Himba Village – Namíbia

Voltar da África sem conhecer uma tribo não iria fazer desta viagem uma aventura completa, e os Himbas na Namíbia se encaixavam perfeitamente nesta expectativa. Um povo com uma forma de vida muita peculiar e que conservam suas tradições ainda bem viva. Uma visita que nos faz refletir sobre como tudo na vida é relativo.

ROTEIRO PARA: 1 dia.

TIPO DE VIAGEM: Mochilão de Férias África do Sul e Namíbia – Parte XVIII.

HOSPEDAGEM: Camping do Etosha National Park – Dentro do Parque – N$ 233  / pessoa – (R$ 62,92 ).

Como explicarei esta tribo fica bem próxima ao mais famoso parque nacional do país, com isso, aproveitamos e no mesmo dia dormimos por lá.

Precisando escolher um lugar para ficar? Consulte e reserve sua estadia pelo BOOKING.COM nos atalhos do blog, estas reservas viram pequenas comissões, VOCÊ NÃO PAGA NADA A MAIS POR ISSO, e estará ajudando o Blog a se manter no ar, monetizando nosso trabalho e rendendo ótimas dicas para você.

SOBRE A HIMBA VILLAGE

Mesmo sendo vistos em várias partes da Namíbia, os Himbas são originais do norte do país, já na fronteira com a Angola, e estão em cada vez menor número. Os Himbas são os últimos sobreviventes dos nômades Hereros que vieram da Angola fugidos da guerra e do genocídio provocado pela ocupação alemã no início do século XX.

Ao longo dos anos esse povo têm sobrevivido à ganância humana, à colonizadores, à aridez do deserto e suas armadilhas, segundo eles com a proteção de Mukuru (seu Deus).

O último senso mostrou que sua população hoje tem em torno de 50 mil indivíduos espalhados entre Namíbia e Angola. Com terrenos cada vez menores, o nomadismo foi proibido e hoje as tribos estão sendo obrigadas a fixar-se em aldeias e a escolarizar-se.

Mesmo “proibidos” você vê integrantes da tribo por todo país, e eles são facilmente identificado por onde passam, por seus costumes e hábitos muito característicos. Não tem como não observar sua pintura, cabelo e identificá-los de imediato. Sem dúvida este é o povo mais expressivo do país, e a cara da Namíbia.

Como chegar?

Para conhecer esta Tribo (Otjikandera Himba Village ) é relativamente fácil de chegar, e dá para conciliar com o Etosha National Park.

A tribo está localizada à beira da rodovia, entre as cidades de Kamanjab (distante 20 km) e Otijikondo (distante 50 km). Vale ressaltar que a estrada até lá é asfaltada e está em ótimas condições.

Foto: Rodovia C40 – Em ótimo estado.

Distância de Windhoek: 451 km – Em torno de 4 horas e meia de viagem.

 Mapa localização: Partindo da Capital  Windhoek.

Quando ir?

A tribo pode ser visitada durante o ano todo.

Segurança

Visitar a tribo é super tranquilo e não há nenhum tipo de risco.

O único perigo esta nas estradas. Há muitos javalis e babuínos na pista, e temos que tomar cuidado para não causarmos um acidente.

Foto: Babuínos na pista.

Curiosidade engraçada: O que aprendi, se um javali esta com o rabo pra cima, diminua a velocidade, pois ele pode atravessar a pista a qualquer momento, quanto o rabo está para baixo, fique tranquilo, que não há este perigo…rs.

Do mais divirta-se.

Falando em segurança: Você já tem seguro viagem? Não?

Viajar sem é loucura, portanto nunca faça isso!

O Quero Mochilar fechou parceria com uma famosa marca de seguro viagem e esta com preços imbatíveis. Confira fazendo uma cotação no banner publicitários deste artigo, ou saiba mais sobre os benefícios de fechar o seguro viagem com a gente neste link: Saiba mais.

ROTEIRO

Dia 16 – 11/09/2017

Como relatei no post anterior, havia dormido em Okahandja, na casa do nosso guia e com um dia repleto de coisas para se fazer, acordamos cedo e fomos direto conhecer os Himbas.

Pegamos a estrada as 7h00 da manhã e as 11h00 já estávamos lá.

A programação era: conhecer os Himbas e depois ir ao Etosha. Inicialmente pensei que iria o dia todo para conhecer a tribo, mais não, foi rápido, a estrada asfaltada fez a viagem render, e o Etosha está colado no tribo. Além da visita ser rápida.

