Etosha National Park – Namíbia

Já havia dito que o primeiro safári a gente nunca esquece, mas acho que o segundo também não viu! O Etosha foi simplesmente fantástico!! Uma experiência completa. No meu caso, fiz safári de dia, de noite e no amanhecer. Pude presenciar muita vida e a todo instante era contemplado com a presença de um de seus moradores. Aqui sim, me senti realmente na África e em um safári daqueles que sempre sonhei em fazer desde criança.

INFORMAÇÕES DE: Setembro de 2017.

ROTEIRO PARA: 2 dias.

TIPO DE VIAGEM: Mochilão de Férias África do Sul e Namíbia – Parte XIX.

HOSPEDAGEM: Camping do Etosha National Park – Dentro do Parque – N$ 233  / pessoa – (R$ 62,92 ).

O parque tem uma excelente infraestrutura, que vão desde lodges de luxo a áreas de camping. Os lodges são bem caros, com preços que podem variar de N$ 960 (R$ 259,20) a N$ 3.450 (R$ 931,50), dependendo do tipo de quarto e número de pessoas. No site oficial do parque há uma tabela com os valores e opções bem fácil de entender (há um atalho para o site no fim do post).

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SOBRE O ETOSHA NATIONAL PARK

O Parque Nacional Etosha, localizado no noroeste da Namíbia, foi inicialmente criado pelo governo alemão como uma reserva de caça, em 1907, e somente 60 anos depois, em 1967, reconhecida sua importância na conservação de várias espécies animais, o mesmo foi proclamado Parque Nacional.

O Etosha é um importante parque para conservação da fauna africana e lar de centenas de espécies de mamíferos, aves e répteis, muitos ameaçados de extinção, como o rinoceronte negro.

Este é o mais conhecido e um dos mais importantes parques do país, com uma área de 22 mil km2. Dentro deste parque há uma área conhecida como Pan, que possui 4.760 km2, ou seja, 23% da área total do Parque.  O Etosha Pan é uma extensão vasta, vazia e aberta com 130 km de comprimento e até 50 km de largura em alguns locais, sendo a maior bandeja de sal da África. Esta é a característica mais marcante do parque, sendo visível até do espaço.

Este Pan era originalmente um lago, mas ao longo do tempo, o clima da Terra forçou os rios que antes alimentavam o lago a mudar de curso e fluir para o Oceano Atlântico. Se alguém tentasse descobrir onde o lago estava hoje, apenas as marcas de argila alcalina secas lhe dariam uma pista.

Fonte: Wikipédia.

Como chegar?

Chegar ao Etosha partindo da capital é fácil e tranquilo. As rodovias estão em ótimas condições e todas asfaltadas. São 433 km de distância de Windhoek até o Okaukuejo campsite, uma viagem que dura em torno de 4 horas e meia e que começa pela rodovia B1.

O trajeto até o Etosha também passa por cidades mais estruturadas, onde podemos abastecer ou fazer paradas estratégicas para compras, como Outjo, por exemplo, que é a cidade conhecida como a porta de entrada para o parque.

No Etosha há 6 áreas de camping e lodges, os chamados campsites. São eles:

  1. Dolomite
  2. Okaukuejo* – Onde fiquei.
  3. Halali*
  4. Namutoni*
  5. Onkoshi*
  6. Olifantsrus (mais novo – apenas camping)

*Mais famosos

Os portões de acesso ao parque são 4:

  • Anderson’s Gate: Mais ao sul, acessado pela C38 via Outjo. Próximo ao camping Okaukuejo (O que entrei).
  • Von Lindequist Gate: Conectado pela B1. próximo ao Namutoni Camp.
  • Galton Gate : Mais a sudoeste do parque.
  • King Nehale Lya Mpingana Gate: Mais ao norte do parque e a 48 km da rodovia principal.

 Mapa: Identificação das áreas de campings e lodges e trajeto até Windhoek.

Como se locomover no Etosha?

