trilha você pode parar no mirante, ou continuar até outros dois pontos: o Glacial Laguna Blanca e a Laguna de los Três. Ou fazer os dois, e se você escolher fazer este trajeto todo serão 24 km ida e volta.

Foto: Paisagens com Fitz ao fundo.

1.2- Laguna Torre: Trilha em Laranja no mapa. São 18 km ida e volta, uma trilha tranquila e também bem bonita. Uma das mais procuradas  do parque.

1.3- Loma Del Pliegue Tumbado: 20 Km ida e volta, dizem ser bem interessante, mas eu não tive tempo de conhecê-la.

1.4- Laguna Toro: A mais longa, são 32 km ida e volta, sendo a única que o parque pede que registrem sua ida para lá. Eles controlam os turistas que fazem esta trilha. Há um camping no seu final.

1.5- Lagunas Madre e Hija: Podem se feitas na volta do Fitz Roy ou em um dia específico só para ela, podendo escolher dois caminhos, se conciliar ela com outra trilha serão muitos kms para um dia, e pode ser bem cansativo.

2- Trilhas curtas: Podemos fazer as 3 em um único dia.

2.1- Chorrillo Del Salto: A cachoeira próxima a cidade, apenas 6 km ida e volta, a maior parte é por estrada pavimentada, sendo bem tranqüila.

2.2- Mirantes: Próximo ao centro de visitante você pode conhecer dois belos mirantes (Los condores e Las águilas), de acesso rápido, apenas 1 e 2 km de distância (somente ida). De lá temos uma bela vista para a cidade e o lago Viedma.

3- Outros passeios:

3.1- Lago del Desierto: Este é um lago muito famoso mais afastado da cidade. São 37 km de distância. A maioria das pessoas fazem este tour com agência. Também dizem ser bem interessante, como tudo aqui. Lá você pode fazer outros esportes como navegação e caiaque.

Pode acampar?

Sim, pode-se acampar no parque sem pagar nada.  Só comunicar no centro de visitantes e pegar as orientações. Há vários campings pelas trilhas, e você pode montar sua barraca em um deles.

Minha experiência em El Chaltén.

Dia 4:  Trilha Laguna Torre.

  • Extensão: 18 km – ida e volta.
  • Duração:  6 horas.
  • Nível: Dito médio, achei fácil – A maior dificuldade é a distância.

Quando cheguei em El Chaltén e dei entrada no meu hostel, ainda era 12h30 e eu tinha o dia todo pela frente. Animado, resolvi fazer uma das trilhas longas e famosas de El Chaltén.

Encontrar a trilha foi bem fácil, ainda na avenida San Martín, já vi uma placa sinalizando. Segui esta placa e logo estava em seu início.

Foto: Início da caminhada.

O início da trilha tem uma subida bem chata, mas temos uma visão bem legal da cidade quando ela acaba. Como era minha primeira trilha longa da viagem eu estava super bem, fiz e caminhei em um ritmo ótimo.

Logo que acabamos a primeira subida há uma placa indicando a trilha e seus dados técnicos.

Foto: Todo início de trilha há uma placa assim (Nem sempre quebrada… rs).

O caminho todo é bem sinalizado e tranqüilo, pode ir sem medo, sem guia e sem GPS que não tem erro.

Pouco andamos e já temos uma parada para a primeira beleza do caminho, o Mirante Margarita, uma cachoeira.

Foto: Um mirante bem no início da trilha.
Foto: Cachoeira Margarita.

A trilha daqui pra frente é mais tranquila, não há tanta subida e descida. Achei uma trilha bem fácil para falar a verdade, passamos por dentro de bosques, vemos as florestas, os cursos d´água. Lindo demais.

Foto: Bosques pelo caminho.
Foto: Mais bosques.

Neste dia estava tão bem, que parte do caminho cheguei até a fazer correndo, pois o tempo parecia querer mudar e eu queria chegar logo.

Foto: Trilhas sinalizada, mas esteja sempre com o mapa para conferir.
Foto: Plantinha que chama El Calafate.

Após um pouco mais de uma hora caminhando, chegamos ao mirante principal da trilha.