Antes de chegar, passamos por algumas cidades, como Outjo, que é a porta de entrada do parque. A cidade é bem estruturada, e pode ser seu ponto de apoio para paradas estratégicas, como almoço, café da manhã ou comprar algo. Na própria cidade já começamos a ver umas mulheres Himbas andando, e a ansiedade aumentou ainda mais.

Tomamos café da manhã aqui, e depois para chegar até a tribo foi rapidinho.

Otjikandera Himba Village

Horário de funcionamento: Aberta diariamente sem horários pré-estabelecidos. Você chega na “portaria”, chama alguém e negocia.

Valor: N$ 250 (R$ 67,50 ) por pessoa.

OBS: Mesmo que o guia esteja incluso no valor da entrada é de bom grado dar gorjeta.

Foto: Sinalização na beira da rodovia indicando a entrada do povoado.

Um pouco sobre esta tribo…

Esta “nova” tribo que pude visitar, surgiu devido um médico europeu, Jaco, que que se apaixonou por uma jovem Himba, Mukajo. O médico, logo após se apaixonar, descobriu que a mesma padecia de leucemia. Devido as condições de saúde da amada os dois nunca tiveram filhos, e para compensar esta vontade começaram a acolher crianças órfãs, especialmente vítimas de malária e mulheres Himba, abandonadas pelas famílias e maridos, quem acabavam os ajudando com as crianças. Assim uma comunidade Himba começou a surgir.

Mesmo após a morte de Mukajo e a tristeza de Jaco, a comunidade recém formada conseguiu se manter, e com um propósito: cuidar de crianças, e com as mulheres a cultura Himba começou a ser estabelecida. Logo vieram alguns homens, e hoje são uma aldeia normal com as tradições e costumes presente em cada uma das gerações.

Atualmente a comunidade conta com 80 pessoas, sendo a maioria criança e há apensas 6 homens. Para inclusão destas crianças há uma escola na aldeia, para educação formal, mas a verdadeira educação, a tradição Himba, ainda é passada pela comunidade a estas crianças, e assim se mantém viva práticas culturais ancestrais e tradições milenares.

Conhecer os Himbas é ter a oportunidade de entrar em um profundo contato com as origens da África, sendo de grande valia aprender sobre seus costumes e tradições, mesmo que muitos nos espante. Tradições que ainda são passados de pais para filhos e se mantém resistindo a vida moderna e suas comodidades.

A tribo original ainda fica próximo a fronteira da Angola, no noroeste do país, sendo de difícil visitação, e esta pequena tribo, que está aberta a visitação, vive quase que exclusivamente do turismo. São poucas as tribos que aceitam turistas, e aquelas que os recebem são criadas para perpetuar as tradições.

Logo chegamos haviam poucos turistas, dava pra contar nos dedos. Logo pagamos a taxa e um homem que falava inglês foi nos acompanhar na visita e apresentar a Tribo. Esse guia esta incluso na entrada.

Foto: Recepção.

Nem perdemos tempo e fomos direto para a tribo, logo já começamos a ver suas casinhas, as crianças, os animais que criam e eu já fotografando tudo…

Foto: Entrando na vila.

Foto: Logo elas aparecem – super exóticas ao nossos olhos.

Fomos primeiro conhecer duas mulheres que estavam sentadas e olhando algumas crianças. O guia então começou sua aula com coisas interessantíssimas, enquanto as crianças só queriam saber de me puxar e pegar a minha GoPro. Pena que eu não tinha um chocolate ou bala comigo. Ia adorar ter dado algo a elas.

Foto: As mulheres Himbas com sua pele vermelha e cabelos únicos.

Foto: Prazer Himbas…

Foto: Se divertiram comigo…

Vídeo: Me divertindo com a criançada.

Aqui com elas, já aprendemos o mais curioso de todos seus costumes: Seus cabelos e pintura.

As mulheres de protegem sua pele e cabelo com argila. O costume diz que as mais velhas são as responsáveis por buscar este argila vermelha no lugar correto e trazer para as mais jovens.

Com esta argila elas preparam uma uma pasta de manteiga, gordura e ocre vermelho que depois usa para cobrir seu cabelo  e corpo, nessa “pasta” vai também gordura e manteiga, o ocre (otjize), este último, um produto perfumado com resinas das plantas locais. Uma curiosidade é que muitos consideram que este foi o primeiro cosmético do mundo.  Isso tudo é símbolo de beleza.

