Parque Nacional Namib-Naukluft (Sossusvlei) – Namíbia

Ainda me lembro do primeiro dia que vi uma imagem do Deadvlei em um grupo de viagens no facebook. Aquela paisagem de areia dourada, chão branco, céu azul e árvores mortas tinha me encantado e eu só pensava: “Onde fica isso?”. Naquele instante tive mais uma das certezas: “Este é um dos meus próximos destinos, preciso ver com meus próprios olhos”. Cinco anos depois do amor à primeira vista eu estava lá, e além de andar por este cenário exótico e deslumbrante, ainda descobri que neste belo parque estão as maiores dunas do mundo, e que há muita vida selvagem naquela imensidão de areia. Sem dúvida alguma, um dos mais belos, exóticos e inesquecíveis lugares que já conheci.

INFORMAÇÕES DE: Setembro de 2017.

ROTEIRO PARA: 2 dias.

TIPO DE VIAGEM: Mochilão de Férias África do Sul e Namíbia – Parte XVII.

HOSPEDAGEM: Camping Sesriem – Dentro do Parque – $ 200 (NAD) / pessoa – (R$ 54,35).

Não sei falar em distância, mas o que percebi era que a entrada do parque ficava longe de cidades, portanto a melhor forma de se hospedar era no interior do parque (lodges ou camping) ou nos lodges ao redor, que são vários.

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SOBRE O PARQUE NACIONAL NAMIB-NAUKLUFT

Este é um dos parques nacionais mais famosos do país, cujo a área protegida de 49,7 km2, abrange parte do deserto do Namib, o mais antigo do mundo, e a cordilheira de Naukluft.  É aqui que esta uma das imagens mais conhecidas da Namíbia, o Deadvlei.

‘Namib’, o nome do deserto, quer dizer espaço aberto, e é deste mesmo nome que surgiu o nome do país, que significa “terra de espaços abertos”. O parque foi estabelecido em 1907 quando a administração colonial alemã proclamou a área entre o rio Swakop e o rio Kuiseb uma reserva de caça. Os limites atuais do parque foram estabelecidos em 1978 pela fusão do Parque do Deserto de Namib, do Parque Zebra da Montanha Naukluft e partes da Área de Diamante 1 e alguns outros pedaços de terras governamentais vizinhas.

Mesmo sendo um deserto, a vida aqui reina e há uma grande variedade de espécies de animais que podemos observar livremente, principalmente o belo Oryx, uma espécie de antílope, que é símbolo do parque e estão por todos os lados.

Chuva aqui é raridade, e chega em forma de neblina proveniente do Oceano Atlântico. Chove em média apenas 106 milímetros por ano entre os meses de fevereiro e abril. Estes mesmos ventos que trazem a névoa também são responsáveis ​​pela criação das dunas de areia do parque, cuja cor laranja queimada é um sinal de sua idade. Esta cor se desenvolveu ao longo do tempo, enquanto o ferro na areia foi oxidado. Pelo metal oxidado é possível analisar a idade da duna, e quanto mais oxidada, mais velha e mais brilhante sua cor.

Aqui ainda estão as dunas mais altas do mundo, que se elevam a mais de 300 metros acima do chão do deserto. Um lugar sem igual e que vale a pena conhecer.

Fonte: Wikipedia.

Como chegar?

O parque está próximo ao litoral do país, em uma região isolada. Viajar até lá da capital, de onde chegam a maior parte dos turista, requer reservar um tempo no seu cronograma.

Apesar de muito chão, são poucas cidades pelo caminho, e cruzar a Namíbia para chegar até lá é um tour a parte. Tudo muito diferente em relação as paisagens que estamos acostumados no Brasil. Eu adorei fazer este trajeto de carro.

As opções mais usada para chegar até aqui são:

1- Agências de viagens

Facilmente você encontra agências de viagens em Windhoek (Capital do país) que fazem o tour pelo deserto. Várias são as opções e quantidades de dias oferecidos. Podem ir despreocupado e as vezes até deixar para ver isso lá, se não for temporada, claro!

 2- Alugar um carro.

Outra opção bastante usada por pessoas que estão em grupos de até 4 pessoas é alugar um carro. Dá para ir com carro baixo até o parque, mas lá dentro há áreas que você pode atolar na areia. O recomendado mesmo é alugar um 4×4.