Mirador Torre

  • Distância : 3 km – 1h 15 min.

Quando cheguei no mirante o cerro estava encoberto, mas na volta estava lindão, fantástico mesmo.

Foto: Torres no meu retorno, deram o ar da graça.
Foto: As torres.

Andando mais um pouco, com muito vento, mas até o momento sem chuva eu me apresava, pois tinha medo do clima mudar, e tudo indicava para isso e eu não queria pegar chuva no meu primeiro dia.

Chegando na laguna, eu estava super feliz. Finalmente lá. Só que tive o azar de pegar o cerro encoberto!! Que pena!!

Foto: Trecho final da trilha – muita pedra.
Foto: Finalmente aos pés da laguna.
Foto: Laguna.
Foto: O Glacial ao fundo, e os blocos de gelo que se desprendem na lagoa, até no final do verão eles derreterão.
Foto: Não esqueça de calçados adequado – Conheçam as Botas Ecosafety, parceira do blog – No www.botasecosafety.com.br você pode adquirir a sua com um descontão usando o cupom: queromochilar.

Fiquei uns 15 minutos curtindo o visual e tirando fotos, e também descansando para encarar a volta, e foram minutos muito especial, pois este é o tipo de paisagem que a gente não se cansa de olhar.

Apesar da decepção de não pegar o cerro exposto, ficou encoberto por nuvens o tempo todo que fiquei aqui, eu estava realizado com a minha primeira trilha da viagem.

Quem quiser se arriscar ainda mais, pode caminhar até o Mirador Maestri. São mais 2 km, ou seja, 4 km ida e volta e de uma trilha mais puxada, em pedras e com muita exposição ao vento.

Como estava encoberto eu acabei não arriscando, até porque fiquei com medo de pegar muito vento e chuva na volta e preferi retornar. Conversando com uns caras que estavam voltando, me disseram que estava ventando muito e a trilha era ruim, cheia de pedras soltas e não estava dando pra ver nada demais.

Voltei mais apressado, mas mesmo assim observando tudo, cada lado que olhava observava algo novo, que não vi na ida. Como amo natureza, não deixo de reparar nos pássaros, nas plantas e tudo pra mim ali era novidade. Ainda tive o privilégio de ver um condor.

Foto: Não deixe de observar os pássaros.
Foto: Condor dos Andes – 3 m de comprimento de uma asa a outra.

Com os pés latejando cheguei na cidade lá pelas 18h00, fui direto comer empanadas e depois fui para o hostel, tomei meu banho e capotei, só queria ficar com os pés pra cima.

Dia 5 – Trilha Fitz Roy.

No meu segundo dia acordei animado e bem cedinho, tomei meu café improvisado e fiquei de olho no tempo. Uma decepção, chovia e ventava muito, e mesmo que a recepcionista olhasse a previsão e me garantisse que o tempo ainda ia melhorar, eu não acreditava. Estava muito encoberto, e eu tinha escolhido hoje o Fitz Roy, porque a previsão era boa.

Deu 9h30 e nada de melhorar. Tomei coragem, respirei fundo e sai para rua. Pensei: vou passar em algum lugar, comprar meu lanche, que será meu almoço, dar este tempinho e seguir a trilha.

Descobri neste dia, que vestindo as roupas certas a gente não sente frio. Sabia? Sente, na verdade, mas bem menos…rs.

Sai na rua e o vento chegava a me empurrar e eu me cobri todo com a jaqueta impermeável e assim fui, rumo a trilha.

Trilha Fitz Roy até Glacial Piedras Blancas.

  • Extensão:  20 km – ida e volta.
  • Duração: 7 horas.
  • Nível:  Médio – Tem mais subida e descida que a anterior.

O inicio da trilha é bem puxado de subida, puxado mesmo. No começo, vamos por um bosque, o que segura um pouco o vento, e neste dia chovia. Depois desta subida chegamos ao primeiro ponto de parada, um mirante.

Primeiro ponto: Mirador Rio de las Vueltas.

  • Distância: 700 m.