Só precisa do mapa, que pode ser pego no próprio site ou na recepção, pois circular pelo parque é super simples.

Para avistamento dos animais procurem pelos “waterholes” (pontos de água). Principalmente na época da seca, é aqui onde acontece a maior concentração de animais.

Ao longo dos trajetos existem totens de cimento para sinalizar as distâncias e direções de cada ponto de interesse.

Ao andar por dentro do Etosha, é muito importante estar atento ao horário de fechamento dos portões. A regra vale para quem se hospeda dentro e fora do parque.

Quando ir?

A melhor época para visitas é durante a estação seca (inverno). É nesta época que os animais estão concentrados em poços e a grama é baixa, o que garante concentração de vida e visibilidade, deixando sua experiência ainda mais especial. Esta recomendação na verdade é válida para qualquer safári.

E que meses seriam este “inverno”?

A Estação seca (inverno) é de maio a outubro e é durante ela também que ocorrem as temporadas, principalmente nos meses de julho a agosto, quando também é férias de verão na Europa e a turma corre pra África, aumentando consequentemente a demanda e preços. Principalmente nestes meses, você tem que cuidar para reservar os acampamentos com antecedência.

No dito verão (estação chuvosa) que ocorre entre novembro e abril o calor aumenta consideravelmente, podendo chegar facilmente a 40ºC. Nesta época o Etosha é transformado, e aquele cenário de paisagem seca e empoeirada se transforma em um paraíso verde transbordante de vegetação exuberante o que dificulta a visualização e vários animais, mas neste período há maior concentração de aves, principalmente as migratórias. As pequenas poças de água se transformam em lagos.

Em relação a atração mais procurada: O game drive (safári) é preciso fazer reserva na recepção e os passeios só saem no mínimo com duas pessoas. Na baixa temporada, é fácil conseguir vaga, mas na alta tem que agendar logo que chegar. Não é permitido o agendamento antes de entrar no parque.

Segurança.

Algumas instruções de segurança devem ser seguidas a risca, principalmente aqui, que é permitido o self drive (safári por conta própria no carro). A principal é a mais óbvia, mas acredite, tem que ser lembrado com freqüência: Jamais, em hipótese alguma, saia do veículo nas áreas de safári.

Como disse a simpática recepcionista na entrada: Você não viveu até hoje e veio até aqui para virar comida de leão, não é mesmo?

Claro que não , né?…rs. Não deve ser um jeito agradável de ir para o reino do céu… rs.

Importante também obedecer a sinalização das pistas internas, que são largas e estão em ótimos estados. O trânsito de animais é grande, acidentes podem acontecer, portanto, nada de correr, mesmo que esteja com pressa. A velocidade máxima permitida é 60 km/h nas estradas internas e é comum animais na pista.

Em relação a malária, a área do parque não é uma região endêmica, e nos meses de inverno não há risco. Mesmo assim, é aconselhável não vacilar e usar sempre repelantes, principalmente no verão, o período de chuvas.

Do mais divirta-se.

Falando em segurança: Você já tem seguro viagem? Não?

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ROTEIRO

Dia 16 11/09/2017

Neste dia saí cedo da visita a Tribo Himba e segui direto para o Etosha, onde pernoitaria.

No próprio caminho começamos a ver algumas placas de indicação para o parque, mas como Jonas (o motorista namibiano) não conhecia os outros campings e a estrada, optou por nos levar direto para o Anderson´s Gate, que dá  acesso ao Okaukuejo, o mais famoso campsite. A pista até lá é ótima e toda asfaltada.

Hoje se eu pudesse voltar no tempo, eu entraria no portão próximo a tribo Himba e cruzaria o parque até Okaukuejo, assim aproveitava a tarde fazendo safári com o carro próprio, já que esta modalidade é permitida.

Antes de começar a relatar a experiência, vou falar um pouco sobre como é o funcionamento e a estrutura do parque.

Foto: Estrutura do restaurante e as piscinas visto do alto da torre do parque.

1- Como funcionam os safáris?

1.1- Carro particular / self drive.