Há ainda a opção de alugar carros com barracas em cima para Safári, o que é o ideal para quem não tem barracas. Esses carros são super comuns entre os turistas que estão se aventurando pelo país.

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3- Aeroporto

Se quiser ganhar tempo, pode pesquisar e pegar um voo até Walvis Bay, que fica bem próximo a atração. Não sei falar muito sobre este trajeto, mas deixo a dica para mais pesquisa. O lado ruim é que você perderá de cruzar a Namíbia de carro, o que eu adorei fazer.

Minha experiência:

Quando fui contratei o Jonas, um motorista namibiano, que fez o meu roteiro todo pela Namíbia por um preço super bom. Hoje ele esta trabalhando junto com uma brasileira, chamada Gina, e fazem tours privados pela empresa Brazuca Travels.

Podem confiar, fechei com Jonas pelo facebook, através de uma indicação de um Blog (A Mochila e o Mundo), e deu tudo certo.

Quando ir?

A Namíbia é um destino que pode ser conhecido em qualquer época do ano. O clima aqui não irá interferir muito na sua programação por ser bem constante e não haver longos períodos de chuvas, e mesmo que chova o sol está sempre presente.

A alta temporada de turistas no país costuma acontecer de maio a outubro, quando é mais seco e as temperaturas são amenas, sendo que o ápice acontece nos meses de julho a agosto (Férias na Europa), e é neste mesmo período que os preços conseqüentemente aumentam.

Nesta época as reservas de hotéis, lodges e carros podem se esgotar com meses de antecedência, se for viajar neste período então, se programe.

Em relação ao inverno (maio a agosto), costuma fazer bastante frio, sendo comum até mesmo índices negativos no auge. Durante o inverno também, por ser um local extremamente seco, você sofrerá um pouco com a respiração por falta de umidade no ar.

De novembro a abril, há um aumento das chuvas no país e o calor é mais intenso, quando os termômetros podem marcar facilmente 40°C. Andar pelas dunas do parque debaixo de tanto sol pode ser um grande sacrifício. Quem detesta calor, fuja desta época.

Com isso, os melhores meses para fugir de altos preços, tumultos nos parques e estradas cheias é de abril a maio, nesta época ainda as chuvas já são escassas, a temperatura mais amena e a paisagem ainda está verde das chuvas de verão.

Segurança

O interior do parque é bem tranquilo e o único cuidado que devemos ter é principalmente em relação a andar sob o escaldante sol. Afinal, você não vai querer desmaiar lá no meio da areia, não é mesmo?

A palavra já diz – deserto – então você caminhará em alguns passeios sem nenhuma sombra e sobre as dunas, o que exige um maior esforço físico. Portanto: Abuse do protetor solar, leve bonés e beba bastante líquido, antes, durante e depois dos passeios e procure fazer os mesmos o mais cedo possível e no fim da tarde, quando o sol já deu uma baixada.

É comum encontrar no deserto pequenos bichos como cobras, escorpiões, aranhas e outros que podem ser perigosos. Sendo assim, nunca faça trilhas em locais isolados sem orientação profissional ou sozinho. Faça os passeios mais isolados sempre em grupo e deixe suas barracas bem fechadas, assim como evitar deixar os sapatos do lado de fora.

Ah leve repelente, mesmo que não for acampar, não tive problemas com insetos no acampamento, mas as vezes pode ser a época do ano e na Namíbia há incidência de malária.

Do mais divirta-se.

Falando em segurança: Você já tem seguro viagem? Não?

Viajar sem é loucura, portanto nunca faça isso!

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ROTEIRO

Dia 14 –  09 /09/2017 .

Mais um dia começava, e lá estava eu esperando meu táxi para o aeroporto Cape Town. Era meu último dia na África do Sul, de onde eu partia levando ótimas lembranças.

Voei pela empresa South Africa Airline até Windhoek, foram em torno de 2 horas de voo até a capital da Namíbia. Um voo tranquilo e sem imprevistos.

Foto: Pronto para partir de Cape Town.

Cheguei cedo, às 10h35, cheio de expectativas e ansioso para encontrar Jonas. Ele era o motorista que iria me acompanhar em meu tour pelo país na próxima semana. Peguei seu contato em um site (A Mochila e o Mundo), combinei tudo por facebook e whatsapp (isso mesmo que você leu), e graças a Deus, na hora exata ele estava me esperando, e assim fechamos os últimos detalhes antes de partir.

