Lago Argentino – Rios de Hielo

Navegar pelo Lago Argentino, o mais austral de toda a Patagônia, é uma experiência fantástica. Não tem como não se encantar com seus glaciais, icebergs de todas as formas e tamanhos e paisagens de tirar o fôlego.

INFORMAÇÕES DE: Novembro de 2018.

ROTEIRO PARA:  1 dia.

TIPO DE VIAGEM:  Mochilão de Férias Patagônia e Terra do Fogo – Parte III.

HOSPEDAGEM: Calafate Hostel – R$ 73,00 / dia.

Preço de quarto misto com 4 camas. Neste valor também está incluso o café da manhã, que é muito bom para um hostel. O Calafate hostel é bem localizado, a equipe ótima e tem um clima bem agradável para fazer amizades.

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SOBRE O LAGO ARGENTINO

Também descoberto e explorado por Francisco Pascasio Moreno, o cientista que deu o nome ao glacial mais famoso da região, o Lago Argentino é o maior e o mais austral dos lagos da Patagônia.

Enorme, o lago argentino cobre uma superfície de 1.415 km², e tem uma profundidade média de 150 m, sendo que em alguns pontos chega a 500 m. O interessante é que grande parte da sua água é proveniente principalmente do degelo dos glaciais que o cercam.

Por sua imensidão, podemos vê-lo desde El Calafate, e grande parte da sua área está protegida pelo Parque Nacional Los Glaciares. Em seu braços ocidentais deságuam vários glaciares, entre os que se destacam o Glaciar Perito Moreno e o Glaciar Upsala.

A melhor forma de conhecê-lo é navegando, em um passeio chamado Rios de Hielo, onde fazemos uma navegação passando pelos Glaciares Upsala e Spegazzini, e pelo caminho vamos admirando vários icebergs enormes que se desprendem dos glaciais e paisagens de tirar o fôlego.

Como conhecer o Lago Argentino?

Como disse anteriormente, a melhor forma de conhecê-lo é navegando.

Os passeios de barcos saem de Puerto Bandera, um porto localizado dentro do Parque Nacional Los Glaciares, no final da Ruta 8 e distante  47 km de El Calafate, em torno de 40 minutos de viagem. A rodovia está em ótimas condições.

Para chegar a Puerto Bandeira você pode ir de:

  1. Transfer ( $ 800 ARS – R$ 94,00 ): Com as próprias agências de turismo. Você pode comprar o passeio e fechar o transfer diretamente com a empresa que vai navegar.
  2. Carro: Caso esteja em um grupo, ou com carro alugado, não precisa pagar pelo transfer, tendo somente o custo com a navegação.

Em relação aos passeios, no geral é caro, e temos 3 opções:

O Tradicional

Valor: $ 3.200 ARS – R$ 376,00

Este foi o que eu fiz e relato neste post. Navegamos para visitar os glaciares: Upsala, Seco e Spegazzini.

Tradicional + Capitan´s Club

Valor: $ 5.500 ARS – R$ 647,05

Onde o diferencial é a sua localização durante o passeio. Aqui você fica junto a cabine do capitão, com direito a salão VIP e alimentação, incluindo: entradas, almoço e open bar de bebidas variadas (alcoólicas ou não).

Glaciares Gourmet Tour

Valor:  $ 4.100 ARS – R$ 482,35

Neste tour, além dos glaciais e almoço, há uma caminhada em “Puesto de las vacas” e vai até o glacial Perito Moreno.

Foto: Lago Argentino visto da estrada, próximo a El Calafate.

Quando conhecer o Lago Argentino?

Apesar de a navegação ocorrer o ano todo, a época mais indicada é de outubro a maio. No inverno, que é na mesma época que aqui no Brasil, os dias têm poucas horas de luz e as saídas para área externa do barco para as fotos se tornam um pouco incômodas (acho torturantes) devido o frio e o vento, o que piora ainda mais a sensação térmica.

Recomendo ler para planejar sua viagem: Como planejar uma viagem para patagônia?

Segurança no Lago Argentino.

Não preciso falar sobre segurança, pois as navegações são feitas em barcos super confortáveis e bem equipados. Só seguir as orientações que não terá nenhum problema.