É possível, somente durante o dia, fazer o self drive.

Em relação as estradas internas são de terra, e estão em ótimas condições. Dá para andar até com carro baixo, sem risco de ficar atolado ou com pneu furado no meio da África… rs.

Esta é a opção escolhida por grande parte dos visitantes, pois não há custo extra e é bastante fácil. A outra grande vantagem é que você faz seu roteiro e seu tempo de parada para observação.

Só fiquem atento para respeitar os horários de abertura e fechamento dos portões. É proibido circular entre o pôr e o nascer do sol.

A desvantagem de um self drive é a comunicação, pois sem rádio e o conhecimento dos guias, ver animais é questão de sorte.

1.2- Safári em veículos oficiais do Parque – Game Drives.

Esse é o safári feito naqueles carros abertos que vemos nas imagens de safáris da África. E andar em um carro aberto e alto a sensação é outra, além do fato dos motoristas serem guias e terem rádios, pois com comunicação e experiência a visualização de animais é mais fácil.

Só nos games drives é possível circular pelo parque de manhã e a noite, outro ponto positivo.

2- Como é a estrutura do parque?

Há 6 acampamentos no parque, todos tem área de camping e apenas em um não há lodges (Olifantsrus).  Só conheci o Okaukuejo, e a estrutura é excelente: Há piscina, um ótimo restaurante, recepção bem organizada e até um mini mercado (tudo muito caro aqui) e lojas de souvenires.

2.1- Camping: A área do camping é bem estruturada, com chuveiros de água quente e acesso a todas as atrações do parque, como a piscina, restaurante e etc…

Foto: A área do camping e minha barraca vermelha e verde alí… rs.

2.2- Lodges: Quem quiser um pouco mais de conforto, pode ficar em um dos lodges, que são tipos casinhas. A estrutura melhor custa bem mais ao seu bolso.

Agora vamos lá…

Parque Nacional Etosha.

Horário de funcionamento:  Diariamente. Em relação aos horários estes são vários ao longo do ano, pois a regra geral é que abrem ao nascer do sol e se fecham quando ele se põe.

Valor:

  • N$ 80 (R$ 21,60 ) – Diária Adulto – Menores de 16 anos não pagam.
  • N$ 10 (R$ 2,70 ) – Diária do carro.

Em relação aos valores do Game Drives:

  • Game Drives: Matutino (6h00) e durante à tarde (15h00) = N$ 550 (R$ 148,50).
  • Game Drive Noturno: N$ 660 ( R$ 178,20).

OBS:

  • Crianças menores que 6 anos são proibidas e entre 6 e 12 anos pagam metade do preço.
  • Há games drives nos campos: Okaukuejo, Halali e Namutoni

Duração dos games: 3 horas e cada pessoa tem direito a duas bebidas da sua escolha.

RELATO.

Chegamos em torno das 15h00 no Anderson´s gate – porta de entrada. Foram 3 horas de viagem desde a vila dos Himbas.

Entendidas as regras e pagas as taxas, seguimos rumo ao Okaukuejo campsite. O parque é todo cercado, com isso os animais não saem e dificultam a entrada de caçadores, principalmente os de rinocerontes.

Foto: Portaria Anderson´s Gate.

Da portaria até a entrada de Okaukuejo são 17 km de asfalto, e aqui mesmo já começa o safári, mostrando que este parque promete muita vida selvagem. Só neste trajeto vi zebras, gazelas, kudus e até girafas.

Foto: Zebra cruzando a estrada que liga o Anderson´s Gate ao Okaukuejo campsite.

Foto: Quase na entrada do campsite estavam estas lindas gazelas se espremendo na pequena sombra.

Chegando no campsite fiquei impressionado com a estrutura, que é muito boa e organizada. Fui primeiro direto na recepção fechar meus passeios, comprei o safári noturno, que ainda não tinha feito e o matutino, para ver o dia nascer e os animais bem agitados.

Foto: Entrada do campsite Okaukuejo – O principal e mais conhecido.