Foto: O aeroporto da capital é minúsculo… rs.

Foto: Paisagem do avião: Deserto, deserto e arbustos…

Como foi o combinado: Jonas locou um carro, e ia dirigir para eu e minha amiga por 5 dias pela Namíbia. Nós pagaríamos a locação, a gasolina e o resto era por sua conta. Descrevo melhor este serviço no fim do post, na parte de orçamento.

Nosso combinado era que no primeiro dia iríamos até o Fish River Canyon, o segundo maior canyon do mundo, mas na hora refizemos a programação. Pensamos que ficaria muito corrido, pois era muito longe, e assim mudamos o trajeto, e fomos direto para o famoso cartão postal do país, o Parque Nacional Namib-Naukluft, onde está o Deadvlei.

Neste dia tínhamos uma longa viagem pela frente. Até o parque são 333 km de distância, por estradas na maior parte de terra, uma viagem que leva em torno de 4 a 5 horas.

Para evitar paradas e garantir nossos lanches, antes de ir passamos em um supermercado e compramos nosso suprimentos para os próximos dias como: água, salgados, frios, pães e etc…

 Mapa do nosso trajeto de carro.

Pra mim, que tinha acabado de chegar na Namíbia a viagem foi um passeio a parte. Fui observando cada detalhes, até as estradas.

Foto: Caminho, quase 80% dele é assim.

Foto: Estradas em boas condições, por ser de terra, e sem muitos atoleiros de areia.

Há uma parte da viagem que descemos pelas montanhas e temos uma vista incrível, mas no horizonte tem um tipo de nevoeiro, que atrapalha a visibilidade a longo alcance, penso que isso é devido a areia suspensa, mas isso foi eu que deduzi rs.

Foto: Descendo a montanha.

Vale observar que apesar de ser de terra, as estradas eram bem largas e estavam em ótimas condições. E ainda sempre que víamos um posto parávamos para abastecer, pois haviam poucas cidades e postos pelo caminho.

Eu curto muito paisagens e neste trajeto não fechei os olhos por nenhum minuto, estava sempre a procura de animais no meio da vegetação super seca e de paisagens diferentes para fotografar,  as vezes via um babuíno, um antílope, um javali.. e assim ia me divertindo pelo caminho.

Foto: As donas do pedaço!

Foto: A primeira vez que as vi ao vivo e em liberdade. A Gazela mais disputada no Discovery Channel – Todo mundo quer comê-las… rs.

Foto: Um Oryx correndo na beira da estrada – Também foi a primeira vez que vi este animal incrível.

Às 17h00 chegamos no parque, no Sesriem Campsite. Agora vamos lá…

Foto: Cancela de entrada do parque.

Parque Nacional Namib-Naukluft

Horário de funcionamento: Diariamente. Os visitantes só podem entrar entre o nascer e o pôr do sol ( Geralmente entre: 6h15 às 19h30).

Valor:

  • N$ 80 (R$ 21,73) – Entrada no parque.
  • N$ 10 (R$ 2,72) – Entrada por veículo.
  • N$ 200 (R$ 54,34) – Acampar no interior do parque.

Observações importantes:

1-) Quando você paga a entrada, ela tem um tempo de vigência de 24 horas corridas, mas isso não fica claro. Então cuide de sair de dentro do parque dentro destas 24 horas para não correr o risco de ter que pagar por outra diária.

2-) Você pode sair e voltar dentro deste prazo de vigência de 24 horas quantas vezes quiser, desde que o faça entre o nascer e pôr do sol.

Chegando no parque fomos direto nos acomodar, tínhamos decidido acampar ao invés de lodge por ser mais barato mesmo, os lodges aqui são beeeeem caros. Como não havíamos feito a reserva com antecedência, poucas eram as áreas disponíveis para as barracas e tivemos que ficar em uma área sem iluminação (o lado ruim de não reservar).

Foto: Recepção do parque.

Sobre a área de acampamento do parque.

A área de acampamento fica bem próxima a entrada e a recepção, colada no restaurante e loja do parque. A estrutura é boa, as áreas bem demarcadas, com lixeiras e há banheiros masculinos e femininos com banho de água quente.