Foto: Um bate papo com tradutor…rs.

Elas passam estes produtos duas vezes ao dia no corpo. Lembrando que isso só as mulheres que fazem.

O interessenate é que neste mistura e cor há um significado simbólico, onde o vermelho significa a terra e o sangue, que são símbolos da vida.

E para arrematar o visual, sabe aquela enorme quantidade de cabelos nas pontas?? São crina de animais. Sério… muito exótico, não.

Foto: Uma cabeleira vista de perto.

Ainda em relação aos penteados, as crianças usam a cabeça rapada, e à medida que os anos vão passando, no topo, deixam um tufo de cabelo crescer para fazerem uma trança, pois quando forem rapazes esta se estenderá para a parte traseira da cabeça. Essa permanece a idade adulta enquanto são solteiros.

Foto: Olha o começo das trancinhas ali…

Depois de aprender um pouco mais sobre a tribo a melhor aula esta por vir. Fomos conhecer suas casas.

As casas dos Himba são arredondadas e construídas com barro e esterco de vaca. Uma mistura que ameniza a temperatura dos dias mais quentes, e mantém o calor para as noites frias.

Foto: Olha que pequenininha.

No interior, o couro dos animais servem como camas., além de cobrirem as paredes e servirem de vestuário em celebrações especiais.

Entramos em uma das cabanas, e então fomos aprender ainda mais, e ver uma Himba tomar banho. Isso mesmo!!

Foto: No Interior, aguardando o banho.

Nesta hora me senti até mal, parece um zoológico humano, na verdade é um zoológico humano este passeio, mas também é a fonte de renda deles, e de onde eles podem tirar dinheiro, portanto, penso ser válido.

Curiosidade sobre o Banho

Durante toda a vida, só os homens tomam banho comum com água. As mulheres se limpam somente com fumaça e cinzas. Um dos motivos que levou a esta cultura foi a escassez de água na região, sendo que usá-la para banho, um desperdício inaceitável.

Foto: Momento do banho… rs.

Vídeo: O banho.

Esta fumaça é feita com uma resina aromática, que além de tirar o odor, serve como repelente de insetos. Apesar de não tomarem banho, seu cheiro não é forte se é isso que esta pensando, e acabam cheirando mesmo terra, devido a argila e manteiga que passam no cabelo e corpo.

Foto: Esta é a argila que eles buscam para fazer a cor vermelha no corpo.

Outras curiosidades que aprendemos aqui foi sobre a circuncisão masculina, os casamentos arranjados e a poligamia que continuam a fazer parte da cultura até hoje.

Tanto os meninos como as meninas são circuncidados antes de atingir a puberdade. Durante a circuncisão os meninos devem ficar em silêncio, enquanto as meninas podem gritar. Assim que uma menina nasce, já é escolhido seu marido e o casamento acontece entre seus 13 e 17 anos.

Foto: Mais um costume que nos espanta: As mulheres retiram os quatro dentes da frente (parte inferior), quando entram na vida adulta e estão prontas para casar. Crueldade ou não… é a cultura, temos que respeitar.

Observamos no dia que só haviam mulheres e crianças, e depois descobrimos que os homens ficam o dia todo fora trabalhando com roça e animais e retornam só no fim do dia.

Terminada a visita vamos para um terreirão bem aberto, onde ficam todas as mulheres com produtos para serem vendidos. Pensei inicialmente que este produtos eram feitos por elas, o que seriam interessante, mas não, elas apenas compram e revendem.

Foto: Aguardando para vender algo no fim do tour.

Foto: Os himbas são demais…

Foto: O guia que nos acompanhou – Fala inglês super bem.

Este passeio durou um pouco mais de uma hora, e foi muito intenso. Daqui sai direto para o Etosha, o mais famoso parque nacional do país, onde eu dormiria e passaría o próximo dia.

E DAÍ, QUANTO FICOU A BRINCADEIRA??

Gasto médio diário na Namíbia: R$ 624,25 reais.

Incluido: Tour com Jonas, Passagem de volta para Johannesburgo, deslocamentos internos, acampamentos, alimentação, compras etc… tudo que foi gasto nos 7 dias que passei no país.

Orçamento para este passeio: N$ 507,50 – R$ 137,03.

  • Visita a tribo: N$ 250
  • Gasolina: N$ 169,50 (R$ 45,76) – Metade do valor de abastecimento – N$ 339.
  • Café da manhã: N$ 88 – (R$ 23,76)

LIÇÕES APRENDIDAS.