Foto: Essa torre está logo na entrada. Com acesso gratuito, lá do alto temos uma bela visão 360 graus do campsite.

Foto: Vista da entrada do alto da torre.

O restante da tarde fiquei curtindo a piscina, bebendo uma cerveja e conhecendo o campsite, não sabia até aquele momento, mas podíamos ter aproveitado esta parte da tarde para fazer self drive. Mas de certa forma foi bom também descansar e beber uma cerveja na beira da piscina.

Foto: Área das piscinas – Camping e lodges tem acessos.

Foto: De colonização alemã, a Namíbia é referência em cerveja. Vocês sabiam? Esta é uma das mais populares: Windhoek.

Foto: Outra das cervejas populares do país: Tafel.

SAFÁRI NOTURNO

As 20h00 eu já estava pronto e ansioso pelo que estava por vir. Fiz o safári junto com um grupo de americanos, que graças a Deus não era grande e nem faziam muito barulho.

Foto: Primeiro safári noturno da vida, mais um sonho realizado.

Logo que começou o passeio o frio já bateu, e o motorista providenciou uma coberta para cada um. Este dia dei bobeira e fui no último banco, e percebi que de lá era um pouco difícil de escutar o que o motorista falava. Uma pena, pois ele muito ensina sobre os animais e o Etosha.

De começo já vimos chacais, e não demorou muito para vermos leões. Dois machos, que estavam chamando um ao outro. Aquele som forte e alto, que só um rei pode fazer. Foi show ouví-los e vê-los de tão perto.

 Vídeo: Sons do Rei.

 

Foto: O rei da selva vai passar perto de nós. Que emoção!!

Foto: E lá estava ele agora, pertinho do nosso carro.

Neste trajeto vamos rumo as represas de água, pois todos sabem que onde há água, há vida. Pelo caminho cruzamos com várias gazelas e uma manada gigante de zebras que foi incrível de ver.

Foto: Gazelas – parecia até praga de tantas que tinha…rs.

Foto: Zebras.

Quando chegamos próximo a água a quantidade de animais era enorme e dai foi só apontar a câmera. Tinha de tudo: Elefantes, rinocerontes, mais leões e muito mais.

Foto: Leoas matando a sede.

Foto: Um rino e seu filhote fugindo das luzes.

Ainda durante este safári presenciamos leões com sua caça e os carniceiros só esperando a oportunidade para “petiscar” um pouquinho.

Foto: Cuidando do jantar.

Foto: Saíram para passear.

Foto: A caça sozinha- os chacais e hienas fizeram a festa. A gritaria foi enorme – Show de escutar.

Uma noite incrível, 3 horas de emoção na pele. Escutar os sons noturno da savana é inesquecível. Uma pena que fotos noturnas são mais difíceis, mas te garanto que vale muito a pena este safári.

Esta falta de possibilidade de boas fotos foi superada no outro dia… vamos lá que vou mostrar agora belas imagens para vocês.

Dia 17 – 12/09/2017

Ainda estava escuro, faltavam algumas horas para o dia nascer e de repente um som alto e nada familiar me acorda.

“O que é isso?” – Eu Penso.

Parei, me concentrei, e percebi que era um leão rugindo. Tão alto, tão próximo, que nem me incomodei de ter acordado. Agradeci pelo camping ser bem cercado, acreditei fielmente nisso e dormi mais um pouco, depois de escutar o suficiente e gravar bem aquele belo som na minha mente.

Às 6h00, ainda estava escuro quando parti para o Game Drive. Logo de cara já vimos um leão. Que privilégio, pensei! Estava com medo de não ver um leão de perto e de repente foi uma das primeiras coisas que vi…

Estava bem próximo ao acampamento e com certeza foi ele que me acordou.

Foto: Creio que este era um dos leões que rugiam durante o safári noturno.

Logo o dia começou a nascer e a vida começou a explodir diante dos meus olhos.

Foto: Mais um dia de sol escaldante na África.