Se reservar com antecedência você pode escolher uma área com lâmpadas nas árvores. Não há parte cimentada e você já sai do banheiro na areia sujando os pés…rs . Don´t worry and be happy.

Dai você pensa: “Esse louco vai acampar no meio da África sem luz?”… Do not worry mais uma vez meu amigo, aqui nesta região não há felinos predadores… pelo menos nos garantiram e eu acreditei…rs.

Decidido nossa acomodação, pegamos mapas e explicações na recepção do parque e corremos direto para o primeiro passeio, pois como não ficaríamos no outro dia até o pôr do sol, este era o momento de apreciá-lo do alto da duna Elim.

Duna Elim

Distância do Sesriem campsite: 4,7 km – 10 minutos.

Esta é a duna procurada por todos para apreciar o pôr do sol, e realmente observá-lo daqui é especial e imperdível. Só consegue fazer este roteiro quem fica hospedado dentro do parque, pois os portões fecham exatamente na hora que o sol se põe, portanto, mais um motivo para pernoitar pelo menos uma noite aqui.

Saímos tão afobado da recepção por conta do horário, pois tínhamos pouco tempo para subir as dunas antes do sol se por, que acabamos passando a entrada, que está apenas 1,5 km da recepção. Demoramos para perceber, e quando percebemos já estávamos um pouco longe, então voltamos e graças a Deus não perdemos o espetáculo.

Para chegar até lá os primeiros 1,5 km são de asfalto e o restante do caminho de terra, ou melhor, de areia e não há erro, só ir observando o lado direito, que há uma placa, discreta indicando caminho.

Conseguimos chegar com carro baixo, a estrada aqui não é cheia de atoleiros de areia.

Fique atento, pois pelo caminho você pode avistar vários animais, inclusive o Oryx, símbolo do parque.

Quando chegamos lá eu não esperei ninguém, peguei minha máquina e subi correndo igual um doido. Estava com muito medo de perder o espetáculo.

Foto: Estão vendo aqueles pontinhos lá no alto? São pessoas… rs.

A subida da duna completa pode levar até uma hora para algumas pessoas, eu fiz um trecho menor, mas em bem menos tempo também. Lá do alto além do pôr do sol, você ainda tem uma bela visão para as montanhas Naukluf.

Foto: Vista para estrada que chegamos.

Foto: Já alto suficiente para ver o espetáculo.

Foto: As montanhas Naukluf.

Foto: Ainda tinha bastante chão pelo caminho como podem ver, e o sol já estava descendo.

Foto: Eu e meu novo amigo Jonas, admirando o espetáculo.

Não tinha maneira melhor de finalizar este meu primeiro dia na Namíbia. O sol realmente estava incrível, uma bola gigante de fogo no céu. Como escolher uma foto??

Foto: Ele entre as árvores…

Foto: Desaparecendo a enorme bola de fogo.

Foto: Sem zoom…

Passeio feito, voltamos para o camping. Acredita que atolamos no areão na área das barracas (rs). Pra vocês verem, que até lá, há trechos ruins para carro baixo.

Problema resolvido, foi hora de armar as barracas com a luz do carro, tomar aquele banho pra tirar a sujeira, comer nossas guloseimas e descansar, que o outro dia seria dedicado a conhecer o lugar que me trouxe para o país.

Foto: Bebendo vinho fino da Groot Constantia de Cape Town e comendo “tranqueiras”…rs.

Foto: Nossa janta!! Ahh como eu adorava o Sweet Chille que esta na mesa.

Dia 15 – 10/09/2017

O dia começou cedo, ás 6h00 já estava de pé, pronto para ver o sol nascer da Duna 45, outra atração que só tem acesso quem dorme no parque.

Café da manhã tomado, partimos rumo a duna…

Duna 45

Distância do Sesriem Campsite: 45 km – 1 hora. Mesmo sendo asfalto o trajeto até lá, não podemos correr muito devido risco de animais na pista.

O trajeto do Sesriem Gate até a duna ser de 45 km não é coincidência, e é por causa desta distância que ela foi batizada com este nome.

Chegar até lá é fácil, a estrada é toda asfaltada e ela fica bem ao lado esquerdo do asfalto, portanto não precisa pegar nenhum trecho de areia e chega com carro normal tranquilamente.