Quando cheguei aqui ventava muuuito, mas muuuuito mesmo e estava com uma chuva não muito forte, mas com o vento batia forte na pele.

Foto: Estas jaquetas salvam a gente – Rio de las Vueltas ao fundo.
Foto: A paisagem – pena que com chuva!

Após este trecho, percorremos um espaço bem aberto, sem proteção nenhuma. Estava um vento absurdamente forte. Lembro de pensar várias vezes: O que eu to fazendo aqui? Pensei em desistir, mas lembrava da moça da recepção me dizendo que o tempo ia melhorar, que El Chaltén era assim mesmo, e com isso eu ficava animado novamente.

Quando cheguei em uma área com bosque, parei um pouco, esperei o tempo melhorar. Quando parou de chover continuei, e aos poucos o tempo realmente foi se abrindo.

Segundo Ponto: Mirador Fitz Roy

  • Distância: 4 km.

Quando cheguei no mirante, o Fitz Roy estava encoberto, mas parei para esperar um pouco e logo o tempo abriu de vez e começou a melhorar, e a paisagem que eu via, fazia compensar todo sofrimento.

Foto: Ainda encoberto.
Foto: Esperei até ele aparecer. Não sairia sem uma foto com o Fitz.
Foto: Eu e o Fitz Roy.

Pelo caminho fui admirando as paisagens, tirando foto, cada hora o Fitz estava mais imponente e lindo, e minha vontade era fotografá-lo o tempo todo.

Foto: Vamos caminhando e vendo o Fitz o tempo todo.

A partir do mirante as paisagens são incríveis e ele está sempre ao fundo. A vontade é fotografar o tempo todo.

Foto: As vezes encoberto, outras vezes exposto. Sempre assim.
Foto: Um zoom nesta maravilha.
Foto: Sempre lá te vigiando…

Quando cheguei no acampamento Poincenot, tive que fazer uma escolha: Agora eu seguia para:

  • Mirador Glacial Laguna Piedras Blancas, ou
  • Laguna de los três.
Foto: O Glacial esta logo ali. Está vendo?

Escolhi ir no mirante para o glacial, achei que por ser mais fácil, depois acabaria indo na laguna de los Três, porém na volta, se fosse, ainda teria que andar mais 4 km em uma trilha difícil (ida e volta) e meus pés não iriam dar conta. Vi que estava com dor e o caminho era puxado, com muita subida e descida e exigiria muito do meu joelho que começou a doer.

A laguna de los Três é bem mais interessante, se for optar, opte por ela.

Mirador Glacial

  • Distância: 10 km.

Lindo é, mas dava pra ver de longe parte dele, e a laguna de los Três, pelo que vi no Google e escutei de pessoas era bem mais interessante. Por isso, acho que fiz a escolha errada.

Foto: A visão que temos para o glacial.
Foto: Uma vista mais próxima.
Foto: Uma paradinha para o lanche!!

Na volta, o sol estava forte, e foi bem mais tranqüilo. No caminho de volta passei pela bela Laguna Capri.

Laguna Capri

Quando fazemos a trilha do Fitz Roy escolhemos em uma bifurcação, se queremos ir ao Mirante do Fitz ou a Laguna Capri, assim, o caminho que não escolhermos na ida, podemos escolher na volta, e foi isso que fiz.

O lugar é lindo, de água transparente, límpida e com Fitz ao fundo. Toda rodeada de pedras. Dá até vontade de entrar.

Foto: A bela laguna com Fitz ao fundo.
Foto: Olha a cor desta água.

As margens do lago, no meio dos bosques, há uma área de camping.

Foto: Que delicia que é caminhar pelo bosque.

Cheguei às 16h30 na cidade, aproveitei para ir trocar meu dinheiro, e descansar para os próximos dias.

Neste meu segundo dia descobri que fiz bolhas nos pés. Que ódio… rs. Eu devia ter comprado mais meias de trekking. Só tinha uma e estava guardando para Torres Del Paine e lá descobri, como elas fazem a diferença em vários trekkings seguidos.

Dia 6 – Mirantes e a cachoeira.