Foto: Um Óryx nesta paisagem – Que foto, não?

Fomos em direção aos lagos novamente, mas agora era dia. Lá todos habitantes da savana se encontram para começar mais um dia.

Foto: Um Chacal e uma Gazela.

Foto: Vi vários deste pássaro interessante que não sei o nome. Eram grandes, do tamanho de garças.

Foto: Um parente africano do Quero Quero com certeza… rs.

Foto: Olha esse ninho que enorme! Há vários deles, e no fim da tarde entram vários pássaros aqui, eles se parecem com pardais.

Foto: Olha os moradores com as cabecinhas para fora.

Não consegui deixar de observar a flora também, com arbustos de folhas minúsculas, pequenas flores e bem espinhentos. Como os animais comem isso?… Segredos da natureza.

O que nos espera no Etosha?

Primeiro: Neste belo parque podemos ver 4 dos Big Five, que são os 5 animais mais temidos da África. Aqui só não encontramos o búfalo e eu não consegui ver leopardo, mas os outros três: Bingo!!

São eles:

1- Elefante: O maior mamífero terrestre pode ser visto no Etosha em pequenos ou grandes grupos.

2- Rinoceronte: Um belo animal muito ameaçado por caçadores que os matam para retirada dos chifres. Aqui é lar de duas espécies: o Rinoceronte negro e o branco. Tive oportunidade de ver uma mãe com um filhote no safári noturno e este bem escondido. Só não sei de qual espécie era… rs.

3- Leões: O rei da selva e não é a toa – são fascinantes e enormes. Tive muita sorte e vi muitos leões e leoas. E o mais incrível: O privilégio de vê-los se alimentando com sua caça.

Foto: Olha o olhar dela… estávamos pertinho.

Foto: Lindas e desconfiadas com nosso carro… Que medo!!!

Foto: Linda foto não??… Barriga cheia também… rs.

Foto: Enormes, ágeis e lindas… são elas as caçadores da savana e vi várias no Etosha.

Quando encontramos este leão degustando seu prêmio, que com certeza foram as leoas que capturaram, eu quase piro. Chegamos bem pertinho e ele nem se importou com a gente.

Foto: Olha o tamanho da pata deste belo jovem leão.

Foto: Pela sua concentração deve estar uma delícia…

 Vídeo: Leão se alimentando.

 

No Etosha a variedade de animais é enorme, e a quantidade de diferentes antílopes também. Aliás, são eles uma das opções de cardápio preferida dos felinos.

Óryx: Um belo e enorme antílope, que é o símbolo dos parques nacionais na Namíbia.

Foto: Fiquei encantado com a beleza deste bicho.

 Gazelas de Thomsom: Acho que todo mundo já conheceu a atriz principal do Discovery Channel, não é mesmo? Quase toda cena de caça ela é a protagonista. E além de esperta, pequena, ela é um belo animal viu… e há muitas delas, muitas mesmo.

Foto: Cruzamos com um rebanho enorme na estrada. Foi show!!

Dik Dik: Este é um dos menores cervos do continente africano, e não muito fácil de ser visto. Este sim, foi uma verdadeira sorte e um presente. Havia um casal, e este da foto é o macho.

Gnus: Outro dos protagonistas do Discovery pode ser visto aqui. Geralmente andam em grandes manadas, e não sei por que vi um só. Achava que pertenciam a família dos bovinos, mas não, é um antílope. Mesmo de longe, gostei de vê-lo pessoalmente livre e selvagem, e desta vez, não estava correndo para sobreviver como sempre vi na TV.

E no meio dos antílopes estava ela:

Girafa: Ainda podemos ver esta gigante andando com toda sua elegância. Um animal lindo, e realmente enorme.

Saindo dos antílopes, é claro que os carniceiros mais famosos do Discovery também estariam aqui. Estava receoso em sair da África sem ver uma hiena, mas no meu último dia do último safári, fui contemplado por sua presença.