1- Quem quiser mergulhar ainda mais neste experiência é possível passar a noite no local e experimentar da comida típica.

2- Hoje eu diria para quem for levar bala ou chocolates para dar as crianças. Elas vão amar.

3- Dizem que é melhor se quiser ajudar a tribo contribuir com alimento, pois esta aumentando o índice de alcoolismo entre os homens da tribo, e eles acabam usando o dinheiro dos turistas para comprar mais álcool.

OUTRAS INFORMAÇÕES ÚTEIS.

Fuso Horário: + 5h (Brasília).

Língua

O idioma oficial da Namíbia é o inglês, mas existem ainda outras 13 línguas regionais no país, como uma das mais tracionais delas o Africâner.

Como a Namíbia foi colonizada pela Alemanha, você pode encontrar algumas coisas no idioma.

Moeda

A moeda oficial do país é o Dólar Namibiano (NAD / N$).

Foto: Ignore os 50 rands (África do Sul) perdido ali no meio…rs.

Em alguns lugares podem aceitar o Rand sul africano, cujo a cotação é próxima ao Dólar Namibiano, o contrátrio já não acontece na África do Sul.

Em relação as minhas cotações:

  • $ 1 Dólar americano – N$ 12,55
  • R$ 1,00 Real – N$ 3,68

OBS: Para converter os dólares namibianos para reais, multiplique por 0,27.

Cotação atual: Clique aqui.

Gorjetas: Nós brasileiros não temos costume de dar gorjetas, na verdade temos até dificuldade… rs, mas na Namíbia, elas são sempre bem vindas e esperadas. O ideal é pagar no mínimo 10%.

Vistos e Vacinas

Boa pra nós!

Brasileiros não precisam de visto para permanência menor que 90 dias e é exigido somente passaporte com no mínimo 6 meses de validade.

Em relação a vacinação é obrigatório a vacina contra febre amarela (certificado com validade internacional).

Tomada

O padrão é do Tipo D.

Foto: Foto cedida pelos amigos Casal Wanderlust (www.casalwanderlust.com.br).

Voltagem: 220 V.

A VIAGEM CONTINUA…

Relato Anterior: Parque Nacional Namib-Naukluft (Sossusvlei) – Namíbia

Próximo Relato: Etosha National Park – Namíbia.

YOUTUBE: Veja este resumo de 1 minuto do nosso próximo destino.

RESUMÃO QUERO MOCHILAR EM PDF – Pronto para imprimir:Resumão_QM_Himba

Gostou? Compartilhe! Tem alguma sugestão ou atualização de informação? Enriqueça a pesquisa de seus amigos nos comentários. Além de ajudar o próximo viajante é super importante a opinião de vocês para o blog.

QUEM PODE TE AJUDAR?

  • Embaixada Brasileira em Windhoek.

Site: http://windhoek.itamaraty.gov.br/pt-br/.

E-mail: brasemb.windhoek@itamaraty.gov.br.

JONAS NUULE

IMG_5562

MOTORISTA – NAMÍBIA  YYYYY

Diferencial: Você negocia seu trajeto com ele e ele roda a Namíbia inteira se for preciso com você. No seu tempo e ritmo e sai bem mais em conta.

Facebook: Click aqui.

WhatsApp: + 264 812863631

A EXPERIÊNCIA COM O QUERO MOCHILAR Escolhi meu trajeto, passei para ele e ele me conduziu por 5 dias pelo país. É um excelente motorista, e uma pessoa honesta e de confiança. Na época que contratei ele não era um guia turístico, e sim um motorista. Hoje está trabalhando em parceria com uma brasileira na Brazuca´s travel e se aprimorando para trabalhar como guia.Seu trabalho está mais que testado e aprovado!

 

Vai viajar? Planeje toda sua viagem com o Quero Mochilar!

O Quero Mochilar tem te ajudado com dicas e roteiros para o seu planejamento? Então que tal nos ajudar sem pagar nada a mais por isso, simplesmente fechando sua viagem com os serviços oferecidos pelas parceiras do Blog.

GARANTA AQUI

SEGURO VIAGEM – HOSPEDAGEM – ALUGUEL DE CARRO – TOURS – PASSAGENS AÉREAS – RESERVAS

Além de garantir sua programação com segurança, você estará ajudando a manter o site no ar cheio de dicas para você, sem gastar nada a mais por isso.

Siga-nos
0

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

You may use these HTML tags and attributes:

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Language »