Lembre-se de ir bem agasalhado e com algo para a proteção do pescoço, que é frio demais próximo aos glaciais e durante o passeio há muito vento.

Falando em segurança: Você já tem seguro viagem? Não? 
Viajar sem é loucura, portanto nunca faça isso!

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ROTEIRO PARA CONHECER O LAGO ARGENTINO

 Dia 3 – 20/11/2018

No meu terceiro dia de viagem escolhi fazer a navegação do Lago Argentino, e como era um dia bem chuvoso, creio que foi o passeio ideal, pois os passeios ao ar livre este dia não iam rolar… rs.

Agora vamos para as informações que interessam…

Foto: Nesta foto podemos ter noção do tamanho dos icebergs, quando olhamos o barco.

Como funciona a navegação pelo Lago Argentino?

Como expliquei no inicio, há três tipos de navegação, e eu escolhi o tradicional e mais simples.

Segue algumas informações sobre ele:

  • Duração: 5 horas de navegação.
  • Horário: das 9h00 – 14h00.
  • Valor: ($ 3.200 ARS – R$376,00).

Apesar do barco sair às 9h00, começamos a nos organizar cedo para a navegação, isso quando escolhemos o transfer. Sai do hostel às 7h20, e cheguei no porto em torno das 8h30.

A demora se dá principalmente, pois temos que buscar todos os passageiros nos hotéis. A viagem em si, dura 40 minutos.

Chegando lá, enfrentamos uma fila para pagar a entrada do parque. Isso mesmo. Para navegar no Lago Argentino, você ainda tem que pagar para entrar no Parque Nacional los Glaciares, pois o lago está em suas áreas de proteção, e mesmo que já tenha ido ao Perito Moreno e pago, aqui você tem que pagar novamente.

O trajeto pode ser observado na foto, logo a entrada da embarcação.

Foto: Nosso trejato: Entrada pela Boca del Diablo, subimos o Brazo Norte, vamos próximo ao Glaciar Upsala (Canto superior esquerdo da foto), depois vamos até o Glacial Spegazzini.

Tudo certo, embarcamos e seguimos viagem…

A primeira impressão que temos é ótima. O barco tem uma estrutura excelente e é super confortável, com área coberta, externa, banheiros e uma pequena cafeteria.

Foto: Como são os barcos.

Sobre a estrutura

Lanchonete: Vendem-se lanches, café, biscoitos, chocolate quente e alfajor – porém, tudo a preços bem salgados.

Caso não queira gastar muito, recomendo levar sua água e lanches, pois na hora do almoço estará aqui, e chegará em El Calafate em torno das 15h30, portanto preparem-se.

Faz muito frio na área externa, ainda mais em um dia como o que eu peguei, com chuva. Há muito vento, portanto é importante ir bem agasalhado, agasalhar também bem o pescoço. Evite bonés, devido o vento você pode perdê-lo.

Foto: Interior do barco.

Passada a primeira impressão a navegação começa, e bem pontual.

Desde o começo é bem interessante. É um passeio calmo, comprovado pela quantidade de idosos e famílias com crianças, porém super interessante também, pelo menos pra mim e logo explico os porquês.

Uma das primeiras partes do passeio é atravessar a Boca do Diabo no Canal Upsala, no braço norte do lago. Este lugar, com esse nome feio, na verdade é a passagem mais estreita de todo o percurso, com 800 metros.

Foto: Que comecem os jogos…
Foto: Atravessando o trecho conhecido como Boca del Diablo.

Desde o começo vamos avistando pelo caminho belas paisagens e icebergs. Enquanto isso, tudo que vemos é explicado nos áudios e escutado em todo o barco. Falam também durante o tour várias curiosidade locais.

Foto: A paisagem rouba a cena a todo momento.
Foto: Não demora muito e já começamos a avistar os icebergs.
Foto: Tem de todo tamanho e formato e eu não cansava de vê-los.
Foto: A maior parte do tempo acabei ficando no interior do barco, por que choveu muito e estava frio, mas quando via algo que interessava, corria para fora no frio mesmo.
Foto: A parte difícil é achar um cantinho para a foto.
Foto: A gente insiste, e espera, e consegue um momento sozinho para foto..rs.
Foto: E o caminho todo é assim.. um show!