A duna é enorme e linda, aliás, espetacular. E é daqui que os visitantes do parque veem mais um dia começar na Namíbia.

Foto: Vamos começar a caminhada?

Foto: Bem ao lado da duna tem esta árvore bem exótica, que dá ótimas fotos.

Foto: Ainda tive a sorte de ver este ilustre morador do deserto por aqui.

Em torno das 7 horas eu já estava lá. O  dia já tinha luz, mas o sol ainda não tinha dado o ar da graça. O horário de aparecer é às 7h45, o que foi tempo suficiente para subir até o topo da duna. Em relação ao topo, não parece muito quando falamos dele em números, pois está a 150 metros do chão, mas quando estamos lá no alto temos uma visão incrível do parque e parece que estamos bem mais altos.

Foto: Estacionamento visto lá do alto da duna.

Lá do alto podemos perceber que não é a toa que esta é a duna mais fotografada do mundo. Formato, cor, paisagem, todo este conjunto a torna algo realmente pra lá de especial.

Foto: Sol nascendo…

Sol já no alto em força total para nos fritar, chegou a hora de seguir em frente…

Da Duna 45, podemos seguir na mesma estrada para conhecer o Deadvlei e Soussvlei, portanto combinação perfeita.

Só que agora temos que abandonar nossos carros.

Para chegar até esta parte do parque somente em veículos 4×4, e não é só isso, o motorista tem que ter muita experiência mesmo com este tipo de veículo. A estrada de areia é monstruosa, e de arrepiar mesmo. Não é qualquer um que passa não. Tem muito “neguim” que arrisca e fica pelo caminho dando trabalho para equipe do parque no atoleiro de areia.

Foto: Um exemplo!

O ideal mesmo é parar o carro no estacionamento, que é o ponto final da estrada de asfalto, e pegar o veículo oficial do parque que leva até lá.

Entrada para o Deadvlei e Soussvlei

Distância do Sesriem Campsite: 61 km – 1h e 20 minutos + 6 km com veículo oficial – 20 minutos.

Transporte: A cada 10/15 minutos (tanto no início quanto no fim do trajeto).

Valor: N$ 150 (R$ 40,75)

Aqui é onde ficam todos os veículos que não são 4 x 4, e onde pegamos o transporte até as atrações.

Foto: Estacionamento dos carro, o trator que nos puxa até as atrações no areão e a casa onde vendem os ingresso.

Foto: Mais um habitante do deserto dando o ar da graça.

Deixamos nosso veículo, compramos nossas passagem e lá fomos nós sacolejando pela areia. São apenas 6 km, mas demora em torno de uns 20 minutos, e como chacoalha, tem hora que parece até que vai atolar ou tombar…rs, ahhh e como faz calor… rs.

Agora vamos lá para as atrações neste trajeto.

Deadvlei

Este como disse, é o lugar que me trouxe até aqui, e onde eu mais queria pisar. O Deadvlei fica no primeiro ponto de parada. Aqui descemos, pegamos uma trilha junto com a multidão e vamos ao encontro do cenário com as árvores secas.

Foto: Tudo muito simples… evite passar mal…rs.

São aproximadamente 15 minutos de caminhada. Eu desviei a duna para ir e na volta voltei por ela. A caminhada é debaixo de um sol forte, e bem puxada, pois os pés vão afundando na areia, mas vale cada gota de suor.

Foto: Podemos ir subindo a duna, ou contornando.

Foto: Luana andando com sua calma…rs.

E afinal, o que é o Deadvlei…

O nome Deadvlei significa “pântano morto” e remete à época em que esta área era um lugar fértil, banhado pelo rio Tsauchab. Hoje o lugar é apenas uma bacia de argila branca rodeada por dunas enormes de um tom amarelado/avermelhado, e neste mesmo chão branco estão centenas de árvores secas, que segundo estimativas tem mais de 1.000 anos.

Foto: Quase chegando… ufa!! Uma sombra, mesmo que de duna…rs.