 Hiena: Animal oportunista na maioria das vezes, por roubar a caça de outros animais, mas se engana quem pensa que ela também não caça. Dona de uma mordida das mais fortes do reino animal, o estômago deste animal aguenta tudo. Ela come até os ossos literalmente.

Foto: Do nada no meio do Etosha surgiu ela. Solitária e toda faceira com o rabo de alguém na boca…

Foto: Com certeza roubou de alguém este rabinho delicioso, e estava que corria para apreciá-lo antes que alguém a encontrasse.

Foto: Ela parece feia, mas eu fiquei encantado. Foi um dos animais que mais gostei de ter visto.

Chacal: Outro dos carniceiros que vemos aos montes são os chacais. Pequenos e ágeis, estavam sempre próximos aos leões.

Foto: Leões deram bobeira, eles correm para a carcaça mesmo… rs.

Foto: Os animais seguem suas vidas sem se importarem com os turistas do Etosha.

Abutres: Também enormes, estas aves estavam sempre ao redor das carniças, só esperando a oportunidade. Os verdadeiros lixeiros das savanas, junto com as hienas.

De lambuja, um prêmio para finalizar. A presença de um dos pequenos da África:

Mangusto: Muitas vezes confundidos com os suricatos, os mangustos são mais peludos e não andam em bandos.

Com estas belas imagens termino este relato sobre o Etosha, que foi um dos meus preferidos. E como foi dificil escolher as fotos, foram várias incríveis.

Sai do Etosha em torno das 10h00, rumo a Outjo, a cidade porta de entrada do parque, de onde eu continuo minhas histórias desta viagem.

Até lá!!!

E DAÍ, QUANTO FICOU A BRINCADEIRA??

Gasto médio diário na Namíbia: R$ 624,25 reais.

Incluido: Tour com Jonas, passagem de volta para Johannesburgo, deslocamentos internos, acampamentos, alimentação, compras etc… tudo que foi gasto nos 7 dias que passei no país.

Orçamento para este passeio: N$ 1.804 – R$ 487,08 .

  • Entrada do Parque: N$ 80 – R$ 21,60.
  • Diária do carro: N$ 10 – R$ 2,70.
  • Safári Noturno: N$ 660 – R$ 178,20.
  • Safári Matutino: N$ 550 – R$ 148,50.
  • Noite do acampamento: N$ 233 – R$ 62,91.
  • Cervejas: N$ 41 – R$ 11,07.
  • Jantar: N$ 230 – R$ 62,10.

NÃO POSSO DEIXAR DE PROVAR…

Não deixe de comer nos restaurantes do camping. São excelentes e além de pratos típicos tem carne de caça (game food como chamam).

Os preços são um pouco salgados, mas vale a pena. Há as três refeições.

Eu só jantei e foi excelente.

Valores:

  • Café da manhã: N$ 150 – R$ 40,50.
  • Almoço: N$ 210 – R$ 56,70.
  • Jantar: N$ 230 – R$ 62,10.

Foto: Almoço com carne de Kudu – Um tipo de antílope.

Cervejas: Você sabia que a cerveja da namíbia é referência mundial? Pois é… A colonização alemã deixou esta boa herança ao país.

As populares são: Windhoek e Tafel – Não deixe de prová-las, são populares mais ótimas.

LIÇÕES APRENDIDAS.

1- Self Drive: É sempre aconselhável perguntar aos guardas informações sobre onde os animais estão sendo vistos e também aos carros que cruzarem para trocar informações.

2- Os lodges ou alojamentos estão disponíveis a partir das 12h00 e devem ser desocupado até às 10h00

3- Hoje, se eu pudesse voltar o tempo, eu entraria no portão próximo a Tribo Himba, que deve ser o Dolomite ou Olifantsrus, e iria até o Okaukuejo campsite por dentro, já fazendo safári. Assim otimizava o tempo e seria uma viagem muito agradável. Fica a dica para quem seguir o meu roteiro.