No meu terceiro e último dia em El Chaltén meu pé estava detonado… rs! Três bolhas e doendo bastante, com isso, desisti de fazer uma das trilhas grandes que queria.

Pensei: “Se eu andar 10 km, e não aguentar a volta? Como faço?”

Com esse medo em mente, resolvi fazer as trilhas curtas e foram 3, com isso acabei andando quase 20 km no dia… rs, ou seja, daria para eu ter feito uma trilha longa.

Agora vamos lá que vou falar um pouco das três trilhas que são bem próximas a cidade, mas de lados opostos, e que você consegue conciliá-las em um dia.

Chorillho del Salto

  • Distância: 6 km – ida e volta.
  • Duração: 1h 20 min.

Sai cedo para esta trilha, mais uma vez chovia e ventava muito, mas muuuuuito mesmo. Um vento que chegava a empurrar.

Com os braços encolhidos e cabeça bem protegida, as vezes andando até de costas, fui seguindo em frente. A maior parte deste caminho é por uma estrada de terra bem pavimentada que trafegam carros, assim não fazemos muito esforço físico. Em alguns trechos as placas te direcionam para o meio do bosque, mas se você quiser, pode ir pela estrada até 500 m da cachoeira.

Foto: Placa que mostra onde inicia a trilha da cachoeira, para quem for de carro, a placa fica no estacionamento.
Foto: Esta é a cachoeira. Se em MG a água já é gelada, imagina aqui… rs.

Saindo daqui tive que cruzar toda a cidade toda para chegar na entrada do parque, onde está o começo das trilhas dos dois mirantes. Metade do caminho desta trilha vai para os dois mirantes, é uma parte em comum, é também o pior trecho – subida.

OBS: As distâncias e tempo que coloco abaixo são com referência a portaria do parque, iniciando cada uma das trilha lá.

Mirador los Condores

  • Distância: 2 km.
  • Duração: 45 min.

Este mirante tem uma subida bem íngreme, porém de lá temos uma vista linda de El Chaltén, e se der sorte ainda vemos os condores.

Foto: Subida para o mirante.

No dia ventava muito e chovia, e eu não dei a sorte de ver os condores, mas mesmo assim, foi uma visão linda lá em cima.

Foto: Vista do mirante los Condores.
Foto: Mirante – Aqui venta muito – sempre.

Não consegui ficar muito tempo aqui por causa do vento, que parecia que ia me derrubar de lá… rs. A trilha por si só já é linda e pelo caminho temos várias placas ensinando sobre estas gigantes dos Andes, os condores.

Na volta, meu pé estava bem doido. Olhei para a bifuracação e pensava: Vou ou não para o próximo mirante. Como tinha muito tempo se chegasse cedo no hostel, decidi ir, mesmo que se fosse em um ritmo lento, e outra, eu estava bem perto da cidade.

Mirante las Águilas.

  • Distância: 4 km ida e volta.
  • Duração: 1 horas.

O caminho até lá, se você já caminhou toda a subida para o mirante do condor é super tranqüilo. Praticamente plano e bem aberto.

Quando chegamos temos uma vista magnífica para o lago Viedma, o segundo maior lago da Argentina, formado pela água do degelo.

Ambas as trilhas para os mirantes são bem abertas, não tem nenhuma proteção, ou melhor, sombra.

Foto: Ponto de parada.
Foto: Aproveitando a paisagem.
Foto: Lago Viedma.
Foto: Que vista!!

Depois da trilha retornei e fui descansar para despedir de El Chaltén.

Decidi curtir a cidade com 3 amigos italianos e dois argentinos que fiz lá no Perito Moreno, e me diverti demais. Uma noite cheia de risadas e portunhol.

Foto: Noite agradável.

Assim me despedi de El Chaltén, terra de belas paisagens, aventuras e boa cerveja.

E DAÍ, QUANTO FICOU A BRINCADEIRA??

Gasto total do dia: $  3.773,00  ARS – R$ 443,88 – 3 dias na cidade..