Foram as freqüentes enchentes que trouxeram esta argila e criou um ambiente propício para que algumas espécies de árvores aqui se desenvolvessem. E a história desta formação é a seguinte: Com o passar dos anos, na época que ocorriam as enchentes, começaram a aparecer as dunas, o que impediu a chegada da água até o local, provocando a morte das árvores. Para completar o cenário inóspito, a falta de umidade ocasionada pela barreira criada pelas dunas e o calor da região, fizeram as árvores secarem por completo e hoje elas são consideradas até petrificadas de tão secas. Ainda esta falta de umidade, que é extremamente baixa por aqui, impede que elas apodreçam garantindo para nós essa visão deslumbrante.

Quando cheguei fiquei um tempo admirando, queria registrar cada detalhe. Sem dúvida este foi um dos cenários mais incríveis que meus olhos já viram.

Foto: Paisagens exóticas não?

Foto: Quais árvores escolher para minha fotos??

Foto: É proibido subir nas árvores ou até mesmo tocá-las. Seria uma pena quebrá-las, não é mesmo? Mas não se espante, tem gente que por uma foto, faz essa enorme falta de respeito com esse patrimônio incrível.

Foto: Admire-as assim: Só olhando.

Foto: Como estava quente e eu suado…rs.

Após as fotos, fui subir a Duna – Big Daddy – para fotografar lá do alto.

Big Daddy

Esta é uma das maiores dunas do mundo, com 325 metros de altura e só perde para a Duna 7, em Walvis Bay também na Namíbia, com 340 metros. É esta duna que separa o Sossusvlei e Deadvlei.

Não subi ela inteira, mas boa parte, somente para voltar para o estacionamento por outro trajeto, e é bem cansativo, mas lá do alto temos uma vista incrível do vale.

Foto: A visão daqui do alto é show de bola!

Foto: O estacionamento do Deadvlei, pra onde eu voltaria – Vista do alto da duna.

Terminado o primeiro passeio, fiz uma confusão, e voltei do Deadvlei para o estacionamento, e só depois descobri que tinha mais pra ver naquele trajeto onde estava, o Soussvlei. Então, conversei no transporte para não pagar novamente e voltei para ir neste segundo ponto.

Sacolejei tudo novamente, passei pela parada que vai para o Deadvlei, não desci, aguardei o transporte lotar novamente e então segui para a segunda parada.

Sossusvlei

O Sossusvlei fica no ponto final da estrada e é um vale rodeado por dunas avermelhadas. Acaba que seu nome é usado para identificar toda esta área que abrange as principais atrações: Big Daddy e Deadvlei.

Foto: Ponto de chegada.

Este local é também formado por uma grande concentração de sal e argila trazidas pelo Rio Tsauchab durante as enchentes, o mesmo que criou o Deadvlei. Estas enchentes não acontecem com frequência, e quando ocorre, em intervalos de 5 e 10 anos, a água é drenada por entre as Dunas, por isso o nome do lugar: “Sossus”, lugar sem saída e também por isso ainda aqui há algumas árvores com vida.

Foto: Paisagens.

Foto: O pessoal á no alto encarando a longa caminhada na duna mais alta do parque.

Foto: A vida persiste por aqui.

Lugar conhecido, mais belos registros feitos, voltamos então para o camping…

Ainda pelo caminho há mais uma atração, que acabamos não conhecendo, mas vimos sua entrada.

Hiddlenvlei

Só vi o caminho para o Hiddlenvlei, e já tinha andando tanto que não quis me aventurar no meio do deserto próximo às 11h00 por mais 2 km ( 4 km ida e volta).

Este é um lugar pouco visitado, portanto sem aquela muvuca de gente.

Para chegar até lá há uma trilha indicada por pequenos postes de madeira. Não sei falar se compensa a paisagem, ainda mais depois de ver o melhor do parque, mas se tiver disposição e tempo, por que não arriscar, não é mesmo??… rs.

Daqui, voltamos para desfazer nossas barracas, arrumamos nosso carro para a viagem e seguimos para o último passeio.

Sesriem Canyon

Este canyon esta do lado de fora do parque, mas bem pertinho, a aproximadamente 4,5 km do portão de entrada.

Formado também pelo rio Rio Tsauchab , este é um canyon pequeno com um pouco mais de 1 km de extensão, e profundidade de 30 a 40 metros. Sua formação data de 2 a 4 milhões de ano atrás, e seu nome, de origem Africanês, significa seis (ses) tiras de couro (riem), uma relação para dizer como eram coletado água aqui, que eram necessárias 6 cordas de boi para alcançar sua água com um balde.