Após algumas horas navegando e avistando os belos icebergs, chegamos ao primeiro Glacial.

O Glaciar Upsala

O nome deste glacial é em homenagem a Universidade de Uppsala (antiga ortografia: Upsala), da Suécia, quem realizou o primeiro levantamento da região no século XX.

Seus campos de gelo são enormes, e cobrem uma extensão de 765 km², sua extensão é de 53,7 km, sendo o terceiro mais longo da América do Sul (após o Pio XI e o Glaciar Viedma). Suas paredes tem 40 m de altura.

O barco geralmente aproxima 300 m do Glacial, mas como as condições climáticas estavam péssimas, por questões de segurança, não aproximaram e com a neblina, mal o vemos. Chateado, mas fazer o que? …

Foto: Se olhar bem, mas muito bem, lá no fundo você verá o glacial.

Depois dessa geleira a navegação continua, mas agora pelo Canal Spegazzini, onde somos apresentados ao que é conhecido como “Geleira Seca”. Isso porque essa geleira se forma nas montanhas e não tem contato com as águas do lago. Uma interessante vista também, mas estava tanta chuva que nem consegui uma foto descente dela, mas no caminho o show dos icebergs continuaram.

Foto: As vezes continuava admirando de dentro mesmo.. era muito frio lá fora.
Foto: Pra mim, este foi o iceberg mais belo de todos.
Foto: Olha que coisa linda, estas bolhas. Disseram que este é um tipo raro de ser visto.
Foto: Detalhes… perfeição da natureza, não?
Foto: Jeito especial de passar o tempo – observando estas maravilhas.

O Glaciar Spegazzini.

Este glacial, recebeu o nome em homenagem ao botânico micologista ítalo-argentino Carlos Luis Spegazzini, o primeiro a estudar a flora local.

O Spegazzini é muito conhecido por ter a mais alta parede de desprendimento do Parque Nacional Los Glaciares, sua altura vária entre 80 e 130 metros, enquanto a de outros glaciares do parque ficam na média de 60 metros.

Ele é a principal origem dos enormes icebergs de formas e cores variadas que encontramos ao longo do caminho. O interessante é que esta parede de desprendimento está firmemente apoiada no fundo do lago a uma profundidade de cerca de 150 metros.

Aqui felizmente chegamos bem próximos desta geleira, a mais alta de todo o Parque Nacional Los Glaciares, até mais que o Perito Moreno.

Foto: Nos aproximando.
Foto: Coisa linda!
Foto: Dia memorável a gente tem que registrar, né?
Foto: Observem como ele é incrível.
Foto: Ao lado dele temos esta bela cachoeira.

Na volta as surpresas continuam, só ficar de olho que verá lindas paisagens.

Cheguei em El Calafate deste passeio em torno das 15h30, com o dia todo pela frente. Dava pra fazer muita coisa ainda, porem só curti o centrinho mesmo, tomei um chocolate quente delicioso na 9 de Julio, em uma padaria e depois só me preocupei em deixar tudo pronto para ir até El Chaltén no próximo dia, de onde continuo esta viagem.

E DAÍ, QUANTO FICOU A BRINCADEIRA??

Gasto total do dia: $  4.560 ARS – R$ 536,52 .

  • Hostel: $ 620,5 ARS (R$ 73,00).
  • Tour:  $ 3.200  (R$ 376,47 ) – Preço só dele. Eu paguei na verdade $ 8.000 ARS, pois fiz um combo com o minitrekking + transfers.  Este valor eu fechei pela internet com antecedência. Se eu tivesse fechado este mesmo combo em El Calafate, pagaria $ 7.600 – em torno de R$ 47,00 a menos.
  • Entrada do parque: $ 600 ARS (R$ 70,59) .
  • Lanche da tarde : $ 140 ARS (R$ 16,47) – Padaria na 9 de Julio (Centro).

Usei a cotação média de 8,5 pesos para R$ 1,00.

Quer saber em detalhe todos os gastos desta viagem e ainda algumas outras dicas?

LEIA:  QUANTO CUSTA UMA VIAGEM PARA PATAGÔNIA?