4- Dica: Nos Games Drives procurem ficar nos primeiros bancos, além de bater menos vento (pois a noite e de manhã é frio), você escuta com mais clareza o motorista, que passa muitas informações sobre o parque e os animais.

5- Leve agasalho independente da época do ano, e leve-os nos games drives matutino e noturno. Também são fornecidas cobertas nestes games.

6- Para melhor aproveitamento, aconselho mudar de camping para fazer os safaris noturnos e diurnos. Fiz os dois no mesmo trajeto, e acabei vendo os mesmos animais.

7- Cada uma destas áreas (camping) é conhecida por ter uma frequência maior de alguns tipos de animais. Descubra o que quer ver e assim escolha para onde vai.

8- Há bombas de combustível dentro dos lodges. Não é preciso se preocupar com abastecimento – Se informe sobre nas portarias.

9- As refeição no Parque Nacional Etosha estão restritas aos lodges e campings. Onde também há pequenos mercados e também restaurantes e lanchonetes que atendem aos turistas.

10- Na minha opinião, penso ser ideal ficar pelo menos 3 dias aqui.

11- Muito importante ficar atento ao horário de funcionamento para não correr o risco de ficar sem comida, especialmente à noite. Recomenda-se fazer reservas para as refeições.

OUTRAS INFORMAÇÕES ÚTEIS.

Fuso Horário: + 5h (Brasília).

Língua

O idioma oficial da Namíbia é o inglês, mas existem ainda outras 13 línguas regionais no país, como uma das mais tracionais delas o Africâner.

Como a Namíbia foi colonizada pela Alemanha, você pode encontrar algumas coisas no idioma.

Moeda

A moeda oficial do país é o Dólar Namibiano (NAD / N$).

Foto: Ignore os 50 rands (África do Sul) perdido ali no meio…rs.

Em alguns lugares podem aceitar o Rand sul africano, cujo a cotação é próxima ao Dólar Namibiano, o contrátrio já não acontece na África do Sul.

Em relação as minhas cotações:

  • $ 1 Dólar americano – N$ 12,55
  • R$ 1,00 Real – N$ 3,68

OBS: Para converter os dólares namibianos para reais, multiplique por 0,27.

Cotação atual: Clique aqui.

Gorjetas: Nós brasileiros não temos costume de dar gorjetas, na verdade temos até dificuldade… rs, mas na Namíbia, elas são sempre bem vindas e esperadas. O ideal é pagar no mínimo 10%.

Vistos e Vacinas

Boa pra nós!

Brasileiros não precisam de visto para permanência menor que 90 dias e é exigido somente passaporte com no mínimo 6 meses de validade.

Em relação a vacinação é obrigatório a vacina contra febre amarela (certificado com validade internacional).

Tomada

O padrão é do Tipo D.

Foto: Foto cedida pelos amigos Casal Wanderlust (www.casalwanderlust.com.br).

Voltagem: 220 V.

A VIAGEM CONTINUA…

Relato Anterior: Tribo Himba – Namíbia.

Próximo Relato: Outjo – Namíbia.

RESUMÃO QUERO MOCHILAR EM PDF PRONTO PARA IMPRIMIR:  Resumão_QM_Etosha.

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QUEM PODE TE AJUDAR?

Embaixada Brasileira em Windhoek.

Site Oficial (em inglês): http://www.etoshanationalpark.org/

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  1. Olá, td bem? A grande dúvida é: os campings fornecem barraca ou temos que levar? Tô montando meu roteiro e Namíbia será ponto de origem e partida.

    • Olá Priscila… eu levei! Pois quando fechei com o Jonas, ele tinha. Eu não observei local alugando barracas no camping dentro do parque, mas não procurei saber também. Eu acho que lá não aluga, mas isso é meu achômetro. O que te indico. Pergunte ao Jonas (tem seu contato no final do post), ele é solicito e vai saber te responder, as vezes até alugar barracas para você, se você combinar certinho com ele… ele mora em Windhoek

  2. Paula diz:

    Ótimo relato……. deve ser uma experiencia incrível ver tudo isso de pertinho

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