Foto: Observando o canyon por cima.

Mesmo sendo pequeno e não ser tão belo quanto as dunas de areias enormes do parque, penso que vale a pena a visita aqui.

Além de gratuito, é muito interessante observar esta formação e ver o encaixe das pedras e as diferentes formações rochosas. Desça e explore um pouco o lugar!

Foto: Dentro do Canyon – O acesso é fácil.

Foto: As vezes eu empolgo…rs.

Foto: Passe um tempo andando por ele, fará fotos lindas.

Foto: Olhe de perto. Que loucura de formação, não é?

Foto: Canyon.

Foto: Fique atento, e repeite os moradores.

Daqui fomos para Okahandja, a cidade do nosso motorista Jonas, e dormimos na sua casa, conhecemos seus amigos e foi uma noite bem agradável, que terminei assistindo novela indiana…rs. Acabou que dormimos cedo, pois no próximo dia iriamos sair de madrugada para uma outra visita especial. A Tribo Himba.

E DAÍ, QUANTO FICOU A BRINCADEIRA??

Gasto médio diário na Namíbia: R$ 624,25 reais.

Incluído: Tour com Jonas, Passagem de volta para Joanesburgo, deslocamentos internos, acampamentos, alimentação, compras, 7 dias que passei no país.

Orçamento para este passeio: N$ 6.110,27 – R$ 1.660,16.

  • Tour Jonas: N$ 4.750 (Metade do valor) – (R$ 1.291)- Tour de 5 dias.

    Incluso: Motorista, aluguel do carro, barracas para acampamento e transfer aeroporto ida e volta.

    Pagar a parte: Gasolina e algumas vezes a alimentação do Jonas.

  • Compras supermercado: N$ 344,36 (R$ 93,56).

      OBS: Compras no supermercado na Namíbia são mais caras que na África do Sul.

  • Gasolina Ida:  N$ 194,13 – (R$ 52,74) – Metade do gasto de N$ 388,25 com combustível).
  • Banheiro: N$ 2 – (R$ 0,54) – banheiros nos postos são pagos.
  • Camping Sensriem: N$ 200 – (R$ 54,34)
  • Entrada do parque: N$ 80 – ( R$ 21,74).
  • Carro Soussevlei tour: R$ 150 – (R$ 40,75).
  • Gasolina volta: N$ 197,35 – (R$ 53,62 ) – Metade do gasto de N$ 394,69 com combustível.
  • Alimentação: N$ 40 – (R$ 10,87).
  • Mercado segundo dia – Jantar : N$ 152,43 – (R$ 41,41)

NÃO POSSO DEIXAR DE PROVAR

Acabei não almoçando nem jantando em lugares especiais neste dia, e só fiquei nas “bobeiras”, portanto não sei falar dicas do que comer.

No parque há restaurante, e creio que deve ser bom. Inclusive com carne de caça.

Outra dica é que em frente ao parque, e preços bem mais em conta há um posto de gasolina onde há uma lanchonete com loja de conveniência.

LIÇÕES APRENDIDAS.

1- Se for de carro partindo de Windhoek, abasteça sempre que ver um posto, pois há poucos pelo caminho.

2- Chegar de carro baixo no parque, até que chega sem problemas, mas lá dentro tem uns trechos que é bom evitar. Pergunte sempre na recepção.

3- Na entrada do Parque há um mini mercado, um restaurante e um posto de combustível.

4- Os lodges saem em torno de  N$ 1.650 (R$ 448,00) por pessoa, opção para quem deseja mais conforto. Nas intermediações do parque há muitos deles.

5- Uma das vantagens de quem decidir dormir dentro do parque é que você pode ter acesso as dunas uma hora antes da abertura dos portões e ficar lá depois que fecham. E somente assim para ver o pôr do sol na Duna Elim e o nascer do sol no dia seguinte na Duna 45.

6- Pra quem for ficar mais que um dia há outro camping, o Sossus Oásis Conveniência e Camping. Se eu voltasse o tempo, ficaria um dia em cada um, para curtir mais este belo parque, que ficou pela metade.

7- Mesmo que subir as dunas descalço seja bem melhor, as vezes a areia pode ser bem quente, portanto, sempre vá com um calçado. Prefira calçados fechado, pois chinelos pode queimar os pés do mesmo jeito.