NÃO POSSO DEIXAR DE PROVAR…

Tem brasileiro que reclama que a comida argentina é sem tempero, e carregar no tempero é coisa de brasileiro. Esqueça isso e aproveite! Você esta viajando e conhecendo coisas diferentes.

Em El Calafate, não deixe de provar:

1- Cordeiro Patagônico: Prato típico da região.

Foto: La Tolderia Resto Bar – $ 380 ARS ( R$ 44,71).

Chorizo: Outro prato muito típico da argentina, que consiste em um filé suculento acompanhado por batatas (purê ou fritas).

Foto: Pratos na fixa de R$ 40,00 a R$ 50,00.

Guizados: Tipo uma sopa, e muito apreciado por lá também.

Foto: Guizado de Lentejas (Lentilhas) – Restaurante Pura Vida – $ 460 (R$ 54,11).

Empanadas: Salgado típico, muito popular no país.

Foto: Tão popular como a coxinha no Brasil. Preços variando de R$ 7,00 – R$ 10,00.

Doce de Leite Argentino: Desculpem os mineiros, mas pra mim é o melhor que existe!


Foto: Aproveite o friozinho para um chocolate quente Este perde para nosso (De Gramado).

Ainda é muito popular em EL Calafate, comer Trutas, e fica a dica pra quem gosta de peixe.

LIÇÕES APRENDIDAS.

  1. Não é possível comprar seu ingresso para o passeio Rios de Hielo na hora e diretamente no porto. Para fazer este tour, você precisará de uma agência intermediando.
  2. Este é um passeio que não precisa ser fechado com antecedência, pois você consegue reservas a qualquer momento.
  3. Há lanchonetes com venda de bebidas e alguns biscoitos a bordo. No entanto, não há refeições. Por isso, o recomendado é que levem sua própria comida.
  4. Para tirar fotos com as geleiras de fundo ligue o flash, caso contrários elas saem escuras, como em um pôr do sol.
  5. Há venda de fotos a bordo, por um preço ultra salgado – $ 60 USD.
  6. Recomendo sentar próximo a saídas de emergência, pois somente lá é possível abrir as janelas. Principalmente se fizer o passeio em um dia muito frio e com chuva, como foi o meu .
  7. Sempre passo mal em navegação. Nesta esqueci de levar o dramin, mas não passei, portanto é super tranquilo e não precisa.
  8. Vá bem agasalhado, há muito vento.

OUTRAS INFORMAÇÕES ÚTEIS.

Fuso Horário: (-) 1 h (Brasília) – No horário de verão, resto do ano mesmo horário que o Brasil.

Língua: Espanhol.

Moeda

Amoeda usada na Argentina é o peso argentino.

Na minha viagem, a conversão média era de R$ 1,00 = $ 8,5 ARS. Divida o valor em pesos por 8,5 para saber o valor em reais.

DICA PARA FAZER BOAS CONVERSÕES – LEIA:  QUANTO CUSTA UMA VIAGEM PARA PATAGÔNIA?

Gorjetas: Nós brasileiros não temos costume de dar gorjetas, na verdade temos até dificuldade… rs, mas como na maioria das cidades turísticas, elas são sempre bem vindas e esperadas. O ideal é pagar no mínimo 10%.

Vistos e Vacinas

Boa pra nós!

Brasileiros não precisam de visto para permanência menor que 90 dias e é exigido somente RG para entrada no país. Pedem que seja um documento em boas condições e com no máximo 10 anos de emissão.

Não é obrigatório a vacina contra febre amarela (certificado com validade internacional) e nenhuma outra.

ATENÇÃO: Sempre pesquise estas informações no site do consulado, pois pode haver mudanças.

Tomada

Usam o padrão I (o mesmo da Oceania e China), que é aquela tomada com três pinos achatados.


Foto: Estas duas bolinhas são exceções, normalmente não tem.

Recomendo levar um adaptador universal. Geralmente os hostel e hotéis, usam padrões de tomadas diferentes do mais usual no país.

Voltagem: 220 V.

A VIAGEM CONTINUA…

Relato Anterior:  Glacial Perito Moreno – Como é o Minitrekking na principal atração de El Calafate.

Próximo Relato:  El Chaltén – A capital do trekking  (Fevereiro/2019).

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