  • Hostel:  $ 1.387 ARS (R$163,18) – 3 diárias.
  • Passagem ida de El Calafate: $ 600 (R$ 70,59).
  • Alimentação na viagem:  $ 1.360 (R$ 160,00) – 3 dias com cerveja.
  • Supermercado:  $ 426 (R$ 50,12).

Quer saber em detalhe todos os gastos desta viagem e ainda algumas outras dicas?

LEIA:  QUANTO CUSTA UMA VIAGEM PARA PATAGÔNIA?

NÃO POSSO DEIXAR DE PROVAR…

Tem brasileiro que reclama que a comida argentina é sem tempero, e carregar no tempero é coisa de brasileiro. Esqueça isso e aproveite! Você esta viajando e conhecendo coisas diferentes.

Em El Calafate, não deixe de provar:

1- Cordeiro Patagônico: Prato típico da região.

Chorizo: Outro prato muito típico da argentina, que consiste em um filé suculento acompanhado por batatas (purê ou fritas).


Foto: Pratos na fixa de R$ 40,00 a R$ 50,00.

Guizados: Tipo uma sopa, e muito apreciado por lá também.


Foto: Guizado de Lentejas (Lentilhas) – Restaurante Pura Vida – $ 460 (R$ 54,11).

Empanadas: Salgado típico, muito popular no país.


Foto: Tão popular como a coxinha no Brasil. Preços variando de R$ 7,00 – R$ 10,00.

Doce de Leite Argentino: Desculpem os mineiros, mas pra mim é o melhor que existe!

Foto: Aproveite o friozinho para um chocolate quente Este perde para nosso (De Gramado).

Milanesa argentina: Muito comum por lá.

Foto: Opção em vários restaurantes.

Sucos da patagônia: Experimente este suco de frutas, só vi em El Chaltén e não achei mais na viagem. Delicioso.

LIÇÕES APRENDIDAS.

  1. Em El Chaltén você pode trocar dólares e reais nos restaurantes. O cambio estava melhor qu El Calafate, quando eu fui.
  2. Reforçando: Todas as trilhas e camping são gratuitos.
  3. Evite levar muito peso nas mochilas.
  4. Você pode pegar água, no inicio da trilha do Fitz Roy e nos cursos de água pelo trajeto, mas só nos que estão distantes de acampamentos.
  5. Site para pesquisar previsão do tempo em El Chaltén: windguru.com – Anote aí.
  6. El Chaltén foi a cidade mais barata da viagem.
  7. Penso que o ideal é ficar 5 dias aqui, mas isso depende da capacidade de caminhar e suportar longas trilhas.

OUTRAS INFORMAÇÕES ÚTEIS.

Fuso Horário: (-) 1 h (Brasília) – No horário de verão, resto do ano mesmo horário que o Brasil.

Língua: Espanhol.

Moeda

A moeda usada na Argentina é o peso argentino.

Na minha viagem, a conversão média era de R$ 1,00 = $ 8,5 ARS. Divida o valor em pesos por 8,5 para saber o valor em reais.

DICA PARA FAZER BOAS CONVERSÕES – LEIA:  QUANTO CUSTA UMA VIAGEM PARA PATAGÔNIA?

Gorjetas: Nós brasileiros não temos costume de dar gorjetas, na verdade temos até dificuldade… rs, mas como na maioria das cidades turísticas, elas são sempre bem vindas e esperadas. O ideal é pagar no mínimo 10%.

Vistos e Vacinas

Boa pra nós!

Brasileiros não precisam de visto para permanência menor que 90 dias e é exigido somente RG para entrada no país. Pedem que seja um documento em boas condições e com no máximo 10 anos de emissão.

Não é obrigatório a vacina contra febre amarela (certificado com validade internacional) e nenhuma outra.

ATENÇÃO: Sempre pesquise estas informações no site do consulado, pois pode haver mudanças.

Tomada

Usam o padrão I (o mesmo da Oceania e China), que é aquela tomada com três pinos achatados.


Foto: Estas duas bolinhas são exceções, normalmente não tem.

Recomendo levar um adaptador universal. Geralmente os hostels e hotéis, usam padrões de tomadas diferentes do mais usual no país.

Voltagem: 220 V.

A VIAGEM CONTINUA…

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