8- Independente da época do ano leve sempre um agasalho, pois mesmo no verão a noite pode ter uma temperatura que exija uma roupa mais quente. Já no inverno faz frio mesmo e com certeza você irá precisar.

9- Se for acampar leve uma lanterna, será bem útil.

10- Se for subir a Duna 45, chegue pelo menos 30 minutos antes do nascer do sol. Ele nasce às 7h45.

11- Pessoal, não é fácil visitar o deserto de baixo daquele sol, portanto, programe-se sempre para visitar as dunas o mais cedo possível e evitar o horário das 11h00 às 14h00.

12- Quem quiser optar por ir andando para o Deadvlei e Soussvlei, ao invés de pagar o veículo: Pode. Boa sorte para encarar o sol… rs.

13- Céu de estrelas: Não deixe de curtir o céu durante seu acampamento. Céu de deserto é algo incrível.

14- Há opção de passeios de balão pela região balloon-safaris, o valor fica em torno de N$ 2.500,00 por pessoa (R$ 679,25).

OUTRAS INFORMAÇÕES ÚTEIS.

Fuso Horário: + 5h (Brasília).

Língua

O idioma oficial da Namíbia é o inglês, mas existem ainda outras 13 línguas regionais no país, como uma das mais tracionais delas o Africâner.

Como a Namíbia foi colonizada pela Alemanha, você pode encontrar algumas coisas no idioma.

Moeda

A moeda oficial do país é o Dólar Namibiano (NAD / N$).

Foto: Ignore os 50 rands (África do Sul) perdido ali no meio…rs.

Em alguns lugares podem aceitar o Rand sul africano, cujo a cotação é próxima ao Dólar Namibiano, o contrátrio já não acontece na África do Sul.

Em relação as minhas cotações:

  • $ 1 Dólar americano – N$ 12,55
  • R$ 1,00 Real – N$ 3,68

OBS: Para converter os dólares namibianos para reais, multiplique por 0,27.

Cotação atual: Clique aqui.

Gorjetas: Nós brasileiros não temos costume de dar gorjetas, na verdade temos até dificuldade… rs, mas na Namíbia, elas são sempre bem vindas e esperadas. O ideal é pagar no mínimo 10%.

Vistos e Vacinas

Boa pra nós!

Brasileiros não precisam de visto para permanência menor que 90 dias e é exigido somente passaporte com no mínimo 6 meses de validade.

Em relação a vacinação é obrigatório a vacina contra febre amarela (certificado com validade internacional).

Tomada

O padrão é do Tipo D.

Foto: Foto cedida pelos amigos Casal Wanderlust (www.casalwanderlust.com.br).

Voltagem: 220 V.

A VIAGEM CONTINUA…

Relato Anterior: Cape Town – África do Sul.

Próximo Relato: Tribo Himba – Namíbia.

Primeiro Relato da viagem: Soweto – África do Sul.

YOUTUBE: Veja este resumo de 1 minuto do nosso próximo destino

 

RESUMÃO QUERO MOCHILAR EM PDF: Resumão_QM_Soussevlei

Gostou? Compartilhe! Tem alguma sugestão ou atualização de informação? Enriqueça a pesquisa de seus amigos nos comentários. Além de ajudar o próximo viajante é super importante a opinião de vocês para o blog.

QUEM PODE TE AJUDAR?

  • Embaixada Brasileira em Windhoek.

Site: http://windhoek.itamaraty.gov.br/pt-br/.

E-mail: brasemb.windhoek@itamaraty.gov.br.

JONAS NUULE

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MOTORISTA – NAMÍBIA  YYYYYDiferencial: Você negocia seu trajeto com ele e ele roda a Namíbia inteira se for preciso com você. No seu tempo e ritmo e sai bem mais em conta.

Facebook: Click aqui.

WhatsApp: + 264 812863631

 

A EXPERIÊNCIA COM O QUERO MOCHILAR Escolhi meu trajeto, passei para ele e ele me conduziu por 5 dias pelo país. É um excelente motorista, e uma pessoa honesta e de confiança. Na época que contratei ele não era um guia turístico, e sim um motorista. Hoje está trabalhando em parceria com uma brasileira na Brazuca´s travel e se aprimorando para trabalhar como guia.

Seu trabalho está mais que testado e aprovado!

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